<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723</id><updated>2012-02-18T13:29:26.115Z</updated><title type='text'>Lusografias</title><subtitle type='html'>Montra de palavras.
                 Colégio Luso-Francês.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>367</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4472643367903552579</id><published>2012-02-18T13:29:00.001Z</published><updated>2012-02-18T13:29:26.122Z</updated><title type='text'>Exposição "Fernando Pessoa, plural como o universo"</title><content type='html'>&lt;img alt="Exposição sobre Fernando Pessoa na Gulbenkian" id="Photo4201" name="Photo" src="http://www.dn.pt/storage/DN/2012/big/ng1767308.JPG?type=big&amp;amp;pos=0" width="420" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;De &lt;strong&gt;10 de fevereiro a 30 de abril&lt;/strong&gt;, a Fundação Calouste Gulbenkian recebe a exposição "Fernando Pessoa, Plural como o Universo", concebida e organizada pela Fundação Roberto marinho e pelo Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, onde foi inaugurada em agosto de 2010, tendo depois sido mostrada, em março de 2011, no Centro Cultural Correios, do Rio de Janeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;O objetivo da exposição é oferecer o vastíssimo painel de uma vida-obra e de uma obra-vida, confrontando o visitante, etapa por etapa, com um relato dos acontecimentos biográficos na sua íntima relação com a formação e a criação literária do poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A exposição tem uma forte componente multimédia e interativa: filmes, vozes e sons, poemas ditos, páginas de livros e poemas que, com um só toque do visitante, se alternam e desfolham. Inclui ainda documentos inéditos, pinturas e alguns objetos que nunca foram expostos em Portugal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Paralelamente, e em colaboração com a Casa Fernando Pessoa, são realizadas atividades complementares, entre as quais um programa educativo que inclui visitas-jogo, visitas orientadas e oficinas de escrita e teatro, para escolas e grupos organizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Deixo alguns links úteis:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.descobrir.gulbenkian.pt/index.php?article=4758&amp;amp;visual=2&amp;amp;area=21"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://www.descobrir.gulbenkian.pt/index.php?article=4758&amp;amp;visual=2&amp;amp;area=21&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://sicnoticias.sapo.pt/cultura/article1297168.ece"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;http://sicnoticias.sapo.pt/cultura/article1297168.ece&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;E o testemunho de Guilherme d'Oliveira Martins:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Fernando Pessoa, Plural como o Universo &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A exposição «Fernando Pessoa, Plural como o Universo», no âmbito do Ano do Brasil em Portugal, resulta de uma iniciativa do Museu da Língua Portuguesa com o apoio das Fundações Roberto Marinho e Calouste Gulbenkian e apresenta-nos o multifacetado autor português como um dos símbolos do século XX. Os seus escritos são uma oportunidade extraordinária para compreendermos a relação do poeta com o mundo e a sua intuição genial para no-la revelar a partir de diversas perspetivas e personalidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;SINGULAR LEITURA DO UNIVERSO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Fernando Pessoa representa o seu tempo de um modo singularíssimo, ligando a leitura do universo à circunstância de ser português – esse curioso casamento entre a história de um povo que o escritor procura interpretar e uma reflexão cosmopolita e universalista, que assume com todas as consequências, é uma característica única, que torna fascinante a leitura de uma obra caleidoscópica, que não pode ater-se a uma cultura particular. Contudo, sem ser redutora, a perceção da identidade própria é feita à luz de uma consciência universalista. Como disse Eduardo Lourenço no fecho do seu imprescindível «Pessoa revisitado», o poeta «foi uma espécie de aparição fulgurante descida das brumas culturais alheias ao nosso desterro azul, para nele inscrever em portuguesa língua o mais insubornável poema jamais erguido à condição exilada dos homens na sua própria pátria, o universo inteiro». Assim se podem entender os paradoxos e as contradições que tantas vezes encontramos e que mais não são do que a aceitação de que uma cultura é sempre complexa e heterogénea, abarcando elementos diversos. Estamos perante a imperfeição de que fala Lourenço, que exige sempre a abordagem de diversos caminhos, sobretudo evidente numa cultura como a portuguesa, nascida originalmente numa finisterra de múltiplas presenças e depois espalhada pelo mundo como cultura de várias línguas e língua de várias culturas. A relação entre o ortónimo pessoano e os principais heterónimos (Caeiro, Reis, Campos e Soares) corresponde, assim, a uma curiosa representação da pluralidade do universo. A modernidade de Pessoa tem, no fundo, a ver com essa projeção, que nos leva ambiguamente ao conceito de Quinto Império – incompreensível sem referência a Vieira, o imperador da língua portuguesa, e sem ligação à espiritualidade da comunicação. Em vez de um projeto de domínio temporal, estamos diante da exigência de um diálogo, em busca da diferença. No entanto, diálogo obriga a que cada um e cada cultura se afirmem tal como são, sem a tentação de se dissolverem mutuamente. Por isso mesmo Caeiro, Campos ou Reis são profundamente diferentes, e Fernando Pessoa, ele mesmo, tem uma perspetiva própria e diferente sobre a vida e o mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;A CONSIDERAÇÃO DOS MITOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;«Desejo ser um criador de mitos, que é o mistério mais alto que pode obrar alguém da humanidade» - afirmou Pessoa. E António Quadros disse que «mais perto andaremos do pensamento de Fernando Pessoa» se virmos os heróis da «Mensagem» como «protagonistas de um macromito, com seus símbolos e cifras, o mito do Regresso ao Paraíso, dentro do qual se desenvolvem os micromitos de um Portugal – eleito de Deus, em ação profunda no duplo plano do ideal cavaleiresco e do inconsciente coletivo nacional…». Ora, os mitos permitem interrogar as raízes e o desenvolvimento de uma identidade, e essa abordagem crítica abre as portas para a superação de uma mera lógica defensiva ou retrospetiva. Nesse sentido, compreende-se que os amigos presencistas de Pessoa tenham lamentado a publicação da «Mensagem» antes do outro manancial poético do autor. O poeta não deixou de concordar junto de Adolfo Casais Monteiro, mas preferiu falar de um momento crítico de «modelação do subconsciente nacional». Mas será Eduardo Lourenço, ainda ele, quem melhor articulará a necessidade crítica da consideração dos mitos pessoanos com a interrogação de Antero de Quental sobre «as causas da decadência dos povos peninsulares», com a obrigação crítica da geração de 1870 e em especial de Oliveira Martins, com a vontade de renascimento de «A Águia» e com o ensaísmo seareiro. A heterodoxia do autor de «O Labirinto da Saudade» tem a ver, afinal, com a recusa das escolas dominantes ou dos grupos instalados, mas sobretudo pretende obter liberdade para seguir a necessidade crítica não acomodada à lógica positivista – de modo a partir dos mitos, a fim de poder compreender a sociedade e a cultura na riqueza das suas idiossincrasias. Afinal, Pessoa dissera sobre «Orpheu» a Cortes-Rodrigues que tinha como objetivo «agir sobre o psiquismo nacional», trabalhando-o por «novas correntes de ideias e emoções», sendo uma espécie de «ponte por onde a nossa Alma passa para o futuro». Eis por que motivo qualquer leitura superficial ou unívoca da obra pessoana pode conduzir num sentido redutor e incapaz de a compreender. Alberto Caeiro, o mestre, assume o panteísmo naturalista. Diz Campos: «O meu mestre Caeiro não era um pagão: era o paganismo». «Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza. / Murcha a flor e o seu pó dura sempre. / Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua. / Passo e fico, como o Universo». Ricardo Reis afirma a nostalgia dos deuses gregos e romanos, Álvaro de Campos é o cantor da civilização mais moderna. Fernando Pessoa procura transcender, reunir, completar («seria um pagão, se não fosse um novelo embrulhado para o lado de dentro»). Segundo Quadros trata-se de uma catarse, pela qual podemos, a um tempo, encontrar o poeta em toda a sua riqueza interior multifacetada, bem como entendê-lo em toda a sua capacidade de se revelar numa ascese emancipadora. Anselmo Borges fala do «seu balancear constante, triturante, paradoxal e contraditório entre a Presença e a Ausência».&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;O ENTENDIMENTO DOS SÍMBOLOS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Há um pequeno texto de Fernando Pessoa, em «Sobre Portugal», que trata do provincianismo. Muitas vezes tem sido referido e citado, talvez como um juízo definitivo, que não é. Do que se trata é da definição de uma atitude crítica contrária do conformismo. «O provincianismo consiste em pertencer a uma civilização sem tomar parte no desenvolvimento superior dela – em segui-la pois mimeticamente, com uma subordinação inconsciente e feliz. A síndroma provinciana compreende, pelo menos, três sintomas flagrantes: o entusiasmo e a admiração pelo progresso e pela modernidade; e, na esfera mental superior, a incapacidade da ironia». O poeta pensa na necessidade de haver escóis, de haver uma aristocracia comportamental, de se cultivar a abertura e o cosmopolitismo, de superar uma tripla camada de negativismo: a decadência, a desnacionalização e a degenerescência. Não importará tanto ver circunstancialmente o que significa cada uma destas preocupações. A ilusão do progresso ilimitado, a tentação de não cuidar do futuro, o fatalismo e a indiferença – tudo isso está em causa. E o certo é que a ironia ganha uma especial importância. É fundamental sermos capazes de nos vermos projetados no espelho da crítica. A poesia encarrega-se de perscrutar diversos caminhos. Mais do que encontrar soluções, que não cabem à arte, trata-se de iluminar e de ajudar a ver. Impõe-se, porém, cuidar do entendimento dos símbolos, o que obriga à consideração, segundo Pessoa, da simpatia, da intuição, da inteligência, da compreensão e do conhecimento transcendente. Tem o intérprete de sentir simpatia pelo símbolo. Tem de ser capaz de ver o que está para além dele. Tem de saber interpretá-lo. Tem de o entender. E tem de apreender o seu sentido e significado. Eis por que a criação cultural se torna fundamental, por contraponto às ilusões do provincianismo…&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Guilherme d’Oliveira Martins&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(Enviado por Auxília Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-4472643367903552579?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/4472643367903552579/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=4472643367903552579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4472643367903552579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4472643367903552579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2012/02/exposicao-fernando-pessoa-plural-como-o.html' title='Exposição &quot;Fernando Pessoa, plural como o universo&quot;'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3350480086882906128</id><published>2012-02-05T21:23:00.000Z</published><updated>2012-02-18T13:21:45.471Z</updated><title type='text'>Ler e (re)criar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Mais um trabalho de recriação literária, no âmbito da motivação para o estudo do texto poético. Os alunos, tomando contacto com a primeira manifestação literária do lirismo português, escolheram uma cantiga de amigo e imaginaram, a partir dela, uma página de diário ou uma carta, dada a natureza biográfica e intimista das cantigas de amigo galego portuguesas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5rGdEWLXs3o/Ty7x-6QplQI/AAAAAAAACMA/DM_A5MxdD24/s1600/V_117_054v_0336.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; height: 390px; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em; width: 247px;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="320" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-5rGdEWLXs3o/Ty7x-6QplQI/AAAAAAAACMA/DM_A5MxdD24/s320/V_117_054v_0336.jpg" width="240" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Pois nossas madres van a San Simon&lt;br /&gt;de Val de Prados candeas queimar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;nós, as meninhas, punhemos de andar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;con nossas madres, e elas enton&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;queimen candeas por nós e por si&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;e nós, meninhas, bailaremos i.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nossos amigos todos lá irán&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;por nos veer, e andaremos nós&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;bailando ante eles, fremosas en cós,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;e nossas madres, pois que alá van,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;queimen candeas por nós e por si&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;e nós, meninhas, bailaremos i.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Nossos amigos irán por cousir &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;como bailamos, e podem veer&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;bailar moças de bon parecer,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;e nossas madres pois lá queren ir,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;queimen candeas por nós e por si&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;e nós, meninhas, bailaremos i.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Pêro de Viviaez, CV 336, CBN 698&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Portus Cale, 1 de fevereiro de 1342&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Querida prima Josefa,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Antes de mais, queria pedir-te perdão pelo incumprimento da minha promessa. Assim que te mudaste para Barcara Augusta, jurámos manter contacto, porém, só agora te escrevo esta carta para te contar todas as novidades e reatar a nossa relação. Tenho estado muito ocupada a tratar das nossas terras e a fazer os vestidos para a Rainha, pelo que não tenho tido oportunidade para te escrever.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Como sabes, no domingo passado, festejou-se o São Simão de Val de Prados, uma romaria muito conhecida por ser um importante ponto de peregrinação. Eu e as minhas amigas fomos à festa, acompanhadas das nossas mães, já que é impensável ir a qualquer lado que seja sem a supervisão da mãe. No entanto, as nossas intenções eram bem distintas. Enquanto as mães pretendiam rezar e cumprir as promessas que haviam feito, acendendo velas aos santos, eu e as minhas amigas tínhamos uma outra intenção, encontrar os rapazes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Como também sabes, ainda estou solteira e este facto atormenta-me um pouco. Bem, mas, se refletirmos um pouco, posso afirmar que na teoria estou solteira, mas na prática não...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Não estava com grande ânimo para ir à romaria, uma vez que tenho tido muito trabalho e tenho andado estafada. No entanto, o facto de pensar que iria encontrar aquela pessoa que me acelera o coração, restabeleceu-me, de imediato, as forças. Dançar diante dele para me exibir não é coisa que se faça, eu sei bem, mas as minhas amigas incentivaram-me a fazê-lo. Será que fiz mal em dar um passo em frente?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Fico a aguardar uma resposta e espero que também me contes novidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Despeço-me com muito respeito e carinho, &lt;span id="goog_673224806"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_673224807"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Carlota Esteves&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ana Lídia, 10A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ai madre, ben vos digo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;mentiu-mi o meu amigo,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;sanhuda lh’ and’ eu.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Do que mh ouve jurado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pois mentiu per seu grado,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;sanhuda lh’ and’ eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Non foi u ir avia,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;mais ben des aquel dia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;sanhuda lh’ and eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: white; font-size: x-small;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Non é de mi partido,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;mais, por que mi há mentido,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;sanhuda lh’ and’ eu.&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;PERO GARCIA BURGALÊS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Mãe,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Nem acreditará! Sabe o meu amigo? Aquele que iluminou os meus dias mais sombrios, que foi o meu oásis no deserto da solidão? Sim, é esse mesmo em que está a pensar. Ele mentiu-me!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Ando furiosa com o mundo, comigo e com Deus! Jurou-me ser honesto e, agora, traiu a minha confiança! Odeio este sentimento de indignação. Odeio sentir-me não merecedora da sua verdade. Sabe, não me irrita o facto de ter partido, irrita-me, sim, ter mentido sobre para onde ia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Já não sei nada dele desde aquele dia. Ando preocupada, mas, sempre que me recordo dele, a raiva reaparece.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Preciso de si e das suas palavras tranquilizadoras para a minha alma. Responda-me o quanto antes, por favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Da sua querida filha,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;Bianca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Enviado por Auxília Ramos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;div align="justify"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3350480086882906128?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3350480086882906128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3350480086882906128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3350480086882906128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3350480086882906128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2012/02/ler-e-recriar.html' title='Ler e (re)criar'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-5rGdEWLXs3o/Ty7x-6QplQI/AAAAAAAACMA/DM_A5MxdD24/s72-c/V_117_054v_0336.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5584557900213428119</id><published>2012-02-02T22:14:00.001Z</published><updated>2012-02-02T22:14:47.994Z</updated><title type='text'>Ler - fevereiro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zRQMc3nI_kA/TysKlEeV-zI/AAAAAAAACL4/XUZVPmr5_hY/s1600/Ler_fev.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" sda="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-zRQMc3nI_kA/TysKlEeV-zI/AAAAAAAACL4/XUZVPmr5_hY/s400/Ler_fev.jpg" width="277" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5584557900213428119?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5584557900213428119/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5584557900213428119' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5584557900213428119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5584557900213428119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2012/02/ler-fevereiro.html' title='Ler - fevereiro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zRQMc3nI_kA/TysKlEeV-zI/AAAAAAAACL4/XUZVPmr5_hY/s72-c/Ler_fev.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1523793447047644587</id><published>2012-01-30T11:58:00.001Z</published><updated>2012-02-05T21:25:04.246Z</updated><title type='text'>Ler e (re)criar</title><content type='html'>&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;Mais um trabalho de (re)criação literária,&amp;nbsp;desta vez de uma aluna do 10ºano,&amp;nbsp;na sequência&amp;nbsp;do&amp;nbsp;segundo contrato de leitura, dedicado aos &lt;strong&gt;textos memorialistas, diarísticos, epistolares e biográficos&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Hz-8imDRP8M/TyaEfPJ-N0I/AAAAAAAACLo/ZzPaK_DVLgg/s1600/Capa_do_livro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-Hz-8imDRP8M/TyaEfPJ-N0I/AAAAAAAACLo/ZzPaK_DVLgg/s200/Capa_do_livro.jpg" width="127" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Os documentos apresentados testemunham e ilustram&amp;nbsp;a leitura intertextual do&amp;nbsp;livro de Lobo Antunes &lt;em&gt;"D’este viver aqui neste papel descripto" – Cartas da Guerra&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e o seu cruzamento com&amp;nbsp;o espólio familiar da aluna Ana Lídia Neves, através de cartas, memórias e fotografias. A prova de que os livros ganham vida dentro de nós...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp; Aqui ficam as suas próprias palavras:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No âmbito do segundo “Contrato de Leitura”, foi-nos sugerida a leitura de livros com registos diarísticos e memorialísticos. Assim sendo, a minha escolha incidiu sobre o livro de António Lobo Antunes, &lt;em&gt;D’este viver aqui neste papel descripto – Cartas da Guerra&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-e8mHxV1V3i8/TyaEXmmmsWI/AAAAAAAACLQ/w3isTWtj47w/s1600/Av%C3%B4+%C3%81lvaro+na+Guerra.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-e8mHxV1V3i8/TyaEXmmmsWI/AAAAAAAACLQ/w3isTWtj47w/s200/Av%C3%B4+%C3%81lvaro+na+Guerra.jpg" width="144" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-gDkhislgw3E/TyaEcHuCNKI/AAAAAAAACLg/dEvLF_ZrQto/s1600/Av%C3%B3+L%C3%ADdia+a+escrever+para+o+marido.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-gDkhislgw3E/TyaEcHuCNKI/AAAAAAAACLg/dEvLF_ZrQto/s200/Av%C3%B3+L%C3%ADdia+a+escrever+para+o+marido.jpg" width="141" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao longo da leitura, fui descobrindo que esta obra tinha muitos pontos em comum com a minha família. Tal como o meu avô Álvaro, António esteve em Angola, na Guerra Colonial. Ambos deixaram em Portugal as suas amadas e a escrita funcionava como elo de ligação, que era feita através de cartas, postais e aerogramas. A leitura destas cartas mostra-nos o estilo de linguagem utilizada nesta época e a forma como um namorado/um marido se dirigia ou se despedia da sua namorada ou da sua noiva.&amp;nbsp; Nos documentos apresentados, podemos verificar as semelhanças entre a forma como era feita a comunicação nos anos 60 e 70. A distância e a&amp;nbsp;&amp;nbsp; ausência de tecnologias não permitiam outra forma de contacto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;17-12-1961&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Minha querida noiva, &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8jx_BmHkXvk/TyaEgi-ZLhI/AAAAAAAACLw/6i0xEJjM5Hc/s1600/Postal_de_Natal.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-8jx_BmHkXvk/TyaEgi-ZLhI/AAAAAAAACLw/6i0xEJjM5Hc/s320/Postal_de_Natal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Ofereço-te este cartão de Boas Festas como prova e testemunho dos meus votos a Deus para que tenhas um Natal Feliz e um Ano Novo Próspero.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Minha querida assino com toda a consideração e estima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Com um aperto de mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;O teu noivo,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Álvaro dos Santos Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;22-12-1971&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Meu Amor,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9mUHNqPXasw/TyaEaSyI8zI/AAAAAAAACLY/cUhLvIUlh0o/s1600/Av%C3%B4+carregando+beb%C3%A9.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;img border="0" gda="true" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-9mUHNqPXasw/TyaEaSyI8zI/AAAAAAAACLY/cUhLvIUlh0o/s320/Av%C3%B4+carregando+beb%C3%A9.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Acabo de receber o melhor presente de Natal que poderia desejar: o Batalhão vai para Malange, mas os médicos ficam. A crueldade a injustiça disto são de tal modo horríveis, que não vale a pena acrescentar mais nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;A propósito do Natal, minha Paulinha Boghese, o João e a Lídia, ou inversamente, mandaram-me um cartão de Boas Festas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Desculpa-me, mas nem consigo escrever. Perdoa-me.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Muitos beijos do teu marido que te adora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;António&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ana Lídia, 10A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Enviado por Auxília Ramos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;﻿&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1523793447047644587?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1523793447047644587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1523793447047644587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1523793447047644587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1523793447047644587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2012/01/ler-e-recriar_30.html' title='Ler e (re)criar'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Hz-8imDRP8M/TyaEfPJ-N0I/AAAAAAAACLo/ZzPaK_DVLgg/s72-c/Capa_do_livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1959881662700761519</id><published>2012-01-29T12:37:00.004Z</published><updated>2012-02-05T21:25:27.689Z</updated><title type='text'>Ler e (re)criar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Dois trabalhos de (re)criação da leitura: primeiro é um mini-romance em forma de diário a partir da leitura de &lt;em&gt;Os Filhos da Rua Arbat&lt;/em&gt;. O outro é um artigo de apreciação crítica sobre &lt;em&gt;Comissão das Lágrimas&lt;/em&gt;, de António Lobo Antunes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 85%;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-CeN9NBn1dOE/TyU-xVYs2wI/AAAAAAAACK8/Y3RPSDtlj4U/s1600/56073_big.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703033520409860866" src="http://1.bp.blogspot.com/-CeN9NBn1dOE/TyU-xVYs2wI/AAAAAAAACK8/Y3RPSDtlj4U/s320/56073_big.jpg" style="cursor: hand; height: 206px; width: 144px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Este romance decorre numa altura em que vigora o Comunismo na URSS, liderado por Iossif Vissarionovitch Djougatchvili, mais conhecido por Estaline. Uma época de repressão intensa, onde quem pretende viver é obrigado a acreditar nos ideais do Partido e que “Estaline tem sempre razão”. Ninguém duvida do poderio deles e tem de obedecer-lhes cegamente. De facto, até tenho conhecimento de jovens que denunciaram os pais por estes criticarem a política dos kolkhozes. São casos extremos, claro, mas o Partido está à frente de tudo e ninguém ousa apontar-lhe o dedo. Em breve, a URSS será uma potência, uma das maiores do Mundo, e poderemos combater contra os monstros capitalistas.&lt;br /&gt;IRMÃOS PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS!&lt;br /&gt;O meu nome é Vladimir Franciscovsky e sou Comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Mais um calmo dia na Arbat. Escola, Konsomol&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftn1" name="_ftnref1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;, casa. Minha mãe, Nenka, pediu-me para ir recolher os bens destinados para a semana que começa. Chegaram os cartões de racionamento. Em breve serão abolidos, dizem. Será um ligeiro retorno à diferenciação social? Não percebo por que colocam a hipótese de extinção dos cartões, quando se pretende a união das classes. Como também não percebo que solução arranjarão quando o inverno atingir o Cazaquistão donde chegam os cereais. Para já, não temo estas hipóteses. O camarada Estaline tem dois dedos de testa e sabe que mais vale prevenir que remediar. Não, não temo! Ele é o Grande Pai e só quer o nosso bem.&lt;br /&gt;“Ora, cinco quilos de carne, pão, ovos, um kulitch, samovar, vodca e salame...mais alguma coisa, Chicovsky&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftn2" name="_ftnref2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;?”, pergunta Arshavin, o merceeiro.&lt;br /&gt;“É tudo”, afirmei.&lt;br /&gt;Regresso a casa e ajudo minha mãe a arrumar aquilo a que temos direito. Teremos que esconder a vodca, pois, meu pai, Malafeev, transforma-se numa violentíssima pessoa apenas com uma pequena dose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Há três dias, Estaline fez uma visita à minha escola. Sacha Pankratov, meu colega de carteira, deu-lhe as boas vindas em nome de todos e iniciou a conferência. Estaline começou o discurso. Demonstrou-nos as metas do segundo Plano Qinquenal, que consistia no desenvolvimento do setor da indústria ligeira e dos bens de consumo. As coisas parecem estar a mudar. Fico feliz que assim o seja.&lt;br /&gt;No fim da conferência, “propõe-se uma moção de fidelidade ao camarada Estaline”. Deste modo, todos os alunos e professores se levantam e batem palmas, aplaudindo o nosso grande camarada. Durante cinco minutos, persistem os aplausos. Os braços e as mãos começam já a dar desconforto. Mas parará alguém? Pouco provável, muitos são os funcionários do NKVD que nos observam para descobrir quem cede. E, assim, os aplausos sucedem-se durante largos, largos minutos... Pouco antes de chegar ao quarto de hora, o diretor da escola, indivíduo já com os seus sessenta anos, senta-se com um ar exausto.&lt;br /&gt;Desde esse dia, o diretor ainda não foi visto. Fiquei a saber que foi condenado por dez anos, para a Sibéria... motivos que “não interessam à ordem pública”. Enfim, era um senhor simpático. Mas, se o Partido o prendeu, foi porque ele ofendeu em algum aspeto o Povo&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftn3" name="_ftnref3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Sacha e eu fomos chamados à direção do Konsomol. Em princípio, seria uma visita de rotina, visto que, sendo nós membros do comité central, é usual distribuírem-nos tarefas e objetivos. Contudo, esse não era o assunto que nos esperava.&lt;br /&gt;“Sentem-se”, ordenou o velho Dimitri, presidente do Konsomol. “Vou direto ao assunto. As vossas atitudes deixaram-nos boquiabertos. Membros natos do Partido, Comunistas de verdade, ninguém esperava isto da vossa parte”, o seu olhar azul e aguçado tornava-se cada vez mais penetrante como se nos lesse os pensamentos.&lt;br /&gt;“Não sabemos do que falas, Camarada Dimitri”, afirmou Sacha surpreso. Dimitri pareceu ignorá-lo.&lt;br /&gt;“As vossas atitudes causaram divergências dentro do Partido e, para inimigos, bastam-nos os capitalistas!”, rugiu o velho de lá de cima dos seus dois metros.&lt;br /&gt;Farto de procurar respostas no meu pensamento, comecei a sentir-me injustiçado.&lt;br /&gt;“Camarada, já advertimos que não estamos a entender o motivo de tanto alarido. Por favor, informa-nos de forma a melhorarmos as nossas ações e a não voltarmos a prejudicar o Partido, se é que o fizemos”.&lt;br /&gt;“Tivessem pensado nisso antes. De boas intenções está o inferno cheio. Agora saiam. Desiludiram-me a mim, que sempre confiei em vocês, ao camarada Estaline, a todo o Konsomol, enfim, ao povo russo que tanta confiança tem na nossa instituição. E façam o favor de deixar aqui, na minha secretária, os vossos crachás do Partido.” Dimitri ficou a olhar distante para a praça Plotnikov, enquanto nós abandonámos o escritório, estupefactos.&lt;br /&gt;Nessa mesma noite, tocaram à porta de minha casa. Minha mãe foi abrir e dois sujeitos altos e robustos penetraram diretamente no meu quarto, de tal maneira que parecia que já lá tinham estado antes, pelo modo como o descobriram no meio de cinco portas.&lt;br /&gt;“NKVD”, afirmou um deles, “não nos tente fazer frente. Estamos aqui em nome do Partido. Pegue numa toalha, numa muda de roupa e em alguns objetos pessoais. Está proibido de se fazer acompanhar de objetos cortantes como lâminas de barba e tesouras. Não nos desobedeça. Pode nunca mais ver a Arbat.”&lt;br /&gt;“Descanse, minha mãe, não se passa nada...”, tentei acalmá-la e penso que a mim mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;“Jantar!”&lt;br /&gt;20:00h. Já me habituei aos rituais da prisão. A comida não é grande coisa e passo bastante frio. Desta vez, são ovos cozidos, pão e um copo de água. Mas, mesmo assim, não é mau de todo. Pelo menos tenho livros, de dois em dois dias há uma distribuição deles. Dostoievski e Tolstoi são, do meu ponto de vista, dos melhores escritores de toda a Rússia.&lt;br /&gt;Soube, por minha mãe, que Pankratov teve o mesmo destino que eu. Enfim, ainda não percebo que mal provocámos ao Partido. Mas, se ele afirma isso, então é legítimo privar-nos a liberdade. O Partido tudo sabe, tudo controla. Nós somos simples peças, não sabemos nada. E, por isso, temos que ser guiados pela sua mão paternal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;Às quatro horas dessa noite, fui acordado e obrigado a vestir.&lt;br /&gt;“Alenitchev espera-te, Franciscovsky”.&lt;br /&gt;Alenitchev era considerado um mito por toda a URSS. Apenas visto em fotografias do jornal O Comunista, todos o temiam pela sua fama dentro do Partido. Acusavam-no de arrancar a confissão a pessoas que nem coragem tinham para matar uma mosca.&lt;br /&gt;“Seja o que Deus quiser”, pensei, “estou de consciência tranquila”.&lt;br /&gt;Fui ultrapassando corredores sujos e escuros e penso que subi dois andares. A porta estava aberta e, lá dentro, um olhar de rottweiler esperava-me. Era realmente medonho.&lt;br /&gt;“Porque o fizeste?”, rugiu quase sem me dar tempo de fechar a porta.&lt;br /&gt;“Não sei do que me acusam”, afirmei num sussurro.&lt;br /&gt;“Como podes ter tal descaramento, camarada?! O Partido confiou em ti e traíste-o. E, ainda por cima, juraste defendê-lo em qualquer situação”&lt;br /&gt;“E defendi sempre! Confio no Partido tanto como tu ou como o Camarada Estaline ou...”&lt;br /&gt;“Chega! Não ouses mais falar em vão do nosso Grande Pai. Trabalhamos todos os dias para criar a real situação de igualdade, aquela que vai beneficiar todos e não uma pequena minoria. Tem-te faltado alguma coisa? Comida, cama, roupa lavada? Vives numa área quase de prestígio. Que mais queres tu? Queres trabalho, nós arranjamos; queres ir visitar a tua família a Leningrado, nós ajudamos nas tarifas; queres a tua mãe de saúde, nós comparticipamos nas despesas. Em que é que o Partido te faltou para jurares ser um fiel apoiante e agora o traíres?! Queremos apenas que pagues pelo teu erro, não te faremos mal. Esperemos que tenha sido um devaneio. Levem-no”&lt;br /&gt;No dia seguinte, pressenti qual poderia ser a razão da perseguição. Os cartazes do Konsomol, sim! Como não suspeitei! Eu e Sacha trabalhámos na realização de uns cartazes em conjunto com outros jovens, entre os quais Krivorutchko, do qual se suspeitava não ter grande confiança nos ideais Comunistas. Realmente, aqueles textos eram um pouco ambíguos...&lt;br /&gt;“Preciso de falar com Alenitchev”, disse ao guarda do corredor.&lt;br /&gt;“Impossível”, disse secamente.&lt;br /&gt;“Mas tenho forma de provar a minha inocência!”&lt;br /&gt;“Achas que alguém vai acreditar em ti?! Traíste o Partido, não podes dar a volta a isso. Ignorarão as tuas supostas desculpas”&lt;br /&gt;Aquele Krivorutchko...terá o seu pagamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;Nunca a minha vida tinha mudado tanto em dez segundos. Com a maior da naturalidade, fui, uma vez mais, acusado de atentado à construção da sociedade socialista e deportado para a Sibéria. Três anos. Três anos sem ver minha querida mãe, a Arbat, os meus amigos Lenka, Nina, Sacha, Varia, Iura, Max, Serafim Katia, Vadim, enfim, tudo o que fez de mim o que sou. Três anos... Três anos após os quais, muito provavelmente, não terei visto para regressar a Moscovo e ficarei excomungado de uma sociedade pela qual dei tudo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota do Autor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste pequeno romance, por mim idealizado como recriação da história de Sacha Pankratov, apenas o nome do protagonista, de Krivorutchko e dos amigos são iguais aos da obra. Todos os outros são fictícios. Jovem que vivia na Arbat, Sacha desde novo difundiu os ideais do Partido como um comunista de verdade e até possuía um alto cargo no Konsomol. Contudo, vicissitudes dentro do instituto ditaram a sua sentença. Tal como Franciscovsky, foi preso e julgado por um ato do qual não tinha a noção estar a exercer contra o Partido. Assim, é preso e deportado sem justa causa e não volta a ver a sua querida mãe, a Arbat e os seus grandes amigos.&lt;br /&gt;Esta obra é, indubitavelmente, fenomenal e extremamente bem conseguida por Anatoli Ribakov, pois mostra-nos o terror vivido durante o Estalinismo, através de um alargado número de personagens, muitas delas reais, incluindo o próprio Estaline. O autor, na primeira pessoa do chefe, mostrou a dureza da sua personalidade, os seus pensamentos acerca de elementos do Partido e, inclusive, aspetos da vida privada, como uma ida ao dentista. Ribakov apresenta-nos, assim, o panorama da sociedade soviética repressiva dos anos 30. Muitas das histórias são verídicas, incluindo o assassinato de Kirov, membro do Partido e considerado como um opositor a Estaline (como demonstram vários pensamentos do ditador).&lt;br /&gt;Em suma, “combinando a técnica do romance policial com uma fascinante análise da psicologia do poder de Estaline (e do próprio), o autor traça um extraordinário retrato da primeira geração que cresceu sob o regime comunista. E escreve a obra definitiva sobre o processo que levou um dirigente a aterrorizar toda uma nação”&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftn4" name="_ftnref4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftnref1" name="_ftn1" style="mso-footnote-id: ftn1;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[1]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt; Abreviatura de Komunistitcheski Soyuz Molodioji - União da Juventude Comunista.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftnref2" name="_ftn2" style="mso-footnote-id: ftn2;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[2]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt; Nome carinhoso de Franciscovsky.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftnref3" name="_ftn3" style="mso-footnote-id: ftn3;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[3]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt; Com base no excerto de Alenxandre Soljenitsyne, na obra Arquipélago do Gulag.&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=7064274355383705723#_ftnref4" name="_ftn4" style="mso-footnote-id: ftn4;" title=""&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;[4]&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt; RIBAKOV, Anatoli, “Os Filhos da Rua Arbat”, Círculo dos Leitores, Sinopse&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Francisco Melo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-H3CRE_IVgMg/TyU-xXInMPI/AAAAAAAACLE/97IO9fB0Fzg/s1600/9448369_zvTU3.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703033520879251698" src="http://4.bp.blogspot.com/-H3CRE_IVgMg/TyU-xXInMPI/AAAAAAAACLE/97IO9fB0Fzg/s320/9448369_zvTU3.jpg" style="cursor: hand; height: 208px; width: 126px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: white; font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;As guerras mais difíceis de vencer são as que travamos com nós mesmos, quando nos começamos a perder e já não há quem possa restaurar aquilo que um dia fomos.&lt;br /&gt;Comissão das lágrimas são memórias do período pós guerra colonial, de uma perspetiva mais pessoal, e que encontra as verdadeiras perdas de cada um. Cristina batalha com uma vida de loucura que a arrastou para uma clínica psiquiátrica. Tem memórias vagas daquilo que a sua família passou em África. “Família” não no sentido de amor e compaixão, mas, sim, no sentido abruto, numa ligação entre pessoas que somente passa pela genética e de um homem preto a quem chama pai, mas que na verdade não o é. Esse preto que “não [tem] país, não [tem] um sítio, não [tem] um coração, [tem] um tambor que não para.”&lt;br /&gt;Mais importante do que as personagens disfuncionais que aqui encontramos, será talvez a escrita poética da obra. Lobo Antunes fala-nos através de vários narradores, que gritam desespero. Palavras frias que retratam a infelicidade, e, como se não fosse possível escrever de uma forma que mais se assemelhasse à dor humana, ainda nos deparamos com dilacerações textuais. Vive-se uma paranoia, reavivam-se memórias que se repetem constantemente, para demonstrarem o quão confusas são as mentes daqueles que vivem na imaginação do autor. São “flashes” que exigem ser rapidamente registados; é uma voz que guia o leitor ao longo de todo o livro. Mas fica muito por dizer. Apenas percebemos que Simone ou Alice é uma mãe que se debate com a patologia da filha, que sofreu de abusos, que dormia na mesma cama de um marido por quem sentia um nojo incomensurável. Aquilo que sabemos é que não há regresso de certos locais da mente, e que aqueles que perfazem o livro encontram-se já num lugar distante.&lt;br /&gt;Andamos a juntar as peças de várias vidas que nunca tiveram um sentido, somos nós que percorremos o labirinto, só para chegar à conclusão de que estão destinadas a ser o que sempre foram. Pedaços, restos.&lt;br /&gt;Simone é atormentada por dores no joelho. Perseguem-na em todo o livro e essa dor constante vem apenas enfatizar que a personagem é escrava das suas acutilantes memórias que parecem penetrar-lhe o joelho com agulhas. E, afinal, são simplesmente dores de alma.&lt;br /&gt;Lobo Antunes não quis que o livro fosse uma estória. E não o é, por um único momento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-size: 85%;"&gt;Diana Falcão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enviado por Hélder Moreira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1959881662700761519?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1959881662700761519/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1959881662700761519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1959881662700761519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1959881662700761519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2012/01/ler-e-recriar.html' title='Ler e (re)criar'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-CeN9NBn1dOE/TyU-xVYs2wI/AAAAAAAACK8/Y3RPSDtlj4U/s72-c/56073_big.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2946210689518798200</id><published>2012-01-02T15:42:00.002Z</published><updated>2012-01-02T15:45:29.882Z</updated><title type='text'>Ler - janeiro</title><content type='html'>Feliz 2012! Com boas leituras...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MhewPoLHfwc/TwHQ_cE52fI/AAAAAAAACKY/Q4u51GpOP4o/s1600/Ler.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 223px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5693061192260114930" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-MhewPoLHfwc/TwHQ_cE52fI/AAAAAAAACKY/Q4u51GpOP4o/s320/Ler.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E, já agora, vale a pena espreitar a página da revista &lt;em&gt;Ler,&lt;/em&gt; totalmente renovada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2946210689518798200?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2946210689518798200/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2946210689518798200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2946210689518798200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2946210689518798200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2012/01/ler-janeiro.html' title='Ler - janeiro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MhewPoLHfwc/TwHQ_cE52fI/AAAAAAAACKY/Q4u51GpOP4o/s72-c/Ler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7629427742603999594</id><published>2011-12-29T23:19:00.001Z</published><updated>2011-12-29T23:21:14.079Z</updated><title type='text'>Onde vais, Valter Hugo Mãe?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Kt9dho86PP4/Tvz1vjF0DjI/AAAAAAAACKM/jNrqfSeQa7s/s1600/diana.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 422px; HEIGHT: 484px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691694226311745074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Kt9dho86PP4/Tvz1vjF0DjI/AAAAAAAACKM/jNrqfSeQa7s/s320/diana.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7629427742603999594?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7629427742603999594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7629427742603999594' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7629427742603999594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7629427742603999594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/12/onde-vais-valter-hugo-mae.html' title='Onde vais, Valter Hugo Mãe?'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Kt9dho86PP4/Tvz1vjF0DjI/AAAAAAAACKM/jNrqfSeQa7s/s72-c/diana.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3627878407878591042</id><published>2011-12-29T22:23:00.006Z</published><updated>2011-12-29T23:08:58.688Z</updated><title type='text'>Reinterpretar os clássicos</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-LLvvUOAGvH8/Tvzu_ajB1nI/AAAAAAAACJc/J_XG1T0tg6k/s1600/amor_perdi_o_capa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 221px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691686802314876530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-LLvvUOAGvH8/Tvzu_ajB1nI/AAAAAAAACJc/J_XG1T0tg6k/s320/amor_perdi_o_capa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Porto, 20 de janeiro de 1806&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Não sei ao certo por que razão lhe escrevo esta carta, se já não está comigo. Cinco meses e dezasseis dias passaram e o sentimento que me invadiu o coração no momento em que o Senhor Simão me leu naquela carta que tinha partido demora-se no meu peito… ainda mais porque o tiraram de mim e eu estava longe! O Senhor Simão parece cada vez mais desolado. As notícias da menina Teresa são escassas, e já nem o brilho da abóbada que o alumia, nem o luar que ele respira, lhe alimentam a ânsia de chegar ao dia em que poderá sair daquele cárcere e a voltar a senti-los além daquelas grades. Costumava ir todas as noites procurar as suas estrelas no céu, com o pensamento em Teresa, que, segundo o que me contara, mantinha o apaixonado ritual. Mas não é cumprida a promessa há já três luas. E eu, que guardo em mim todo o amor que não posso viver com aquele que me chama “irmã”, não sei mais o que fazer para o esperançar… Ah, meu pai, se estivesse aqui como me poderia ajudar! … Só quero o bem daquele que amo. E se de tal feito só a bela fidalga é capaz, então eu rezo para que os dois amantes trespassem todos os embargos e consigam, finalmente, proteger-se um ao outro. Mas nem as minhas preces à Virgem Santíssima parecem ser ouvidas… No entanto, de algo tenho a certeza, meu pai: meu coração assim o diz. Este amor a que assisto é incurável. Simão e Teresa, ainda que as suas famílias não o consintam, amam-se incondicionalmente. Eternamente. E seja qual for o fado desta paixão, no fim terei a certeza que Simão amou, se perdeu e morreu amando. E que este é um verdadeiro amor de perdição. Ainda a refletir a fim de conseguir animar o Senhor Simão, suscitou-me, na manhã de domingo, quando atravessava o largo diante de cadeia da Relação aqui da cidade, a lembrança da menina Rita Castelo Branco, predileta irmã do Senhor Simão. Pobre rapariga! Deve estar tão receosa pelo mano, sem receber qualquer boa-nova… Lembrei-me de a convidar a visitar o parente, ainda que profanando a religiosa vontade de seu pai, o mestre Domingos Botelho. Mas como é situação demasiado arrojada, hesitei em comunicar-lhe a fantasia. Ainda assim, tal pensamento não terá sido em vão, pelo que me ocuparei a partir de agora de meditar sobre a ideia que, se bem sucedida, alegrará, com certeza, o Senhor Simão. Está já a aproximar-se o soar do sino. Está já a aproximar-se o momento de voltar para perto do homem que por amores morrerei. Faz-me falta, meu pai. Sem si, tenho apenas um fim: acompanhar Simão até ao seu último suspiro. Embora o que mais me apoquenta seja a incerteza dos rumos até ao desfecho deste romance. Ainda assim, acredito que o pai tenha ido ao encontro da Virgem Santíssima e que esteja a seu lado a olhar por mim e pelos dois apaixonados.&lt;br /&gt;Com saudade. Sempre sua, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Mariana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Daniela Santos, 11º C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vKhve8O_kOo/Tvzu_tyYz0I/AAAAAAAACJo/tZi5g8X-he4/s1600/tumblr_ldrmigREMM1qblha7o1_400.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 208px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691686807479570242" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-vKhve8O_kOo/Tvzu_tyYz0I/AAAAAAAACJo/tZi5g8X-he4/s320/tumblr_ldrmigREMM1qblha7o1_400.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Cara Clarissa,&lt;br /&gt;Espero que tudo esteja bem em Londres, que a tua vida seja a projeção dos planos que sempre tiveste para o futuro. Um destino bem delineado, com todas as linhas traçadas e todos pormenores meticulosamente pensados e repensados. Espero que a tua filha esteja com saúde e que continue a ser a pequena menina ajuizada que fora em criança. Mas não espero uma coisa: não espero que o teu casamento seja maravilhoso, não espero que sejas feliz presa a um homem que nem sequer amas. Não espero que esse senhor que dizes ser delicado e atencioso para contigo seja aquilo que aspiraste ter na vida. E digo-te mais: em muitos momentos, senti inveja desse homem que se deita contigo e contigo acorda todos os dias. Sei que ao leres isto não ficarás incrédula. Sei que não irás ficar surpreendida e, obviamente, nunca irias demonstrar tal sentimento. Afinal, as tuas ações respondem apenas a um guião, não sofrem de irreverência. Nunca tiveste um imprevisto, pois não? Não. Tenho a certeza de que nunca irias permitir tal evento. E, diz-me a verdade, amas realmente alguém? É que eu já amei tantas mulheres na minha vida. Sinto que o meu coração já viajou por muitos lugares. E, mesmo assim, nunca te esqueci. Em dia algum apaguei o teu sorriso da memória, um sorriso camuflado pela frieza que te acompanha. Em dia algum deixou de ecoar a tua voz na minha cabeça. Em dia algum se evadiu a tua esbelta imagem dos meus arquivos mentais. E sabes o que é mais curioso? É que a razão por que nunca te esqueci é porque nunca encontrei outra alma feminina que me atraísse pelo seu irreverente desprendimento ao mundo e àqueles que a rodeiam. Escrevo-te isto para te dizer que vou casar. Agora, sim, pressinto que ficaste perturbada com esta revelação. Encontrei uma mulher que nada tem a ver contigo, é doce como todas as manhãs de primavera, de uma beleza extraordinariamente comum, e é com ela que pretendo viver até ao resto dos meus dias. Preciso de paz e serenidade, aquilo que nunca me poderias ter dado. E, a partir de agora, nunca poderás. Não acho que isso te entristeça, acredito que nada disto te deixará perturbada. O que sinto é a tua revolta interior, por te saberes trocada por uma mulher que em tudo se inferioriza á tua altivez, por saberes que não a amo como te amo a ti, e mesmo assim já não és mais a minha escolha. Querida Clarissa, já nos conhecemos há tantos anos, e nunca te disse que a tua postura arrogante perante as situações e as pessoas que te acompanham só resultaram em algo de que irás aperceber no fim da tua vida. Irás morrer sozinha e abandonada, irás tornar-te escrava da tua insolência. Peço-te, sinceramente, que sejas feliz e que faças o mesmo pelos outros. E gostava de ter percebido mais cedo que, mesmo que me tivesses dado uma oportunidade para estar a teu lado, nunca te teria feito feliz. Nunca ninguém fez, nunca ninguém o fará. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Até sempre,Peter Walsh&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diana Falcão, 11ºD&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wUHm-VLebqc/TvzqTpjP7nI/AAAAAAAACJQ/2t8jcEv3hjE/s1600/9789723705775.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691681652381576818" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-wUHm-VLebqc/TvzqTpjP7nI/AAAAAAAACJQ/2t8jcEv3hjE/s320/9789723705775.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sampetersburgo, 25 de março&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido diário,&lt;br /&gt;Sabes como são aqueles momentos de indecisão entre saltar o abismo ou manter os pés em terra firme? Aquele sentimento de angústia a dominar o teu ser? Pois, eu hoje sinto-me assim… Penso que as pessoas só dão valor a algo quando o perdem. E o mesmo se aplica a mim! Nunca imaginei que um nariz fosse um elemento tão fulcral na minha vida. Agora que me separei dele, já compreendo a sua relevância. Sim, de facto, hoje o meu dia foi diferente. Acordei cedo, uma vez que os pássaros já entoavam as suas melodias matinais e, lentamente, pois não queria abandonar o conforto da cama, levantei-me para mais um dia neste mundo gélido. Porém, quando me encontrei à frente do espelho, petrifiquei. Por uns momentos, esfregava os olhos, e voltava a paralisar. Faltava alguma peça naquele “puzzle” de beleza humana…. O nariz! Aquele importante pormenor desaparecera ou desertara por algum motivo desconhecido… No entanto, a minha vida teve de continuar, com ou sem face completa. Mas como sair à rua sem que ninguém repare? Como falar com alguém sem que se indague sobre o que se sucedeu? Perante tantos dilemas e sem respostas que os solucionassem, decidi manter a rotina e avançar rumo ao desconhecido. Saí à rua, e a brisa atacou aquele incógnito espaço da minha cara. Aconcheguei-me no cachecol e continuei o meu caminho, passo a passo. Entrei numa pastelaria e pedi algo para me aquecer. O cachecol formou uma barreira entre mim e o café e, por isso, tive de o retirar. Não, não podia permitir que alguém me visse naquele estado. Paguei o café que não bebi e abandonei o estabelecimento. Refugiei-me em casa, com receio de que alguém me visse naquela abominável figura. Mantive-me encarcerado todo o dia, espreitando o mundo pela pequena janela do meu quarto. É impressionante como algo supérfluo, que por vezes tomamos por certo, nos prende a uma realidade na qual não queremos vaguear. Deixamos de ser independentes para vivenciar cada momento das nossas vidas com normalidade. Ficar sem nariz tirou-me a minha independência. E eu julgava-me dono do meu nariz!&lt;br /&gt;Kavaliov &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fábia Alves, 11ºC&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Crítica Literária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Uma Abelha na Chuva&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1ZnGUmwDFKw/Tvzu_6PQtNI/AAAAAAAACJw/vzXw4pw1oNc/s1600/uma_abelha_na_chuva.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 130px; HEIGHT: 199px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691686810821899474" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-1ZnGUmwDFKw/Tvzu_6PQtNI/AAAAAAAACJw/vzXw4pw1oNc/s320/uma_abelha_na_chuva.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Oliveira publicou esse livro, &lt;em&gt;Uma Abelha na Chuva&lt;/em&gt;, no ano de 1953. O enredo baseia-se na relação estéril de um casal: D.Maria os Prazeres de Alva Sancho Silvestre e Álvaro Rodrigues Silvestre. A ação desenrola-se na aldeia de Montouro, durante um outono chuvoso, e é no decorrer da mesma que o leitor se apercebe de que Carlos Oliveira lança fortes críticas às injustiças existentes na sociedade e nas relações humanas do Portugal do século XX. É de notar a originalidade no começo deste romance: Álvaro Silvestre dirige-se à “Comarca” (jornal local) para implorar a publicação da sua confissão sobre todos os delitos que tinha cometido. Porém, essa confissão acaba por não ser publicada graças à entrada de D. Maria dos Prazeres. Durante o resto da narrativa, todas as personagens que entram em cena neste romance acabam, basicamente, por sentenciar os acontecimentos do dia a dia. D. Maria dos Prazeres, esposa de Álvaro Rodrigues Silvestre, foi, sem dúvida, a personagem que mais me marcou. Amargurada e descontente com o rumo que a sua vida tomou, vive constantemente infeliz e desejando outra vida para si. Nota-se, desde logo, que não nutre qualquer tipo de amor pelo seu marido e está, desde sempre, no casamento por obrigação. Sendo filha de fidalgos arruinados, a sua única alternativa era casar com um homem de uma família abastada. E assim foi. Para além disso, com o passar dos anos, um dos seus maiores desejos não se concretizou. D. Maria dos Prazeres nunca teve o seu tão desejado filho, aumentando, assim, o seu sentimento de fúria para com Álvaro. Durante a narrativa, são claros os seus sonhos com outros homens que cobiçava, no entanto, isto acontecia pelo simples facto de se demonstrar uma figura carente. Contudo, embora D.Maria dos Prazeres pense o contrário, Álvaro gostava realmente dela, algo que se vai revelar no final do livro. Na minha opinião, neste livro, as personagens desenvolvem uma espécie de metamorfose, pois as características que as definem no início do livro diferem das do fim. É, de facto, uma obra escrita com uma grande subtileza por parte de Carlos Oliveira. Será que toda a gente é quem parece? Para descobrir até à última linha…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Maria Inês Castro, 11º C&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5. &lt;/strong&gt;(Clicar na imagem, para ver o vídeo)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=JY0Ol3o7-g8&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5691689383010454274" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-TNbuRZMw3Ys/TvzxVoYzSwI/AAAAAAAACKA/yMC1QGpqoRE/s320/Sem%2BT%25C3%25ADtulo.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3627878407878591042?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3627878407878591042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3627878407878591042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3627878407878591042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3627878407878591042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/12/reinterpretar-os-classicos.html' title='Reinterpretar os clássicos'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-LLvvUOAGvH8/Tvzu_ajB1nI/AAAAAAAACJc/J_XG1T0tg6k/s72-c/amor_perdi_o_capa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3998335678251474987</id><published>2011-12-26T16:44:00.002Z</published><updated>2011-12-26T16:58:20.511Z</updated><title type='text'>Natal no mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Natal não é ornamento: é fermento &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;É um impulso divino que irrompe pelo interior da história &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma expectativa de semente lançada &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Um alvoroço que nos acorda &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;para a dicção surpreendente que Deus faz &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;da nossa humanidade &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Natal não é ornamento: é fermento &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Dentro de nós recria, amplia, expande &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Natal não se confunde com o tráfico sonolento dos símbolos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;nem se deixa aprisionar ao consumismo sonoro de ocasião &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A simplicidade que nos propõe &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;não é o simplismo ágil das frases-feitas &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os gestos que melhor o desenham &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;não são os da coreografia previsível das convenções &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Natal não é ornamento: é movimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Teremos sempre de caminhar para o encontrar! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Entre a noite e o dia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Entre a tarefa e o dom &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Entre o nosso conhecimento e o nosso desejo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Entre a palavra e o silêncio que buscamos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma estrela nos guiará&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;José Tolentino Mendonça&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3998335678251474987?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3998335678251474987/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3998335678251474987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3998335678251474987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3998335678251474987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/12/natal-no-mundo.html' title='Natal no mundo'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1772912659622151729</id><published>2011-12-17T18:27:00.009Z</published><updated>2011-12-17T20:05:16.277Z</updated><title type='text'>Valter Hugo Mãe</title><content type='html'>Valter Hugo Mãe regressou ao Colégio Luso-Francês. &lt;em&gt;O filho de mil homens &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; Quatro Tesouros&lt;/em&gt; são as suas mais recentes obras e marcam a maiusculização do seu nome, bem como a confirmação do talento com proporções de &lt;em&gt;tsunami&lt;/em&gt;... Eis as impressões de uma inesquecível sessão intimista e comovente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-f4kSFMeXPl4/TuzjLJIET5I/AAAAAAAACIs/nm55N6ubqFw/s1600/VHM.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687170210029916050" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-f4kSFMeXPl4/TuzjLJIET5I/AAAAAAAACIs/nm55N6ubqFw/s320/VHM.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2lrEwAuXX8w/Tuzk9A19PiI/AAAAAAAACI4/dLBYbHePpTg/s1600/valter.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687172166311558690" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-2lrEwAuXX8w/Tuzk9A19PiI/AAAAAAAACI4/dLBYbHePpTg/s320/valter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-WThX9gEn7EU/TuzmEREd5GI/AAAAAAAACJE/SMbsWyG7Qxg/s1600/quatro%2Btesouros.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 237px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5687173390438098018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-WThX9gEn7EU/TuzmEREd5GI/AAAAAAAACJE/SMbsWyG7Qxg/s320/quatro%2Btesouros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A sua imagem não era exatamente a que desenhava na minha mente, embora soubesse que a sua hilariante descrição se intitulava "gordo e careca". Ora, fiquei a descobrir que ele é bem mais que isso. Na minha cabeça, ele era um "cromo", era aquele que não entrava em lado nenhum sem o seu bloco e caneta, mas desde logo ele demonstrou que a minha conclusão era precipitada. Sabiamente, encontrou uma forma subtil de embelezar a sua aparência, sendo um "cromo" disfarçado, cuja máscara é o telemóvel, afirmando "namorar" numa eterna mensagem de interminável amor. Enfim, um homem "muito apaixonado".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fosse quem fosse, não era quem eu pensava que ele fosse, era antes alguém que, procurando um fundo de "coragem" no seu auditório (ao qual insistia em que colocasse questões), o conquistou e cativou, motivando, pelo menos a mim, pessoalmente, não só à leitura dos seus livros, mas também ao desenvolvimento da escrita (nem que fosse, em último caso, por meio de aparelhos eletrónicos).&lt;br /&gt;Ouvir as palavras de Valter Hugo Mãe foi uma enorme oportunidade, na medida em que conheci uma nova realidade e me motivou para, mais uma vez, "encher os meus bolsos de textos" e papéis espalhados por todo o lado, com ideias que simplesmente me vieram à cabeça.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Martins, 11E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;José Saramago, por ocasião da entrega a Valter Hugo Mãe do prémio que ostenta o seu nome, apodou &lt;em&gt;o remorso de baltazar separião&lt;/em&gt; de “verdadeiro tsunami literário”. A propósito destas palavras, disse o galardoado, numa entrevista recente: “como se eu, gordinho e careca, sozinho, nas Caxinas, pudesse ter inventado outra vez uma forma de falar português.” &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Apesar da contrafactualidade conferida pelo conjuntivo, a verdade é que leitura do autor arrasta realmente consigo a necessidade de aprender a falar de outra maneira. Aliás, se pensarmos bem, qualquer metáfora que associasse a escrita de Valter Hugo Mãe a um fenómeno atmosférico se mostraria apta para a descrever. Um furacão, uma erupção, um sismo… Não são estes, afinal, apenas símbolos extraídos do mundo natural que visam colmatar as insuficiências concetuais para descrever o cavalgar de uma escrita que produz efeitos devastadores sobre qualquer solidez que a linguagem humana possa, aparentemente, oferecer? Dir-se-á que ensinar o leitor a pronunciar as sílabas de uma língua nova é apanágio de toda a boa escrita. E no entanto, em Valter Hugo Mãe, a procura pelo novo parece ser algo essencial – adjacente a uma modificação profunda do discurso da língua-mãe –, como um instinto genuíno que o guia na destruição e reconversão das formas, o que, aliás, se insinua desde os primeiros textos. O uso das minúsculas, o alinhamento tão estranho dos poemas à esquerda e à direita da página, o vocabulário radicalmente oscilante entre o erudito e o rasteiro não seriam já modos de perguntar à língua portuguesa o que, através dela, podemos dizer de novo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi dando resposta a todas estas questões que Valter Hugo Mãe, de um modo tão próximo e tão informal, falou ao pequeno grupo que com ele se encontrou no auditório do colégio, na tarde do dia 7 de dezembro. Tendo como ponto de partida a poesia “desalinhada” na página, Valter, pela mão dos iniciados na sua escrita literária, recordou a sua estada em Paraty, no FLIP, falou do seu recente projeto de ajuda solidária ao serviço de Pediatria do HSJ, no Porto –&lt;em&gt; Os quatro tesouros&lt;/em&gt; – peregrinou pelos seus romances e, sobretudo, fascinou e comoveu com uma irreverência que se estende à sua criação como artista plástico. Utilizando uma outra linguagem, as capas dos seus romances são jogos de uma criatividade concetual que podem passar despercebidas ao incauto leitor. Mas quem lê Valter Hugo Mãe não se pode descuidar e tem que estar atento a tudo – às palavras, às formas, ao jogo que os títulos dos seus romances se atrevem a (re)inventar - o remorso de mil homens, o filho de baltasar sarapião, a máquina dos trabalhadores, o apocalipse do nosso reino, a máquina de fazer mil homens…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Auxília Ramos e Hélder Moreira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1772912659622151729?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1772912659622151729/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1772912659622151729' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1772912659622151729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1772912659622151729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/12/valter-hugo-mae.html' title='Valter Hugo Mãe'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-f4kSFMeXPl4/TuzjLJIET5I/AAAAAAAACIs/nm55N6ubqFw/s72-c/VHM.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2920291067461024751</id><published>2011-12-10T17:42:00.002Z</published><updated>2011-12-10T17:46:38.996Z</updated><title type='text'>Texto descritivo - 8ºano</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9tsYVbQRwH8/TuOa1fGNZzI/AAAAAAAACIU/qOm2fbiw9HE/s1600/Sorriso.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 206px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684557398342985522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-9tsYVbQRwH8/TuOa1fGNZzI/AAAAAAAACIU/qOm2fbiw9HE/s320/Sorriso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Seguem-se descrições em prosa dos alunos do 8ºano. O objeto de descrição é o sorriso de um colega.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sobre a imensidão das trevas brota o fogo ardente do teu sorriso, e, na perplexidade de um momento, encontro a sua essência. O teu sorriso baila como uma pomba branca que quebra, com um leve esvoaçar de asa, o silêncio.&lt;br /&gt;Sinto o devaneio das cores e luzes cintilantes, confundido na minha cabeça, e quando volto a mim encontro apenas uma simples mas complexa razão: o teu sorriso. Esse sorriso que desperta no meu olhar a vontade incontrolável de te ver; esse sorriso que não depende do tempo ou do espaço, mas de um instante que floresce dentro do teu ser.&lt;br /&gt;E assim, digo, é na fragilidade do meu sentimento triste e esquecido que tu sorris.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Filipa Braga&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo no teu sorriso o fresco sopro das manhãs. Quando sorris, iluminas as trevas de uma vida sem sentido. O teu sorriso é uma leve luz que envolve e me eleva à pureza de praias desertas. Ele é como uma onda que sussurra doces melodias, que me embalam sob a fria e rude noite. Sinto no teu sorriso uma carícia de mãe, que me consola debaixo da tempestade. No teu sorriso, nascem brancas margaridas, campos verdes e céu azul; é como um rio de Sol que corre dentro de mim. O teu sorriso amanhece sobre as trevas de um mundo confuso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Cunha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre esta página em branco, tento descrever o teu sorriso. Um sorriso que desaparece no nevoeiro e que leva consigo a luz do amanhecer. Vejo e não vejo o teu sorriso translúcido que se resguarda no âmago do meu pensamento. Por vezes, viso uma luz por entre esta confusão e escuridão. Porém, por mais que tente pensar o teu estonteante sorriso, não consigo, pois outra imagem me ocupa a mente – uma outra chama, cada vez mais intensa. E agora que penso, afinal aquela luz com que pensava não era tua, mas de outro ser há muito esperado…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gonçalo Maria&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refugio-me na minha essência a pensar no teu sorriso que brota da mais inocente pétala que esvoaça pelos ares e poisa no meu coração. A sua simplicidade faz-me voar até horizontes proibidos, e eu tropeço no sentimento perdido que desponta no teu rosto. O teu sorriso eleva-me à incomensurabilidade de um leve halo místico de pura e plena Natureza que soergue no meu corpo e trespassa o meu âmago. É como uma rosa que floresce entre a imensidão das trevas e cintila, comprometendo o meu olhar a todo o teu ser, porém totalmente entregue, fitando o fogo invisível que deixa transparecer o teu Sorriso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Seca &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;(Textos enviados por Hélder Moreira) &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2920291067461024751?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2920291067461024751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2920291067461024751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2920291067461024751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2920291067461024751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/12/texto-descritivo-8ano.html' title='Texto descritivo - 8ºano'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9tsYVbQRwH8/TuOa1fGNZzI/AAAAAAAACIU/qOm2fbiw9HE/s72-c/Sorriso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1282532208420707740</id><published>2011-12-10T16:41:00.002Z</published><updated>2011-12-10T16:42:25.883Z</updated><title type='text'>Ler - dezembro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z15J-jpqf-w/TuOLzF3B1UI/AAAAAAAACII/_VRX5GvWo7o/s1600/ler%2Bdezembro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 226px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684540864534271298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z15J-jpqf-w/TuOLzF3B1UI/AAAAAAAACII/_VRX5GvWo7o/s320/ler%2Bdezembro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1282532208420707740?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1282532208420707740/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1282532208420707740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1282532208420707740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1282532208420707740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/12/ler-dezembro.html' title='Ler - dezembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Z15J-jpqf-w/TuOLzF3B1UI/AAAAAAAACII/_VRX5GvWo7o/s72-c/ler%2Bdezembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6364679321985977706</id><published>2011-12-04T17:43:00.006Z</published><updated>2011-12-04T18:22:25.057Z</updated><title type='text'>Livro do mês - dezembro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-r-AZiAqoJxk/TtuxSJ-XNFI/AAAAAAAACH8/VnMgTqTuD34/s1600/DISPOR%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 209px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5682330280331261010" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-r-AZiAqoJxk/TtuxSJ-XNFI/AAAAAAAACH8/VnMgTqTuD34/s320/DISPOR%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A análise da poesia de José Rui Teixeira apresenta-nos com clareza a consciência que se vem agudizando, sobretudo, nas antologias do final do século passado (década de 90) e nos primeiros anos do século XXI (nomeadamente, sob a organização de Jorge Reis-Sá, Ricardo Nunes e Manuel de Freitas), de que a Pós-modernidade se caracteriza por uma menor capacidade de inovação e de ruptura e uma certa tendência para a recuperação e regresso a programas estéticos do romantismo e simbolismo. A dita «poesia nova» ou «novíssima» (para enfatizar que a sua criação é de agora mesmo) só o é, em termos periodológicos e cronológicos, e não enquanto categoria epistemológica. Só pode ser encarada como novidade, no sentido em que toda a palavra poética é uma palavra nova e inaugural, conduzindo alquimicamente à verdade e ao Absoluto.&lt;br /&gt;Sem que haja propriamente a noção de «geração literária»&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;, a poesia contemporânea pauta-se pela diversidade de discursos, pela segmentação e heterogeneidade, separando-se, por isso, do Modernismo e das Vanguardas, revelando uma postura mais nihilista e pessimista face à cultura e ao tempo. Esta espécie de alienação alimentada por um «pensamento frágil» (Lyotard e Vattimo) e a pluralidade são precisamente argumentos da Pós-modernidade.&lt;br /&gt;Por outro lado, desenha um movimento de ênstase e de ênfase no sentido (Mircea Eliade), de mergulho na interioridade e de revalorização da experiência. Ressurge, novamente, a instância enunciadora e a subjetividade que lhe é inerente. Desta forma, a linguagem passa a interpretar a própria experiência, o próprio corpo, a própria interioridade, e acentua-se a tensão emocional do poema. Talvez por isso se possa afirmar estarmos perante uma poesia figurativa ou da experiência, pelo regresso anunciado ao lirismo figurativo, mais próximo da pintura.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em José Rui Teixeira, este itinerário do silêncio e da solidão faz-se através do tema da &lt;strong&gt;morte&lt;/strong&gt;. Partindo do pressuposto de que a morte revela a verdadeira condição humana, o poeta consagrará a sua escrita como estética do medo e metáfora dessa mesma morte. Algumas aporias foram levantadas: como representar a morte na obra de arte, se esta não foi diretamente vivenciada? Qual a relação entre a mulher, símbolo de fertilidade, e a morte? Ora, a escrita representa para o poeta a oportunidade de mortificação e de experiência de morte; além disso, a perda da figura materna permite-lhe, pela memória, recuperar e duplicar a dor sentida pela ausência e pelo vazio. Deste modo, é pela morte que o sujeito poético acede à reflexão metafísica e existencial, tomando o seu mundo interior como referência. A abertura fenomenológica só se consubstancia através da errância e do vazio. Uma outra leitura possibilita resolver a segunda aporia: a morte simboliza o profundo desejo de reintegração no ventre materno, a angústia da castração e a tensão libidinal acumulada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este último aspecto remete-nos para o papel da &lt;strong&gt;mulher&lt;/strong&gt; nesta obra. Verificamos que há uma íntima relação entre mulher e morte. Mais uma vez, estamos no campo do dilema: como explicar que mulher e morte coincidam semanticamente? Assistimos a uma forte tensão entre a figura da mãe e a da mulher violentamente erotizada, entre a mulher que gera e alimenta e a mulher amante. Quer num caso, quer noutro, temos, mais uma vez, a relação com a morte. A suposta fertilidade de semas como “ventre”, “útero” e “sangue” remete, nesta poesia, para a ideia de vazio e de morte; na verdade, o homem só vive plenamente quando está dentro do útero e, portanto, o útero e o ventre contemplados de fora são símbolos do nada e da aniquilação. O mesmo acontece com as referências explícitas à sexualidade: o homem é expulso do corpo da mulher, com o mesmo ímpeto com que esta dá à luz e expele a criança. Fora da mulher, inicia-se a morte, há só morte. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro dos traços da sua obra é a sistemática citação da &lt;strong&gt;narrativa bíblica&lt;/strong&gt; e a contribuição para uma "mitologia do sagrado", como apontou Fernando Guimarães. Em articulação com os evangelhos, o poeta procede a uma profunda reflexão escatológica, elegendo a sua poesia como “lugar de um conjunto de intuições teológicas”. Numa declarada atitude pós-moderna, José Rui Teixeira aproxima a religião da cultura. Através do mito, a realidade revela a sua essência (ontofania e epifania) e o sagrado torna-se a própria realidade. Enquanto religação, a religião surge aqui como símbolo de envolvimento do poeta com o sagrado e com o absoluto (teofania) e a mitificação como forma de conhecimento.&lt;br /&gt;Paradoxalmente, encontramos poemas seus que soam como autênticos salmos e litanias e, simultaneamente, outros, que, numa operação de desconvencionalização dos símbolos bíblicos, se instituem como imagens-choque e autêntica subversão e dessacralização dos evangelhos. O sagrado é, assim, vislumbrado à luz do humano, do profano, não deixando, por isso, de ser menos sagrado; bem pelo contrário, encontrado o rosto humano (e feminino) de Deus, o poeta refaz a leitura bíblica através da recomposição mitológica, em que a sexualidade e o erotismo ( e a partir daí o resgate da mulher) são caminho de sacralidade. É todo um programa inaugural que abandona a visão do homem à semelhança de Deus e, num percurso inverso, passa a medir Deus (deus) à semelhança do homem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também em relação à &lt;strong&gt;linguagem e estilo&lt;/strong&gt; se aplica aquilo que se concluiu sobre a tendência pós-moderna desta poesia, ao retomar e dar continuidade aos programas estéticos do romantismo e do simbolismo. De facto, verifica-se um tom melancólico e nostálgico, próprio da sensibilidade neo-romântica e uma certa predileção pela morte enquanto tema e semantema.&lt;br /&gt;O vocabulário inusitado contribui para uma inegável e original renovação lexical, alterando a dicção poética tradicional. As imagens perturbadoras, e em certo sentido surreais, povoam um discurso extremamente pictórico e sugestivo que é produzido por múltiplas vozes (polifonia aliás enfatizada pelo recurso ao discurso direto e à inclusão objetiva de um interlocutor omnipresente). Destacamos, ainda, a expressividade das metáforas e dos símiles que perpetuam a rede temática (da morte).&lt;br /&gt;A sintaxe concisa obedece à estrutura tradicional e apenas a pontuação parece perpassar a transgressão, ao esquecer intencional e sugestivamente o ponto de exclamação e de interrogação, deixando ao leitor um papel ativo na vivência emocional da entoação poética.&lt;br /&gt;Finalmente, encerramos com as palavras de Miriam Reyes, ao posfaciar a edição de &lt;em&gt;Assim na Terra&lt;/em&gt; , que parecem alcançar o enigma insondável desta poesia que “abre os olhos na escuridão”:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque lo que escribimos es luz refractada. Es cierto, no puedo explicaros lo que he visto, también para leer hay que hundir la cabeza y abrir los ojos en la oscuridad”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6364679321985977706?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6364679321985977706/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6364679321985977706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6364679321985977706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6364679321985977706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/12/jose-rui-teixeira-tem-vindo-consolidar.html' title='Livro do mês - dezembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-r-AZiAqoJxk/TtuxSJ-XNFI/AAAAAAAACH8/VnMgTqTuD34/s72-c/DISPOR%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-8080160246398249879</id><published>2011-11-27T21:24:00.003Z</published><updated>2011-11-27T21:34:17.366Z</updated><title type='text'>Ainda a feira do livro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Uma viagem pela irreverência de “Ilha Teresa”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Richard Zimler regressou ao CLF, na passada quinta-feira. Acabado de chegar da Polónia, para onde viajara numa peregrinação editorial, com um notório cansaço, mas com o mesmo entusiasmo de quem vibra com leitores mais jovens, o escritor partilhou com todos os presentes a profunda emoção que sentiu ao visitar, pela primeira vez, a cidade natal dos seus avós, ao entrar na casa que lhes pertencera e que resistira à destruição do exército nazi, ao percorrer as mesmas ruas onde o seu avô correra e brincara… Uma indizível comoção contagiou o silêncio do auditório. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Interpelado pelos alunos sobre o seu mais recente romance “Ilha Teresa”, Richard Zimler falou sobre Teresa e Angel, os dois adolescentes que, desenraizados do seu país de origem, reagiram, cada um à sua maneira, a uma nova vida na “big Apple”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Confessando uma inegável simpatia por Teresa, o romancista deixou-se contagiar por essa cumplicidade, colando-se perfeitamente à pele da protagonista. Interrogado sobre a eventual dificuldade na passagem de um percurso de raízes históricas, como acontece em “Os anagramas de Varsóvia”, para o percurso próprio de uma adolescente irreverente, sarcástica e intolerante, Richard Zimler simplesmente referiu que esse processo esteve, à partida, facilitado pela sua igual condição de “emigrante” – “a vida de Teresa é a minha vida ao contrário”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem ainda não lera “Ilha Teresa”, a célebre canção dos Beatles “Strawberry fields” que encerrou a conversa com o romancista pareceu ter criado um entusiasmo contagiante nos alunos de 10º ano. Ficam algumas imagens como testemunho desse encontro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lZjHJqNA5QE/TtKrTKXKboI/AAAAAAAACHU/J5DRq-TqdiU/s1600/DSC05582.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679790425754988162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-lZjHJqNA5QE/TtKrTKXKboI/AAAAAAAACHU/J5DRq-TqdiU/s320/DSC05582.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-t21pcGTygDk/TtKrSefHWWI/AAAAAAAACHM/4OLvCwfvYWo/s1600/DSC05551.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679790413977180514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-t21pcGTygDk/TtKrSefHWWI/AAAAAAAACHM/4OLvCwfvYWo/s320/DSC05551.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aj0-c_OWUO0/TtKrSJZAMMI/AAAAAAAACHA/oSU52MXtmF4/s1600/DSC05542.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679790408314400962" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-aj0-c_OWUO0/TtKrSJZAMMI/AAAAAAAACHA/oSU52MXtmF4/s320/DSC05542.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-6tVyDVDL_3Q/TtKrTZ4JdhI/AAAAAAAACHk/aldnzYDsdwc/s1600/DSC05583.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5679790429919868434" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-6tVyDVDL_3Q/TtKrTZ4JdhI/AAAAAAAACHk/aldnzYDsdwc/s320/DSC05583.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Auxília Ramos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;#&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(…) Tenho de te confessar que não conhecia o Pedro Sinde – e eu até tenho revolvido bastante a bibliografia pessoana. Fiquei muito interessado pela maneira como ele lê Pessoa (pelo que percebi, e eu não assisti a tudo, numa perspetiva filosófica, de cariz humanista). Fico com a impressão de que a abordagem contida no programa, excessivamente ligada aos estudos do Jacinto Prado Coelho e, por vezes, à perspetiva biografista do João Gaspar Simões, pode dar aos alunos uma visão redutora das dimensões do universo pessoano. Achei muito positivo que eles tivessem contactado com uma perspetiva diferente e, sobretudo, pessoal. É importante que os alunos percebam que Pessoa é inesgotável ou até ilegível, precisamente porque se plasmou, em escrita, na multidimensionalidade de leituras que tudo o que nos rodeia (e todos os que nos rodeiam) permite; que o texto-Pessoa mima a própria condição errática da leitura/ interpretação da realidade. A meu ver, a sua obra começa onde todas as grandes obras começam: na perceção de que tudo é efémero e na constatação da morte. O que ele introduz é uma visão formal (esteticamente fundada a partir de uma teorização da linguagem) do problema (e daí as acusações, por parte de Pascoaes, de excessiva racionalidade). Para os alunos, o importante é perceber que Pessoa inventa um jogo que a linguagem permite (que está inscrito nela) e que esse jogo reproduz a subjetividade na nossa perceção das coisas, das formas, dos outros. Por isso, o Pedro Sinde tem toda a razão quando fala da necessidade de abraçar hermeneuticamente o diálogo entre os heterónimos e quando reforça a ideia de que Fernando Pessoa ortónimo é, ele próprio, um heterónimo. (…)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Hélder Moreira&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-8080160246398249879?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/8080160246398249879/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=8080160246398249879' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8080160246398249879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8080160246398249879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/11/ainda-feira-do-livro.html' title='Ainda a feira do livro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-lZjHJqNA5QE/TtKrTKXKboI/AAAAAAAACHU/J5DRq-TqdiU/s72-c/DSC05582.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-8971920629261352210</id><published>2011-11-24T23:57:00.006Z</published><updated>2011-11-25T00:06:29.947Z</updated><title type='text'>Feira do Livro 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yptzodCJc0U/Ts7b0ezYxBI/AAAAAAAACGw/nzwYmlzaKpM/s1600/DSC04937.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678717874829050898" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-yptzodCJc0U/Ts7b0ezYxBI/AAAAAAAACGw/nzwYmlzaKpM/s320/DSC04937.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-heVNjs8icJE/Ts7baTJcBtI/AAAAAAAACGg/fm8xgkazm_o/s1600/DSC04936.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678717425023715026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-heVNjs8icJE/Ts7baTJcBtI/AAAAAAAACGg/fm8xgkazm_o/s320/DSC04936.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-mKXCXYRxVpM/Ts7bZ4mDMfI/AAAAAAAACGQ/oFfJWgJVrqg/s1600/DSC04935.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678717417895965170" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-mKXCXYRxVpM/Ts7bZ4mDMfI/AAAAAAAACGQ/oFfJWgJVrqg/s320/DSC04935.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pzPi3dttqLk/Ts7bZGaG1pI/AAAAAAAACGE/8SJ9zUtg03Q/s1600/DSC04934.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678717404424099474" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-pzPi3dttqLk/Ts7bZGaG1pI/AAAAAAAACGE/8SJ9zUtg03Q/s320/DSC04934.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Jg2hVOJxAXQ/Ts7bCiv42uI/AAAAAAAACFg/i7G9rs4hZbo/s1600/DSC04926.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5678717016894659298" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Jg2hVOJxAXQ/Ts7bCiv42uI/AAAAAAAACFg/i7G9rs4hZbo/s320/DSC04926.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-8971920629261352210?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/8971920629261352210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=8971920629261352210' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8971920629261352210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8971920629261352210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/11/feira-do-livro-2011.html' title='Feira do Livro 2011'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yptzodCJc0U/Ts7b0ezYxBI/AAAAAAAACGw/nzwYmlzaKpM/s72-c/DSC04937.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2327677956022936257</id><published>2011-11-18T16:33:00.003Z</published><updated>2011-11-18T16:55:41.791Z</updated><title type='text'>Crónica | 10ºAno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Publicamos uma seleção de textos produzidos pelos alunos de 10º ano, na sequência da leitura da crónica de José Eduardo Agualusa "Quero nascer mais vezes" e cujo início é "Ao meu pai roubaram-lhe as mãos." Tendo como mote este início e como desafio de escrita uma imagem do filme do realizador russo Andrei Zvyagintsev (em anexo), os alunos produziram breves crónicas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HuNPO6Xgvdg/TsaK5ea-q6I/AAAAAAAACEM/FWpd4Nxud1A/s1600/TheReturn.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5676377100370488226" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-HuNPO6Xgvdg/TsaK5ea-q6I/AAAAAAAACEM/FWpd4Nxud1A/s320/TheReturn.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ao meu tio roubaram-lhe o talento. E nada pior poderia ter acontecido a um poeta, como ele. Um poeta necessita de momentos de inspiração, fluidez com a caneta, capacidade de se abstrair do mundo e escrever o que lhe vem da alma. O meu tio, não possuiu nenhuma dessas qualidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre disse que era um poeta, desde pequeno, segundo conta a minha mãe. Diz isso com orgulho, convicção e um brilho fascinante nos olhos, “Eu sou um poeta”. Contudo, logo a seguir, o brilho dos seus olhos desaparece e uma nuvem depressiva surge na sua face, à medida que se apercebe que não tem talento. Acorda dessa ilusão e apercebe-se que nunca escreveu boa poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pena, porque até acho que daria um bom poeta. Fascina-se com os belos poemas, o ritmo dos versos, a eloquência das palavras. Consegue recitar versos de todos os autores que eu conheço. Fala como um poeta, veste-se como um poeta, pensa como um poeta. Parece-se mesmo com um poeta. A única diferença entre ele e um verdadeiro poeta é que não consegue escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que vai dar aulas duas vezes por semana a uma escola qualquer. De resto, passa o seu tempo em casa, a olhar para o teto, à espera que a inspiração divina lhe traga o poema da sua vida. O poema do qual ele está sempre a falar, que lhe dará projeção e prestígio. “Esse poema”, diz ele, “será o meu legado à humanidade, a minha obra prima que me colocará junto dos grandes poetas universais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, ele espera, dia após dia, mês após mês, ano após ano, pelo seu m momento de inspiração. Na minha opinião, por muito que goste dele, esse momento nunca chegará.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duarte Magano&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Natureza roubou-lhe o talento, mas encheu-o cruelmente com o desejo de escrever boa poesia, deixando no seu coração uma tristeza e frustração profunda por não ser capaz.&lt;br /&gt;Ao meu sonho roubaram-lhe o endereço. Sou confrontado inúmeras vezes com o destino já eleito para mim. O objectivo da minha família é constante: tirar um curso, de preferência medicina, advocacia, etc., para ganhar muito dinheiro e “ser alguém na vida”. Os meus sonhos são condenados, as minhas ambições são esquecidas e o que eu quero para o meu futuro é censurado. Não se trata do que eu quero, mas do que querem para mim. Não me é permitido escolher outro rumo para a minha vida. Ouço constantemente: “um dia ainda me vais dar razão”. Será que sim? Só quero ir ao encontro do meu sonho, não quero que tracem o meu destino, quero ser eu a traçá-lo. Não me é permitido desobedecer, apenas cumprir os meus deveres. Só queria por momentos esquecer tudo, olhar em frente e reflectir acerca do que realmente quero para mim, sem ter receio de olhares desiludidos. Quero ser livre. Talvez seja piloto, para voar para fora das rotas que me querem. Estou perdido. Não sei se devo desobedecer àquilo que cuidadosamente foi previsto para mim, sem ter qualquer voto na matéria, ou se deva libertar-me desta rede de pensamentos e mentalidades. Esta opção não só não é tolerada, como também não pode ser colocada. A minha vida é dominada. Resta-me cumprir esta pena, não tenho armas para combater esta guerra.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hugo Franco, 10A &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. ACIMA DE TUDO VIVER&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao meu pai roubaram-lhe a vida. Nunca compreendi. Um dia perguntei, mas ele não falou. Hoje já percebo tudo, o olhar triste que tinha, a voz serena que exprimia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era eu ainda pequeno quando o meu pai, segundo o que me relatou a minha mãe, teve um acidente. Dizia-me ela: sabes, o teu pai não pode andar, pelo que tens de ajudá-lo! O meu pai ficou paraplégico e nada aconteceu ao outro condutor. Não compreendi na altura por que ele estava triste, mas agora sei. Percebo o que é olhar para o mundo e não o poder viver, ver os outros e não os acompanhar. Percebo por que estava sempre triste e a razão da sua resignação. Não queria lutar. Compreendo tudo o que sentiu. O meu pai morreu há pouco mais de quatro anos, quando, desistindo da vida, decidiu partir. Ousou sobrepor-se ao poder de Deus e pôs termo à vida. Não o fez sem antes me deixar uma carta escrita sobre o sofrimento que tinha, o desgosto que sentia de não ter podido acompanhar-me nas brincadeiras e nos sonhos. Pena tenho eu de não lhe ter dito que o seu coração era maior que o mundo e que por isso superava tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não quis viver e não o condeno. Entendo as suas frustrações, as suas mágoas o seu vazio e a sua falta de esperança, pois, na verdade, a situação que era a dele é agora a minha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Diogo Chaves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Há dias assim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ao meu amigo, roubaram-lhe o sonho. Jamais saberei porquê nem como… Planeava viajar por esse mundo fora, sofrer e vencer, conhecer e ser conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um dia para o outro, deixou tudo o que estava planeado e, cabisbaixo e melancólico, caminhou até ao mar. Eu estava sempre a seu lado, éramos inseparáveis, amigos para a vida e para a morte. Chegando ao porto dos pescadores, nem sequer abrandou o passo para admirar a azáfama dos que voltavam da faina. Uns levando apenas o suficiente para se sustentarem, outros transportando tudo o que haviam pescado para vender na lota, os pescadores costumavam ser alvo da admiração do meu amigo. Ele ambicionava ser, em parte, como eles, enfrentando os perigos do mar e regressar vitorioso. Um pouco como Ulisses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, tudo estava cinzento e triste. O meu amigo caminhava, sem parar, sem tirar os olhos da calçada. Chegados à praia, estacou e pôs-se a fitar o mar, contemplando-o em todos os pormenores. A ondulação agitava-se como uma manada de cavalos selvagens, as aves recolhiam a terra, o céu ia escurecendo aos poucos. A tempestade aproximava-se, mas o meu amigo nem estremeceu. As nuvens acumularam-se e foram ficando cada vez mais carregadas. Subitamente, iniciou-se o dilúvio. Eu queria sair dali e ir abrigar-me, mas não abandonei o meu amigo. Parecia que ele queria travar um duelo com a tempestade. A trovoada começou a tocar os seus tambores. O meu amigo continuava ali, imóvel, enfrentando o mar com o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após este singular duelo, veio a bonança. O meu amigo vencera. O sol irradiava a terra de novo. O meu amigo, pela primeira vez nesse dia, sorriu. Renascido, voltou para casa, assobiando uma alegre canção capaz de causar inveja à ave mais melodiosa. Há dias assim…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;António Pedro, 10A&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao meu mundo roubaram-lhe a paz. A vivência alegre e livre já vai longe. Agora, ao simples clicar de um comando, a televisão traz-nos notícias tristes. É como o vento ou a frieza da neve que nos invadem e nos mostram o lado insensível da natureza humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outrora não era assim. Possivelmente porque não era tão fácil, não estava tão ao alcance da mão. E era assim que nos ficavam na memória imagens inocentes, ingénuas, cândidas, até.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os tempos mudaram! O ritmo é acelerado, uma corrida infernal em que apenas as catástrofes e a violência se fazem ouvir. É da crise, é do stress... como se todas essas coisas tivessem vida própria para nos atormentar o espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos já não são de modas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andamos ao toque da caixa de televisão que nos traz as notícias. Ao menos, por vezes, há futebol e o Porto ganha. “Venha um copo mais”. O meu amigo do lado esquece tudo, e a tristeza, mesmo que por breves momentos, desaparece. É do tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo tem muitas caras. E valem-nos os intervalos em que chegam notícias boas. E o meu amigo insiste: “ O tempo é como o mar – vem e vai como uma onda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre ao alcance de um clique podemos parar, deitar para trás das costas a tristeza e acabar o último copo enquanto o meu colega do lado se entusiasma em mais uma jogada de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vale-nos que o Porto ganha”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É dos tempos... dos novos tempos!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gonçalo Magalhães&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao meu irmão roubaram-lhe a escrita. Rapaz solitário, refugiava-se em si mesmo numa tentativa de escapar à sua vida que, apressada, o arrastava numa rotina frustrante. O meu irmão escrevia. Transcrevia sentimentos, mágoas e angústias, medos e esperanças, alegrias e desilusões, tudo isto num pequeno caderno preto que guardava, por entre aquelas linhas estreitas e direitas, a alma de alguém que, um dia, se havia perdido no seu caminho que fora traçado por outros.&lt;br /&gt;Tinha bastante curiosidade sobre o caderninho e admirava o meu irmão por saber que ali estavam escritas as mais belas palavras. Queria ser como ele. Escrever e ser reconhecido por isso. Fazer algo de que realmente gostava. Ainda me recordo de todas as vezes em que me chamava e, num murmúrio sentido, recitava pequenos excertos do que escrevia. E no fim perguntava-me o que achava. Eu, hipnotizado pela profundidade e encanto das palavras, afirmava que era a melhor coisa do mundo. E ele, afagando-me os cabelos, sorria. Dizia-me que, de alguma forma, era isto que o fazia sentir-se verdadeiramente feliz.&lt;br /&gt;Um dia, a escrita desapareceu. Como, ninguém sabe. Num dia estava lá, repousada, segura. No outro, pura e simplesmente havia sumido. O meu irmão procurou-a, desesperadamente. Uma busca infrutífera, que o fez derramar uma triste e solitária lágrima. Tal como ele.&lt;br /&gt;Ao meu irmão roubaram-lhe a escrita. Mas tiraram-lhe a alma. A simplicidade das palavras, a sua verdade e transparência. Tudo isto havia sumido para sempre. Os raros sorrisos, a ténue alegria quando recebia um elogio, coisas tão pequenas que faziam tanta diferença. E até isso lhe tiraram. Levei-o à praia. E nem uma simples expressão colocou. Continuou ali, fechado no seu mundo, numa tentativa desesperante de se soltar das correntes que o amarravam. E não conseguiu. Portanto ali ficamos, olhando o mar que, suavemente, transmitia a calma e a paz, até ao horizonte, que nos mostrava a linha de pensamento vazia que ocupava o meu irmão.&lt;br /&gt;Ao meu irmão roubaram-lhe a escrita. E a mim, roubaram-me o meu irmão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beatriz Valongo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;7.A Face oculta do mar &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ao meu pai, roubaram-lhe a vida. Nunca me pôde dizer como. Nem ele, nem os seus quatro amigos que pereceram no mesmo dia, à mesma hora, no mesmo local. Juntos. Disse-me: à noite, vamos ao cinema. E eu esperei, espero e esperarei por essa ida prometida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então, nunca mais voltei ao cinema. É uma espécie de homenagem aos dias maravilhosos que passei com ele a ver filmes, numa sala exígua para tanta felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não desanimo. Acredito que o poderei reencontrar no fim do meu filme da vida. A tela apaga-se, as portas fecham-se. E eu, lentamente, começarei a subir, até alcançar o meu pai e poder concretizar esse desejo inacabado, promessa não cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que pouco ou nada sei acerca da morte do meu pai e dos seus fiéis companheiros, pescadores inseparáveis. Na verdade, apenas conheço o local e responsável pela sua morte e o nome do barco em que seguia. Mar e Douro, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o mar! Capaz de proporcionar tão bons momentos e ao mesmo tempo de desmoronar uma vida, ruir uma família. Ele, naquele dia, mostrou a sua face oculta, bipolaridade desconhecida. Porém, não guardo rancor, mas nunca mais voltarei a nadar nas suas águas, pois embora saiba que foi um acto involuntário, não posso perdoar quem deflagrou esse acontecimento fatídico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, sempre que olho para o mar, vejo-o de maneira diferente, com desprezo e desilusão, se bem que seja a mesma água salgada e o mesmo cheiro a maresia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observo o horizonte durante horas a fio, esperando que algo ou alguém renasça das águas traiçoeiras do mar. Aguardo pela vinda do meu pai, que me dê a mão como costumava fazer, para nos dirigirmos ao cinema prometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez ele espere que faça o mesmo: que termine o meu filme da vida e que me dirija ao Céu, já que parece que o caminho inverso é impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu espero pela sua vinda, ele espera pela minha ida, mas o que ambos queremos é a oportunidade de nos reencontrarmos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dia mais tarde, quem sabe?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;João Silveira, 10A&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;8.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Ao meu pai roubaram-lhe a alma. Nunca me contaram como aconteceu verdadeiramente. Disseram-me, apenas: um dia o teu pai foi para o mar; havia uma grande tempestade. No entanto, quando regressou a terra firme, era tarde de mais. Penso nisso todos os dias. Penso nisso quando trato do meu irmão e o meu pai lá não está. Também penso nisso quando passo pela lota e o cheiro a peixe me invade o nariz. Também penso nisso quando olho para o mar. Penso nisso todos os dias, a toda a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando deambulo pelas ruas da aldeia, procuro o riso, o cheiro, a figura do meu pai. Olho para todos os homens: altos, baixos, gordos, magros, mas nenhum é o meu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu pai dava vida à casa. Todos os dias, depois de jantar, ele tocava no seu velho violino para mim e para o meu irmão. Nós deliciávamo-nos a ouvir aquela doce melodia. Outras vezes, limitava-se a cantar ou a contar histórias de quando estivera na Guerra Colonial. Agora, tudo é diferente. Não temos ninguém que nos aconchegue à noite, nem que nos conte belíssimas histórias, pois eu e o meu irmão somos órfãos de mãe e de pai. A minha mãe falecera quando o meu irmão mais novo nascera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo em que o meu pai ainda não tinha partido, ele costumava levar-me ao cimo do pontão para observamos o mar. Costumava dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Filha, o mar é muito belo, mas esconde muitos perigos. Nunca tentes inferiorizá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje penso muito no seu conselho. Se havia alguém que tentava inferiorizar o mar era o meu pai. Todos os dias, independentemente do seu estado, ele nele se aventurava. Fazia-se de corajoso, mas nesta luta de forças, quem saiu vencedor foi o mar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Lídia Ferreira Neves&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Trabalhos enviados por Auxília Ramos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2327677956022936257?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2327677956022936257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2327677956022936257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2327677956022936257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2327677956022936257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/11/cronica-10ano.html' title='Crónica | 10ºAno'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HuNPO6Xgvdg/TsaK5ea-q6I/AAAAAAAACEM/FWpd4Nxud1A/s72-c/TheReturn.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5096765293816594676</id><published>2011-11-06T20:53:00.002Z</published><updated>2011-11-06T20:53:39.507Z</updated><title type='text'>Ler - novembro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JwHijQ83SMc/TrbzzdxVI9I/AAAAAAAACDs/-rgWQ-55p90/s1600/Ler_novembro.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 222px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JwHijQ83SMc/TrbzzdxVI9I/AAAAAAAACDs/-rgWQ-55p90/s320/Ler_novembro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671988846210130898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5096765293816594676?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5096765293816594676/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5096765293816594676' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5096765293816594676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5096765293816594676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/11/ler-novembro.html' title='Ler - novembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JwHijQ83SMc/TrbzzdxVI9I/AAAAAAAACDs/-rgWQ-55p90/s72-c/Ler_novembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2843269218415091673</id><published>2011-10-31T10:40:00.003Z</published><updated>2011-10-31T10:46:37.765Z</updated><title type='text'>O admirável mundo do livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=iwPj0qgvfIs"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669605241790491330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-sPfTgJZuzLA/Tq577bWdasI/AAAAAAAACDg/7R4gYCQyTOU/s320/BOOK.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Clicar na imagem, para aceder ao vídeo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O Livro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Após semanas, meses, anos, de intensa dedicação para proporcionar os melhores momentos ao afeiçoado e ambicioso leitor, sempre com um desejo e fome de saber mais, chegou finalmente a nova criação, a nova inovação, … o LIVRO. Das aventuras de suspense às histórias românticas, passando ainda por algumas de crime e ação, esta avançada “tecnologia”oferece de tudo, satisfazendo todos os gostos para quem lê, do mais recente ao mais antigo, do mais fácil ao mais complexo, do mais simples ao mais exigente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O poder é teu. Sem quaisquer barreiras, o LIVRO proporciona-te o poder de decidires: quem ganha e quem perde, quem é o bom e quem é o vilão, e ainda o perfil de cada uma das personagens. Tu defines o cenário, as personagens e o desenlace, pelo que tens todos os ingredientes para ótimos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem precisar de energia e sem quaisquer complicações técnicas, o LIVRO não está exposto a qualquer tipo de vírus ou qualquer problema de hardware, sendo constituído por materiais duradouros, simples e, para juntar à “mistura”, totalmente recicláveis, não apresentando quaisquer características nocivas para o ambiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu decides, da forma que te apetecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embarca neste novo movimento e prova o sabor do LIVRO, por ti próprio. Vem conhecer o mundo da imaginação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tiago Simões, Tiago Vasconcelos, 10º ano C &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Enviado por Auxília Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2843269218415091673?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2843269218415091673/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2843269218415091673' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2843269218415091673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2843269218415091673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/o-admiravel-mundo-do-livro.html' title='O admirável mundo do livro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-sPfTgJZuzLA/Tq577bWdasI/AAAAAAAACDg/7R4gYCQyTOU/s72-c/BOOK.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7193787105783237207</id><published>2011-10-31T10:31:00.003Z</published><updated>2011-10-31T10:39:58.423Z</updated><title type='text'>Tratamento técnico da Coleção das Artes Cénicas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bQfgDynmNU8/Tq55R0_HKII/AAAAAAAACDI/GN6-h2GSw3U/s1600/image001.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 380px; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669602328094124162" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-bQfgDynmNU8/Tq55R0_HKII/AAAAAAAACDI/GN6-h2GSw3U/s320/image001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Clicar na imagem seguinte, para aceder à página online. Mesmo não indo já a tempo, é interessante ficar a saber o que se tem feito:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="https://www.youtube.com/watch?v=X4tjHv5ddr0&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;img style="WIDTH: 376px; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5669603294455317666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Xuwhu-DQpwQ/Tq56KE9kxKI/AAAAAAAACDU/PJIjYcdB7uo/s320/Sem%2BT%25C3%25ADtulo.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Enviado por Auxília Ramos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7193787105783237207?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7193787105783237207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7193787105783237207' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7193787105783237207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7193787105783237207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/tratamento-tecnico-da-colecao-das-artes.html' title='Tratamento técnico da Coleção das Artes Cénicas'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bQfgDynmNU8/Tq55R0_HKII/AAAAAAAACDI/GN6-h2GSw3U/s72-c/image001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4221305309500071276</id><published>2011-10-16T20:31:00.001+01:00</published><updated>2011-10-16T20:36:57.951+01:00</updated><title type='text'>Escritaria 2011 | Mia Couto</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-MDcN_klAbSs/TpsyVD9J-wI/AAAAAAAACC8/KxcOZi_efuE/s1600/Mia%2BCouto.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 218px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5664176293768985346" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-MDcN_klAbSs/TpsyVD9J-wI/AAAAAAAACC8/KxcOZi_efuE/s320/Mia%2BCouto.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-4221305309500071276?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/4221305309500071276/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=4221305309500071276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4221305309500071276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4221305309500071276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/escritaria-2011-mia-couto.html' title='Escritaria 2011 | Mia Couto'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-MDcN_klAbSs/TpsyVD9J-wI/AAAAAAAACC8/KxcOZi_efuE/s72-c/Mia%2BCouto.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-9069600200267246687</id><published>2011-10-06T22:33:00.001+01:00</published><updated>2011-10-06T22:37:17.031+01:00</updated><title type='text'>Oficina de escrita em Barcelona</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;.Exercício de completamento a partir dos versos inicial “Paga-me um café e conto-te/a minha vida” e final “Pago-te um café se me contares / o teu amor” de José Tolentino Mendonça, sendo obrigatório utilizar dois elementos do pátio gótico onde os alunos se encontravam e duas ideias de um poema de José Rui Teixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Paga-me um café e conto-te&lt;br /&gt;a minha vida.»&lt;br /&gt;lufadas de ar&lt;br /&gt;fugidas contra o granito.&lt;br /&gt;A história do gato&lt;br /&gt;que adormeceu sobre laranjeiras&lt;br /&gt;agitação tremenda&lt;br /&gt;de amar.&lt;br /&gt;«Paga-me um café se me contares&lt;br /&gt;o teu amor.»&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Cardoso&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;2.&lt;/strong&gt;Poema realizado em grupo (cinco pessoas) a partir de uma obra de uma das exposições visitadas na Caixa Fórum. O grupo escolheu uma obra de Pierre Huyghe. A “técnica” utilizada para a elaboração do texto foi a discussão de ideias sobre o que a obra representava para cada um, seguida da redação conjunta do poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Danças com a ingenuidade&lt;br /&gt;de quem domina o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baloiços em flor. Gastas&lt;br /&gt;todos os nós&lt;br /&gt;todos os degraus&lt;br /&gt;Como se as cordas não fossem mais&lt;br /&gt;do que pautas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa somente a música.&lt;br /&gt;Lembra-te:&lt;br /&gt;as teias são&lt;br /&gt;crianças deitadas no sal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-9069600200267246687?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/9069600200267246687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=9069600200267246687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9069600200267246687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9069600200267246687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/oficina-de-escrita-em-barcelona.html' title='Oficina de escrita em Barcelona'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3872888413916778988</id><published>2011-10-06T21:17:00.003+01:00</published><updated>2011-10-06T21:20:09.396+01:00</updated><title type='text'>Prémio Nobel da Literatura 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NFrtZWHI2uQ/To4NNJKAK4I/AAAAAAAACC0/Ghq2FJZ6oBA/s1600/TOMAS_%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 227px; HEIGHT: 315px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5660476301098625922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NFrtZWHI2uQ/To4NNJKAK4I/AAAAAAAACC0/Ghq2FJZ6oBA/s320/TOMAS_%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tomas Tranströmer, poeta sueco,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A notícia completa está no &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Cultura/tomas-transtromer-e-o-premio-nobel-da-literatura--1515270"&gt;Público&lt;/a&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3872888413916778988?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3872888413916778988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3872888413916778988' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3872888413916778988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3872888413916778988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/premio-nobel-da-literatura-2011.html' title='Prémio Nobel da Literatura 2011'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NFrtZWHI2uQ/To4NNJKAK4I/AAAAAAAACC0/Ghq2FJZ6oBA/s72-c/TOMAS_%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-9028043085845714098</id><published>2011-10-04T23:13:00.004+01:00</published><updated>2011-10-04T23:21:32.377+01:00</updated><title type='text'>"Ode Marítima" em novo espaço de animação artística</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Pi0p6fhH5_E/TouFbPQCA6I/AAAAAAAACCs/NEyf1Uug3us/s1600/DSC_0240.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659764059717895074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Pi0p6fhH5_E/TouFbPQCA6I/AAAAAAAACCs/NEyf1Uug3us/s320/DSC_0240.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TblroPU9iN0/TouFaruZPYI/AAAAAAAACCc/qgE8Hd7BcbU/s1600/DSC_0210.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659764050181569922" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TblroPU9iN0/TouFaruZPYI/AAAAAAAACCc/qgE8Hd7BcbU/s320/DSC_0210.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9i_15R_vfk8/TouFaA2Gg6I/AAAAAAAACCU/fcE_KU3guVs/s1600/DSC_0201.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659764038671172514" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-9i_15R_vfk8/TouFaA2Gg6I/AAAAAAAACCU/fcE_KU3guVs/s320/DSC_0201.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_GzxKF7ylio/TouFZ0ZDXXI/AAAAAAAACCM/WQduDjqMX7E/s1600/DSC_0176.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659764035328105842" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-_GzxKF7ylio/TouFZ0ZDXXI/AAAAAAAACCM/WQduDjqMX7E/s320/DSC_0176.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O porto de Leixões exibe uma renovada barreira de contentores animados graficamente pelo designer Francisco Providência. Os antigos contentores, cuja pele enferrujada agredia o ambiente, conferem a Matosinhos e, mais particularmente, a esta zona portuária, um novo rosto, cirurgicamente intervencionado por uma equipa de “artistas”, dos quais se distingue uma ex-aluna do colégio, Marina Soares Francisco. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A “Ode Marítima” do heterónimo pessoano Álvaro de Campos (engenheiro naval) foi motivo de inspiração para o novo visual do porto de Leixões, enquanto espaço de partida e chegada.&lt;br /&gt;Intervenções artísticas desta natureza animam esteticamente as nossas cidades e promovem o enriquecimento cultural dos seus habitantes. É motivo para dizer a arte (também) está no porto de Leixões! Visitem-no!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auxília Ramos&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-9028043085845714098?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/9028043085845714098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=9028043085845714098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9028043085845714098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9028043085845714098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/ode-maritima-em-novo-espaco-de-animacao.html' title='&quot;Ode Marítima&quot; em novo espaço de animação artística'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Pi0p6fhH5_E/TouFbPQCA6I/AAAAAAAACCs/NEyf1Uug3us/s72-c/DSC_0240.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7249023912509980182</id><published>2011-10-02T23:18:00.001+01:00</published><updated>2011-10-02T23:20:17.034+01:00</updated><title type='text'>Gonçalo M. Tavares, Prémio Fernando Namora 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4neBjZeAGFo/TojjbJbfzUI/AAAAAAAACCE/UjsWb6LIl24/s1600/gon%25C3%25A7alo%2Bm%2Btavares.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659022987318250818" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4neBjZeAGFo/TojjbJbfzUI/AAAAAAAACCE/UjsWb6LIl24/s320/gon%25C3%25A7alo%2Bm%2Btavares.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A notícia completa está no &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Cultura/goncalo-m-tavares-recebe-premio-literario-fernando-namoraestoril-sol-2011-1514766"&gt;Público.&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7249023912509980182?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7249023912509980182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7249023912509980182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7249023912509980182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7249023912509980182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/goncalo-m-tavares-premio-fernando.html' title='Gonçalo M. Tavares, Prémio Fernando Namora 2011'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4neBjZeAGFo/TojjbJbfzUI/AAAAAAAACCE/UjsWb6LIl24/s72-c/gon%25C3%25A7alo%2Bm%2Btavares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3184925822395977348</id><published>2011-10-02T22:09:00.000+01:00</published><updated>2011-10-02T22:10:10.806+01:00</updated><title type='text'>Ler - outubro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-l14gOetMMC0/TojTKzfFPXI/AAAAAAAACB8/Z-Ap2v6hJ0c/s1600/ler_out.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 223px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5659005114363755890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-l14gOetMMC0/TojTKzfFPXI/AAAAAAAACB8/Z-Ap2v6hJ0c/s320/ler_out.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3184925822395977348?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3184925822395977348/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3184925822395977348' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3184925822395977348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3184925822395977348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/10/ler-outubro.html' title='Ler - outubro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-l14gOetMMC0/TojTKzfFPXI/AAAAAAAACB8/Z-Ap2v6hJ0c/s72-c/ler_out.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2154771608126748854</id><published>2011-09-25T17:52:00.004+01:00</published><updated>2011-09-25T18:02:17.421+01:00</updated><title type='text'>Livro do mês - setembro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-F2lIXuQBzBM/Tn9cXPmlpII/AAAAAAAACBs/xLpZA8DLdNc/s1600/o_filho_de_mil_homens_-_capa_valter_hugo_mae.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 202px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656341211395761282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-F2lIXuQBzBM/Tn9cXPmlpII/AAAAAAAACBs/xLpZA8DLdNc/s320/o_filho_de_mil_homens_-_capa_valter_hugo_mae.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Clicar na próxima imagem, para aceder à descrição da obra, feita pelo próprio autor, Valter Hugo Mãe:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=QUnfTrWb5Io&amp;amp;feature=related"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656342467904191906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-EhAKKCPKZWQ/Tn9dgYdivaI/AAAAAAAACB0/hD5kKmsvANc/s320/valter.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2154771608126748854?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2154771608126748854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2154771608126748854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2154771608126748854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2154771608126748854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/09/livro-do-mes-setembro.html' title='Livro do mês - setembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-F2lIXuQBzBM/Tn9cXPmlpII/AAAAAAAACBs/xLpZA8DLdNc/s72-c/o_filho_de_mil_homens_-_capa_valter_hugo_mae.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-815432673642472647</id><published>2011-09-25T17:45:00.003+01:00</published><updated>2011-09-25T17:50:29.360+01:00</updated><title type='text'>Inédito de Saramago publicado em outubro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pr3baCbMzDw/Tn9a3t7jT8I/AAAAAAAACBk/1VkvzpmggN4/s1600/Jose_Saramago2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 115px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656339570269310914" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-pr3baCbMzDw/Tn9a3t7jT8I/AAAAAAAACBk/1VkvzpmggN4/s320/Jose_Saramago2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A clarabóia&lt;/em&gt;, romance de juventude de José Saramago, chega às livrarias no dia 15 de outubro. Aqui fica, através da FJS, um pequeno excerto com as primeiras linhas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.josesaramago.org/detalle.php?id=1198"&gt;http://www.josesaramago.org/detalle.php?id=1198&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-815432673642472647?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/815432673642472647/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=815432673642472647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/815432673642472647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/815432673642472647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/09/inedito-de-saramago-publicado-em.html' title='Inédito de Saramago publicado em outubro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pr3baCbMzDw/Tn9a3t7jT8I/AAAAAAAACBk/1VkvzpmggN4/s72-c/Jose_Saramago2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5397965068379539881</id><published>2011-09-18T22:55:00.015+01:00</published><updated>2011-09-19T10:21:52.828+01:00</updated><title type='text'>António Lobo Antunes no Teatro São Luiz</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;...&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 158px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653824708017023410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-KaCA68vZElU/TnZrnd-uabI/AAAAAAAACBM/lMSY2aTTQRg/s320/Lobo%2BAntunes.png" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;"Deste viver aqui neste palco escrito" &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Foram três dias (de 15 a 17 de setembro) de festa literária, com um programa multifacetado e preenchido: o espetáculo de Maria de Medeiros; o filme de Solveig Nordlund; a leitura posta em som por José Neves; o lançamento de &lt;em&gt;Facts and Fictions&lt;/em&gt; of António Lobo Antunes, do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;centro de Cultura e Estudos Portugueses da Universidade de Massachussetts, e uma mesa redonda, moderada por Maria Alzira Seixo e que contou com a participação de João Lobo Antunes e Eduardo Lourenço. &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O jardim de inverno do São Luiz, mergulhado na poalha de luz do crepúsculo, encheu-se de mesas atentas e de um silêncio nervoso e suspenso. Num ambiente intimista e informal, que contou com a presença do escritor homenageado, Maria Alzira Seixo conduziu a conversa sobre a obra e os temas antonianos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Phillip Rothwell referiu-se, na sua intervenção, à importância da memória nas crónicas e nos romances de Lobo Antunes. Segundo este investigador, a imaginação do autor é uma forma de organização da própria memória. De facto, embora parta de um campo referencial autobiográfico, o escritor parece despersonalizar-se e apagar a noção de individualidade da escrita, desconstruindo-se, numa temporalidade íntima que se converte em intemporalidade e desejo de posteridade. Um dos aspetos mais interessantes que o especialista fez notar prende-se com a omnipresença da imagem do relógio, numa intrigante reconfiguração do próprio texto e confirmando a suspeita de que a memória é a principal matéria da narração. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seguiu-se João Lobo Antunes, irmão do escritor, que se deteve especialmente sobre o caráter autopatográfico do livro &lt;em&gt;Sôbolos rios que vão&lt;/em&gt;. É uma narrativa, quase tchekhoviana, da doença que enfrentou em 2009, urdida ao longo de uma diacronia caótica, de coerência tensa, abundante em personagens e em alusões autobiográficas. O herói é o narrador que se refugia nas memórias da infância, nos fragmentos do património familiar. Neles encontra a principal matéria para a rede metafórica sobre a qual se funda a linguagem do romance. João Lobo Antunes, o médico, ressalta o poder de imagens como a do "ouriço", a que o autor recorre para se referir ao "cancro", ou a da "peça teatral" para designar a doença, ou ainda a do "nevoeiro" para a anestesia. Metáforas biológicas inusitadas e inaugurais. Conclui, comparando António, o irmão mais velho, a Ulisses e a D.Quixote, e a doença à viagem. Depois de errar durante muito tempo, Ulisses regressa a Ítaca e a Penélope, encontrando finalmente o porto tranquilo... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GYoVYwfREaI/TnZrnKNM-yI/AAAAAAAACBE/0OezBzbdlHg/s1600/lobo7.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 231px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653824702709037858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-GYoVYwfREaI/TnZrnKNM-yI/AAAAAAAACBE/0OezBzbdlHg/s320/lobo7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maria Alzira Seixo, por seu turno, centrou-se na exegese literária, desenvolvendo o topos da vacilação/proliferação. De ressonância camiliana, a linguagem antoniana é um terreno fértil em mutação, em hesitação. O discurso abre brechas, a sintaxe afetiva é notória: frases curtas, suspensas, cortadas, apenas completadas nas páginas seguintes; um labirinto que requer a paciência e sageza do leitor. A investigadora e especialista destaca, como obra-prima, &lt;em&gt;Boa tarde às coisas aqui em baixo&lt;/em&gt;, a prova de que Lobo Antunes soube ler bem os clássicos e reinterpretá-los, inovando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, Eduardo Lourenço, numa intervenção mitogónica e filosófica, apontou &lt;em&gt;As Naus&lt;/em&gt; como obra de eleição. Nela diz ter o autor naufragado no luto do império perdido, convertendo essa memória épica em farsa burlesca. Os heróis perdidos são reciclados e o mundo surge sem os fumos da Índia. Já nas suas crónicas, Lobo Antunes, em laivos surrealizantes, constrói imagens como a de uma nuvem com raízes sempre a partir, ou a de um comboio mágico, que refletem um exercício de autocompreensão do seu próprio outro. A infância é o seu paraíso. E, mais uma vez, o papel da memória: o escritor tem o gesto de um deus que se suicidou na sua criação e que, como Deucalião, está em cada fragmento desse caos. O filósofo e ensaísta concluiu descrevendo a escrita de António Lobo Antunes como um "exercício épico da memória numa navegação sem bússola pelo arquipélago da desolação (...), entre o êxtase e o aniquilamento (...), até voltar a um nada de que não nasceu". &lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TwDJO0EC_5U/TnZpzIQ4YjI/AAAAAAAACA8/9jAHriaXX6Y/s1600/lobo10.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 121px; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822709322768946" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TwDJO0EC_5U/TnZpzIQ4YjI/AAAAAAAACA8/9jAHriaXX6Y/s320/lobo10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-m4aUMtW6u6A/TnZpu7BfPMI/AAAAAAAACA0/JQkxxChBFz4/s1600/lobo9.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 136px; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822637049068738" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-m4aUMtW6u6A/TnZpu7BfPMI/AAAAAAAACA0/JQkxxChBFz4/s320/lobo9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ftHC6sPiYeo/TnZpus7DDnI/AAAAAAAACAs/cBg2Nw_wQhM/s1600/lobo8.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 138px; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822633263959666" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ftHC6sPiYeo/TnZpus7DDnI/AAAAAAAACAs/cBg2Nw_wQhM/s320/lobo8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vKcR-7iUEAU/TnZpuQZPQdI/AAAAAAAACAc/YYLVsJgzkNw/s1600/lobo6.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 130px; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822625605960146" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-vKcR-7iUEAU/TnZpuQZPQdI/AAAAAAAACAc/YYLVsJgzkNw/s320/lobo6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r33v4qFf0x0/TnZpuKWLG0I/AAAAAAAACAU/WDLzdUbgX_s/s1600/lobo5.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 131px; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822623982492482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-r33v4qFf0x0/TnZpuKWLG0I/AAAAAAAACAU/WDLzdUbgX_s/s320/lobo5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-a90FcWTOi10/TnZpYeQGs7I/AAAAAAAACAM/RnzfrF89_dM/s1600/lobo4.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 135px; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822251368625074" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-a90FcWTOi10/TnZpYeQGs7I/AAAAAAAACAM/RnzfrF89_dM/s320/lobo4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-tv-WfcrYtf8/TnZpYDsgXJI/AAAAAAAACAE/7DoyEtDSQT0/s1600/lobo3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 128px; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822244239989906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-tv-WfcrYtf8/TnZpYDsgXJI/AAAAAAAACAE/7DoyEtDSQT0/s320/lobo3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rySP4BmVY14/TnZpYBG7J5I/AAAAAAAAB_8/LmqO2adZfxo/s1600/lobo2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 136px; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822243545491346" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-rySP4BmVY14/TnZpYBG7J5I/AAAAAAAAB_8/LmqO2adZfxo/s320/lobo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-54z8yeNFPmA/TnZpX3AnddI/AAAAAAAAB_0/XV4ErCeRNkI/s1600/lobo1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 131px; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822240834680274" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-54z8yeNFPmA/TnZpX3AnddI/AAAAAAAAB_0/XV4ErCeRNkI/s320/lobo1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bYzfDlKkc2s/TnZtxZW0RNI/AAAAAAAACBU/CiIkJXeVvKk/s1600/lobo12.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 120px; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653827077597840594" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-bYzfDlKkc2s/TnZtxZW0RNI/AAAAAAAACBU/CiIkJXeVvKk/s320/lobo12.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-K4dKjl8iTSM/TnZtxef0PMI/AAAAAAAACBc/wmOvr-A2D2A/s1600/lobo11.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 140px; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653827078977764546" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-K4dKjl8iTSM/TnZtxef0PMI/AAAAAAAACBc/wmOvr-A2D2A/s320/lobo11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NArUC86clLY/TnZpX7x_qTI/AAAAAAAAB_s/MJ0RIlNGiIg/s1600/comissao-das-lagrimas-de-lobo-antunes-cf66.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 131px; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653822242115529010" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-NArUC86clLY/TnZpX7x_qTI/AAAAAAAAB_s/MJ0RIlNGiIg/s320/comissao-das-lagrimas-de-lobo-antunes-cf66.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5397965068379539881?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5397965068379539881/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5397965068379539881' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5397965068379539881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5397965068379539881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/09/antonio-lobo-antunes-no-teatro-sao-luiz.html' title='António Lobo Antunes no Teatro São Luiz'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-KaCA68vZElU/TnZrnd-uabI/AAAAAAAACBM/lMSY2aTTQRg/s72-c/Lobo%2BAntunes.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-8114692729483403516</id><published>2011-09-18T21:21:00.003+01:00</published><updated>2011-09-18T21:25:18.310+01:00</updated><title type='text'>Acordo ortográfico</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7Kuep45HO2g/TnZTkcUd51I/AAAAAAAAB_k/iMqk2QlGleU/s1600/NOLP2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 285px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653798267752671058" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-7Kuep45HO2g/TnZTkcUd51I/AAAAAAAAB_k/iMqk2QlGleU/s320/NOLP2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Lusografias escreve, a partir de hoje, de acordo com a nova norma ortográfica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-8114692729483403516?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/8114692729483403516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=8114692729483403516' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8114692729483403516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8114692729483403516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/09/acordo-ortografico.html' title='Acordo ortográfico'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7Kuep45HO2g/TnZTkcUd51I/AAAAAAAAB_k/iMqk2QlGleU/s72-c/NOLP2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2827579488506574772</id><published>2011-09-11T10:02:00.002+01:00</published><updated>2011-09-11T10:05:32.086+01:00</updated><title type='text'>In memoriam</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=RRMz8fKkG2g"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651025489918667602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ph5Kvx9xs_M/Tmx5vh9Hq1I/AAAAAAAAB_c/HGykRIde4Kw/s320/Samuel%2BBarber%2B9_11.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2827579488506574772?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2827579488506574772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2827579488506574772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2827579488506574772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2827579488506574772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/09/in-memoriam.html' title='In memoriam'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ph5Kvx9xs_M/Tmx5vh9Hq1I/AAAAAAAAB_c/HGykRIde4Kw/s72-c/Samuel%2BBarber%2B9_11.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-492504428351772602</id><published>2011-09-11T09:50:00.003+01:00</published><updated>2011-09-11T09:57:09.079+01:00</updated><title type='text'>"Bartolomeu Lourenço de Gusmão - o padre inventor"</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zdX6k903RdQ/Tmx3YXCTnTI/AAAAAAAAB_U/IxGrnOS-ZYI/s1600/Bartolomeu%2BGusm%25C3%25A3o"&gt;&lt;img style="WIDTH: 135px; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651022892827385138" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-zdX6k903RdQ/Tmx3YXCTnTI/AAAAAAAAB_U/IxGrnOS-ZYI/s320/Bartolomeu%2BGusm%25C3%25A3o" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Três, se não quatro, vidas diferentes tem o padre Bartolomeu Lourenço, e uma só apenas quando dorme, que mesmo no sonho foi o padre que sobe ao altar e diz canonicamente a missa, se o académico tão estimado que vai incógnito el-rei ouvir-lhe a oração por trás do reposteiro, no vão da porta, se o inventor da máquina de voar ou dos vários modos esgotar sem gente as naus que fazem água, se esse outro homem conjunto, mordido de sustos e dúvidas, que é pregador na igreja, erudito na academia, cortesão no paço, visionário e irmão de gente mecânica e plebeia em S. Sebastião da Pedreira, e que torna ansiosamente ao sonho para reconstruir uma frágil, precária unidade, estilhaçada mal os olhos se lhe abrem, nem precisa estar em jejum como Blimunda.” (Memorial do Convento, 33ª edição, Caminho).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim que, em Memorial do Convento, Saramago nos apresenta a figura de Bartolomeu Lourenço de Gusmão como o “padre voador” que, apesar de ser considerado louco (e “de louco todos temos um pouco”), não abandonou o seu sonho de voar – “Tenho sido a risada da corte e dos poetas, um deles, Tomás Pinto Brandão, chamou ao meu invento coisa de vento que se há-de acabar cedo, se não fosse a protecção de el-rei não sei o que seria de mim, mas el-rei acreditou na minha máquina e tem consentido que, na quinta do duque Aveiro, a S. Sebastião da Pedreira, eu faça os meus experimentos” (Memorial do Convento, 33ª edição, Caminho, p.64). Mais adiante, no romance, o narrador recria o real, através da sua imaginação criadora e relembra o voo experimental da passarola, ao mesmo tempo que se apropria da voz do seu inventor – “e assim pôde ver afastar-se a terra a uma velocidade incrível, já mal se distinguia a quinta, logo perdida entre colinas, e aquilo além, que é, Lisboa, claro está, e o rio, oh, o mar, aquele mar por onde eu, Bartolomeu Lourenço de Gusmão, vim por duas vezes do Brasil, o mar por onde viajei à Holanda, a que mais continentes da terra e do ar me levarás tu, máquina, o vento ruge-me aos ouvidos, nunca ave alguma subiu tão alto, se me visse el-rei, se me visse aquele Tomás Pinto Brandão que se riu de mim em verso, se o Santo Ofício me visse, saberiam todos que sou filho predilecto de Deus, eu sim, eu que estou subindo ao céu por obra do méu génio, por obra também dos olhos de Blimunda, se haverá no céu olhos como eles, por obra da mão direita de Baltasar, aqui te levo, Deus, um que também não tem a mão esquerda, Blimunda, Baltasar, venham ver, levantem-se daí, não tenham medo.” (p.198)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, recentemente, lançado no Brasil o livro “Bartolomeu Lourenço de Gusmão - o padre inventor” que reúne documentação manuscrita existente na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra sobre o referido sacerdote e cientista, bem como documentos da sua própria autoria. A edição exibe fac-símiles desses vários documentos e textos sobre o notável físico português Carlos Fiolhais.&lt;br /&gt;Para alargar os conhecimentos sobre a recente obra publicada e a história deste padre inventor, podem aceder ao link: &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://umonline.uminho.pt/uploads/clipping/NOT_48068/2011090627e35a06092011090201.pdf"&gt;http://umonline.uminho.pt/uploads/clipping/NOT_48068/2011090627e35a06092011090201.pdf&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auxília Ramos &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-492504428351772602?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/492504428351772602/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=492504428351772602' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/492504428351772602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/492504428351772602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/09/bartolomeu-lourenco-de-gusmao-o-padre.html' title='&quot;Bartolomeu Lourenço de Gusmão - o padre inventor&quot;'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zdX6k903RdQ/Tmx3YXCTnTI/AAAAAAAAB_U/IxGrnOS-ZYI/s72-c/Bartolomeu%2BGusm%25C3%25A3o' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3537409120567087094</id><published>2011-09-11T09:47:00.001+01:00</published><updated>2011-09-11T09:49:51.974+01:00</updated><title type='text'>Ler | Setembro</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xGs_R3xucm0/Tmx2JwjELmI/AAAAAAAAB_M/a7IrKj0DF3w/s1600/LER_SEt.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5651021542466006626" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-xGs_R3xucm0/Tmx2JwjELmI/AAAAAAAAB_M/a7IrKj0DF3w/s320/LER_SEt.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3537409120567087094?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3537409120567087094/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3537409120567087094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3537409120567087094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3537409120567087094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/09/ler-setembro.html' title='Ler | Setembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xGs_R3xucm0/Tmx2JwjELmI/AAAAAAAAB_M/a7IrKj0DF3w/s72-c/LER_SEt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6265343203134974371</id><published>2011-08-24T09:28:00.002+01:00</published><updated>2011-08-24T09:31:38.998+01:00</updated><title type='text'>Sugestões de leitura</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ndwHStG_dis/TlS2nVhy2SI/AAAAAAAAB_E/VeoqDnRy0o8/s1600/rcarvalh.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 234px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644337019912116514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ndwHStG_dis/TlS2nVhy2SI/AAAAAAAAB_E/VeoqDnRy0o8/s320/rcarvalh.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Os lindos braços da Júlia da farmácia&lt;/em&gt;, Rentes de Carvalho&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Foi há alguns meses que ouvi falar, pela primeira vez, de &lt;strong&gt;Rentes de Carvalho&lt;/strong&gt;, em conversa com uma amiga a quem lhe tinha sido “apresentado” o escritor, pelo crítico de cinema Mário Augusto. Confesso que, na altura, fiquei curiosa com o que me contou sobre a sua prosa, mas o tempo foi meu inimigo e só em férias iniciei a descoberta do autor. Não perco tempo em apresentações. Os mais curiosos podem “googlar” o nome do escritor e facilmente acedem à sua identidade civil e literária. Interessa-me mais despertar a atenção para um conjunto de pequenas narrativas que integram a sua última publicação – “Os lindos braços da Júlia da farmácia”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente, o título da obra é o título do mais breve conto desta colectânea que se caracteriza por uma série de narrativas que revelam o essencial sobre Rentes de Carvalho – um brilhante contador de histórias. São histórias que têm por base memórias de vida, não esquecendo o seu lado ficcional. Como diz o próprio autor numa entrevista – “Mas eu minto muito. Desde miúdo que minto como o diabo, ninguém deve acreditar em mim. As minhas confissões são uma chapa de aço. De vez em quando surpreendo-me porque sei que estou a mentir a mim próprio, e acho graça.” &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Verdades ou mentiras, ao lermos “Os lindos braços da Júlia da Farmácia”, viajamos por Trás-os-Montes, pelo Minho (com uma breve incursão na festa de S. Bento de Seixas!), conhecemos os meandros da vida dos amantes do jogo ou dos contrabandistas das margens do rio Minho, sorrimos com pormenores de uma infância na província, comovemo-nos com memórias nas quais se sente “o delicado equilíbrio que [ele] mantém entre a realidade e a fantasia.” , revisitamos outros romancistas (Eça de Queirós), lembramos o incêndio do Chiado, em Lisboa, aventuramo-nos por outras cidades europeias… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O restante, descubram vocês! Boa leitura! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Auxília Ramos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6265343203134974371?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6265343203134974371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6265343203134974371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6265343203134974371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6265343203134974371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/08/sugestoes-de-leitura.html' title='Sugestões de leitura'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ndwHStG_dis/TlS2nVhy2SI/AAAAAAAAB_E/VeoqDnRy0o8/s72-c/rcarvalh.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4755871274158388915</id><published>2011-07-27T15:20:00.003+01:00</published><updated>2011-07-27T15:27:38.244+01:00</updated><title type='text'>valter hugo mãe emociona-se em Paraty</title><content type='html'>valter hugo mãe no Festival Literário Internacional de Paraty, no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena ver até ao fim... &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=euD46SXKaOc&amp;amp;feature=player_profilepage"&gt;aqui.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E, já agora, a &lt;a href="http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/tvi24-ultimas-noticias-brasil-valter-hugo-mae-escritor-entrevista-tvi/1268180-4071.html"&gt;entrevista com Judite de Sousa &lt;/a&gt;(clicar para aceder).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-4755871274158388915?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/4755871274158388915/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=4755871274158388915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4755871274158388915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4755871274158388915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/07/valter-hugo-mae-emociona-se-em-paraty.html' title='valter hugo mãe emociona-se em Paraty'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7144983999247244935</id><published>2011-07-06T09:29:00.002+01:00</published><updated>2011-07-06T09:30:18.839+01:00</updated><title type='text'>Ler - Julho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NrH-yzoZaBU/ThQdES7g-KI/AAAAAAAAB-8/5AZAJyA-V38/s1600/ler_Julho.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5626153794130737314" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-NrH-yzoZaBU/ThQdES7g-KI/AAAAAAAAB-8/5AZAJyA-V38/s320/ler_Julho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7144983999247244935?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7144983999247244935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7144983999247244935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7144983999247244935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7144983999247244935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/07/ler-julho.html' title='Ler - Julho'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NrH-yzoZaBU/ThQdES7g-KI/AAAAAAAAB-8/5AZAJyA-V38/s72-c/ler_Julho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7991586829979383595</id><published>2011-06-18T23:53:00.002+01:00</published><updated>2011-06-18T23:59:46.895+01:00</updated><title type='text'>Um ano sem Saramago...</title><content type='html'>"Mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7991586829979383595?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7991586829979383595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7991586829979383595' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7991586829979383595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7991586829979383595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/06/um-ano-sem-saramago.html' title='Um ano sem Saramago...'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2152428585939844861</id><published>2011-06-13T21:42:00.000+01:00</published><updated>2011-06-13T21:43:12.625+01:00</updated><title type='text'>Aniversário de Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--PH_WjLRuk0/TfZ2UAp3a-I/AAAAAAAAB-k/jCc3q6VGRtE/s1600/fpessoa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 295px; HEIGHT: 361px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617807671336332258" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--PH_WjLRuk0/TfZ2UAp3a-I/AAAAAAAAB-k/jCc3q6VGRtE/s320/fpessoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa Aberta, na Casa Fernando Pessoa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2152428585939844861?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2152428585939844861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2152428585939844861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2152428585939844861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2152428585939844861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/06/aniversario-de-fernando-pessoa.html' title='Aniversário de Fernando Pessoa'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--PH_WjLRuk0/TfZ2UAp3a-I/AAAAAAAAB-k/jCc3q6VGRtE/s72-c/fpessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3768832766965307649</id><published>2011-06-12T23:38:00.005+01:00</published><updated>2011-06-12T23:44:30.813+01:00</updated><title type='text'>David Mourão-Ferreira</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Avizinha-se o aniversário da sua morte (16 de Junho de 1996) &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-gBoYPRuIOg"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="WIDTH: 237px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5617466847607591730" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Mi8BnI2rtKY/TfVAVdUvEzI/AAAAAAAAB-c/Pdt5_bVqdBY/s320/DAVID_%257E1.JPG" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(Clicar na imagem para ver e ouvir a interpretação de Paulo Condessa)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Por vezes" - "Um poema por semana", iniciativa de Paula Moura Pinheiro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3768832766965307649?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3768832766965307649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3768832766965307649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3768832766965307649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3768832766965307649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/06/david-mourao-ferreira.html' title='David Mourão-Ferreira'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Mi8BnI2rtKY/TfVAVdUvEzI/AAAAAAAAB-c/Pdt5_bVqdBY/s72-c/DAVID_%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-748864866209290872</id><published>2011-06-02T00:47:00.002+01:00</published><updated>2011-06-02T00:47:43.018+01:00</updated><title type='text'>Ler - Junho</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-QWr4xqrxvDU/TebPmVDVhTI/AAAAAAAAB-Q/08RUD77RB88/s1600/ler_junho.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5613402242957018418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-QWr4xqrxvDU/TebPmVDVhTI/AAAAAAAAB-Q/08RUD77RB88/s320/ler_junho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-748864866209290872?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/748864866209290872/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=748864866209290872' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/748864866209290872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/748864866209290872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/06/ler-junho.html' title='Ler - Junho'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-QWr4xqrxvDU/TebPmVDVhTI/AAAAAAAAB-Q/08RUD77RB88/s72-c/ler_junho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-8376622179398689280</id><published>2011-05-22T20:43:00.003+01:00</published><updated>2011-05-22T20:51:18.736+01:00</updated><title type='text'>Diário(s) - 10ºAno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Três das características fundamentais dos diários escritos sem perspectiva de publicação são a fragmentaridade, a espontaneidade do discurso e transgenerecidade. Tendo em conta estes três aspectos, propus aos alunos que assumissem, através da escrita, identidades fictícias, e que lhes dessem corpo através da escrita de uma entrada de diário (que poderia ser mais ou menos narrativo, mais ou menos intimista). Visava-se apenas o eco de uma voz sem corpo, consumado na página como um clarão; como uma parcela de uma vida apenas imaginada.&lt;br /&gt;Os textos apresentados primam pela diversidade de propostas oferecidas, mesmo quando a identidade fictícia é a mesma. Tudo resulta da capacidade de abandonarmos momentaneamente a nossa linguagem, para sermos, momentaneamente, outros – e assim crescermos em compreensão daqueles que nos rodeiam. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Hélder Moreira&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;30 de Fevereiro de 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querido Diário,&lt;br /&gt;Tenho andado aos encontros e pisadelas por cima de mim mesmo. As palavras já não me respondem. E, sabes, as pessoas também são as palavras que usam. Por isso, de que me serve elaborar uma longa e inútil lista do que eu sou ou do que julgo ser? Eu sou eu embora já não seja eu, porque o que fui foi. Mas… São as palavras que me servem de espelho. Só nelas posso desvendar a minha face. Voltem! Falem comigo! Abracem-me! Façam-me feliz! Levem-me onde quiserem. Quero-vos! Por agora, o meu único trabalho é não entristecer. Finjo. Sou poeta e só sei fingir. Onde estará o valor das palavras que se dizem leais e, depois, se traduzem em traição?&lt;br /&gt;Possivelmente, este episódio sorumbático da minha vida justifica-se pelo facto de ter brincado com ela e depois a ter perseguido. Cheguei a atirá-la ao ar e depois transformei-a, deixa-a escapar e voltei a capturá-la, cobria-a de fantasia e dei-lhe asas de paradoxo.&lt;br /&gt;Quero voltar ao tempo em que os meus dedos se sentiam cansados (de tanto escrever) e só lhes apetecia viver – o cérebro desligava-se e eu gozava a vida exclusivamente pelos sentidos.&lt;br /&gt;Sabes que mais? A minha prioridade é ser e não parecer. Aqui está a minha alma preta, a minha alma escrita.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Diana Balbino, 10ºD&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;12 de Julho de 1974&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordei, mas sentia-me leve. Muito leve. Como se não tivesse alma que me suportasse. Olhei pela janela e apenas vi nuvens. Nuvens brancas. Naquele momento, não senti qualquer tipo de motivação. Sentia-me morto. Não me desperta particular curiosidade o que outrora fui. Preocupa-me, sim, o que vivo e sou agora, o que consigo seleccionar melhor da minha escrita. Essa escrita que me deixou. Sem querer ser voluntariamente irónico, a vida que me é proporcionada hoje não me oferece muitos momentos de inércia e a sensação de “deserto” aparente não existe. A rotina, os hábitos implementados, as relações interpessoais e as suas envolvências, as obrigações que me exigem, os problemas e a rapidez com que tudo tem de ser executado, estão a absorver a minha capacidade de interiorização. Talvez.&lt;br /&gt;Sinto que, hoje, as trevas estão comigo e me levaram o que de melhor tenho. Como quem me arranca o coração, a minha inspiração esvaiu-se em sangue. Que dor esta… Sem qualquer propósito, encontro-me num espaço amplo sem oásis à vista. Estático no tempo. Entristeço-me como folhear das páginas brancas da minha criatividade. Sem justificação aparente, identifico-me com esse isolamento fictício em que vivo. No meu deserto preenchido. Que as intempéries me desviem de caminhos tortuosos e me conduzam a bons portos. Que os ventos me agitem e me acordem quando a minha imaginação for assolada por pesadelos. E que as estrelas, na noite silenciosa, me acompanhem e sejam a minha inspiração para dar corpo a estas folhas puras.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Filipa Barbosa, 10ºE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Póvoa, 16 de Março (Quinta-feira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já passaram quase três semanas e eu lembro-me de todos os pormenores como se tudo tivesse ocorrido há apenas 5 minutos. É como se desde então desperdiçasse todos os meus segundos a reviver aquele momento, aquele exíguo momento que transformou a minha vida. É terrível!&lt;br /&gt;O pânico que senti enquanto rasgava o ar, a insegurança após o acordar, o pudor que todos aqueles olhares atribulados causaram em mim ao me verem prostrada no chão. São agora instantes enclausurados em mim. E o medo de adormecer, de mergulhar mais uma vez nestas recordações, permanece, assíduo e inalterável, todas as noites, sem excepção.&lt;br /&gt;Mas hoje, pela primeira vez, arrisquei. Arrisquei voltar a fazer aquilo de que mais gosto, na esperança de recuperar o meu mundo e terminar com este pesadelo. Porém, enquanto elevava, vagarosamente, o meu corpo do solo, aquelas imagens reapareciam na minha mente, o meu coração acelerava e o terror invadia-me. Fracassei. Mais uma vez. E começo a acreditar que se torna cada vez mais inatingível a reconquista da minha vida. Sinto o meu mundo a converter-se numa utopia. E tudo isto está a desmoronar-me e a conduzir-me a um universo de questões para as quais não encontro resposta.&lt;br /&gt;O que será de mim se não conseguir superar este drama? O que farei o resto do meu tempo? Longe daquele trapézio, sinto-me envolta num vácuo que me consome. Serei capaz de alguma vez voar sobre este nefasto episódio que se interpôs entre mim e a minha verdadeira vida? Ou terá sido esta queda algo mais do que um pavoroso sobressalto?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Daniela Santos, 10ºC&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pequim, 8 de Janeiro de 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem escrevo? Ou melhor… Porque escrevo sobre mim, quando tenho a perfeita noção de que não sou tema para um bestseller?&lt;br /&gt;No entanto, escrevo. Escrevo para ninguém… Escrevo da mesma forma que falo, com o único objectivo de me expressar e com uma única diferença: quando falo, as quatro paredes que me rodeiam ouvem-me. Escrevo, porque quero passar o mais velozmente possível o pouco tempo que ainda me resta… Não vale a pena poupar os segundos ou fazê-los render, porque é inútil e só tornaria esta espera ainda mais sofrida e miserável.&lt;br /&gt;Não quero tornar a minha escrita enfadonha, mas as circunstâncias forçam-me a contar-vos como cheguei até aqui. Prometo que serei breve nos relatos. – Meu Deus! Sinto-me como se tivesse enlouquecido. Afinal de contas, é como se estivesse a conversar com um amigo imaginário. – Mas prosseguindo: Há um ano, eu e um grande amigo meu, Jack Smith, chefiávamos um escritório de advogados quando nos surgiu um novo cliente, pedindo que o ilibássemos de umas acusações graves que o identificavam como cabecilha de uma rede de tráfico de órgãos (como era óbvio, as acusações eram verdadeiras) e, infelizmente, o Jack envolveu-se demasiado no caso, acabando morto e eu incriminado pela sua morte.&lt;br /&gt;Tal como o meu pai havia dito, nunca devia ter partido de Los Angeles.&lt;br /&gt;No entanto, e para vos ser sincero, não me sinto revoltado ou deprimido por estar aqui sozinho, por não ter notícias da minha família, por me sentir injustiçado, ou por saber que vou morrer amanhã… Esse tempo de fúria e de tumulto já lá vai; há muito que me conformei com a morte. Já passei por todas as fases que possam imaginar: já questionei a minha existência; já me perguntei porque estudei tantos anos para defender outros seres humanos, se ninguém se deu ao trabalho de acreditar na minha inocência; e também passei dias e dias a pensar: “Porquê eu?” Com tantas pessoas no mundo, porque tenho de ser eu a sofrer?&lt;br /&gt;Pensei em tudo, porque tive tempo… muito tempo! Mas agora já nada me afecta, as minhas lágrimas secaram, congelaram, simplesmente deixaram de cair.&lt;br /&gt;Confesso-vos: só existe um pensamento que é capaz de derreter todo o frio em que me transformei, e só existe uma lembrança capaz de me manter nesta condição de ser humano. É ao lembrar-me dela, da minha noiva, que o meu coração dispara. Era capaz de passar as últimas horas da minha vida a pensar no sorriso, na voz e nos olhos dela… Se pelo menos amanhã eu pudesse ter a oportunidade de só por mais uma vez, uma só vez, tentar decifrar todo o mistério nos seus olhos, eu seria feliz.&lt;br /&gt;Aqui, sozinho, sem ela, eu congelei.&lt;br /&gt;O meu nome é William Parker e, sem ela, morrerei amanhã.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bianca de Magalhães, 10ºD&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Textos enviados por Hélder Moreira)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-8376622179398689280?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/8376622179398689280/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=8376622179398689280' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8376622179398689280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8376622179398689280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/05/diarios-10ano.html' title='Diário(s) - 10ºAno'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2746100726928083153</id><published>2011-05-09T21:58:00.002+01:00</published><updated>2011-05-09T21:59:04.061+01:00</updated><title type='text'>Ler no Alfa</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rjKJjIJkmtA&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5604823781476812034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-YEZDvhJneTM/TchViJuWRQI/AAAAAAAAB-A/u9bCCmSZA-s/s320/ler%252B.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2746100726928083153?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2746100726928083153/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2746100726928083153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2746100726928083153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2746100726928083153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/05/ler-no-alfa.html' title='Ler no Alfa'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YEZDvhJneTM/TchViJuWRQI/AAAAAAAAB-A/u9bCCmSZA-s/s72-c/ler%252B.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-8687397805742653798</id><published>2011-05-03T17:35:00.003+01:00</published><updated>2011-05-03T17:38:25.295+01:00</updated><title type='text'>Matilde - "Felizmente há luar!"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_MOuThvTxO0/TcAvRS6dg7I/AAAAAAAAB94/4yIm0Y6YavY/s1600/Matilde.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 193px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5602529910630220722" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-_MOuThvTxO0/TcAvRS6dg7I/AAAAAAAAB94/4yIm0Y6YavY/s320/Matilde.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Na voz de Matilde habitam as ideias e os valores do General Gomes Freire de Andrade, mas delimitados pelos contornos a que o próprio amor obriga. A voz de Matilde é o eco de uma voz ausente que protagoniza toda a peça. É na voz de Matilde que se partilha os ideais do General Gomes Freire de Andrade e é também na voz de Matilde que nasce o carácter heróico do general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esboça-se assim uma personagem que reúne fragmentos de coragem, de justiça, que deseja um movimento inquietantemente sincero e grita liberdade. Uma personagem a quem o amor por amor ilude, e faz dos ideais nobremente defendidos, vigaristas que balançam ora para lá, ora para cá - " Não seria mais humano, (...), ensiná-los, de pequeninos, a viverem em paz com a hipocrisia do Mundo". Perde (por momentos) a vontade de acreditar em valores honrosos, porque foram eles que fecharam as portas da cela em S.Julião da Barra. Mas não é por isso que perde a voz e grita: " O meu homem, o meu homem". Perde a vergonha, para que outros governadores do reino a utilizem contra ela, e suplica clemência. Mas continua: " O meu homem, o meu homem". Desafia o Deus que a terra criou "pois que vá abrir as do forte de S.Julião da Barra, se é capaz", dispõe-se a mendigar, pede ao povo o que um dia o povo lhe pediu a ela, chora. Mas continua: " O meu homem, o meu homem". Ouviu chamarem-lhe amante. Assistiu à morte aproximar-se e aprendeu que ela não lhe trazia o fim, mas lhe dava o braço do General, um olhar à saia verde, e um início de mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matilde de Melo, mulher do General Gomes Freire de Andrade, perdeu quase tudo (e não foi na guerra), mas entre a violência dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Stingl &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-8687397805742653798?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/8687397805742653798/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=8687397805742653798' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8687397805742653798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8687397805742653798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/05/matilde-em-felizmente-ha-luar.html' title='Matilde - &quot;Felizmente há luar!&quot;'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_MOuThvTxO0/TcAvRS6dg7I/AAAAAAAAB94/4yIm0Y6YavY/s72-c/Matilde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7827035033508275736</id><published>2011-04-24T00:00:00.003+01:00</published><updated>2011-04-27T11:20:48.710+01:00</updated><title type='text'>Ainda o Dia Mundial do Livro</title><content type='html'>&lt;div&gt;Campanha publicitária da &lt;strong&gt;DGLB:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LdPOvtYQR5E/Tbft3jODDRI/AAAAAAAAB9g/HMc8JZEXHoA/s1600/DiaMundialdoLivro2011.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 228px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5600206200261250322" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-LdPOvtYQR5E/Tbft3jODDRI/AAAAAAAAB9g/HMc8JZEXHoA/s320/DiaMundialdoLivro2011.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E da &lt;strong&gt;Bertrand&lt;/strong&gt;: "Somos Livros"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-JlE7dD_gdcI/TbNam0GGM_I/AAAAAAAAB9Y/ABsBadmc1ws/s1600/Bertrand3.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 106px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598918384617403378" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-JlE7dD_gdcI/TbNam0GGM_I/AAAAAAAAB9Y/ABsBadmc1ws/s320/Bertrand3.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jf-5HdNAzsI/TbNamrf598I/AAAAAAAAB9Q/XahOspSajBg/s1600/Bertrand2.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 109px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598918382309734338" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-jf-5HdNAzsI/TbNamrf598I/AAAAAAAAB9Q/XahOspSajBg/s320/Bertrand2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-uWICmdK1xJ8/TbNamtViOtI/AAAAAAAAB9I/0snx2hLgOto/s1600/Bertrand1.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 104px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598918382803106514" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-uWICmdK1xJ8/TbNamtViOtI/AAAAAAAAB9I/0snx2hLgOto/s320/Bertrand1.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7827035033508275736?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7827035033508275736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7827035033508275736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7827035033508275736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7827035033508275736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/04/ainda-o-dia-mundial-do-livro.html' title='Ainda o Dia Mundial do Livro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-LdPOvtYQR5E/Tbft3jODDRI/AAAAAAAAB9g/HMc8JZEXHoA/s72-c/DiaMundialdoLivro2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3436657758272204316</id><published>2011-04-23T23:02:00.002+01:00</published><updated>2011-04-23T23:06:41.779+01:00</updated><title type='text'>Dia Mundial do Livro</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Uma sugestão televisiva. Uma homenagem aos (grandes) livros. Clicar na imagem para aceder ao vídeo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasVida/2011/4/nos-e-os-classicos-estreia-sabado-na-sic-noticias-as-16h30-e-repete-as-20h3021-04-2011-202739.htm?wbc_purpose=basi154241113232"&gt;&lt;img style="WIDTH: 222px; HEIGHT: 160px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5598903685746887218" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-hwqix4LUbvM/TbNNPOiRijI/AAAAAAAAB9A/TSy_Al7VvLw/s320/cl%25C3%25A1ssicos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3436657758272204316?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3436657758272204316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3436657758272204316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3436657758272204316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3436657758272204316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/04/dia-mundial-do-livro.html' title='Dia Mundial do Livro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hwqix4LUbvM/TbNNPOiRijI/AAAAAAAAB9A/TSy_Al7VvLw/s72-c/cl%25C3%25A1ssicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6328043532273949160</id><published>2011-04-18T21:53:00.002+01:00</published><updated>2011-04-18T21:59:57.997+01:00</updated><title type='text'>LeV- Literatura em Viagem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Clique na imagem para aceder a mais informação sobre o LeV, em Matosinhos:&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=0QodUKFNB90&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5597030394554310274" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-PzQ677cZof4/TaylfVB5XoI/AAAAAAAAB84/UDBdQW55zMA/s320/LeV.png" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6328043532273949160?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6328043532273949160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6328043532273949160' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6328043532273949160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6328043532273949160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/04/lev-literatura-em-viagem.html' title='LeV- Literatura em Viagem'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PzQ677cZof4/TaylfVB5XoI/AAAAAAAAB84/UDBdQW55zMA/s72-c/LeV.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-505805048977906082</id><published>2011-04-09T19:06:00.001+01:00</published><updated>2011-04-09T19:09:06.316+01:00</updated><title type='text'>A felicidade - reflexão pessoal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esgueiramo-nos por entre os becos, abalroamos segundos e travamos uma guerra fria contra o próprio “eu”, na ânsia de tocar no âmago dessa luz que almejamos. Abraçamos o mundo, tornamo-nos invisíveis e damos passos de gigante na corrida desenfreada a uma felicidade que nos foge. Fazemos questão de a colocar no mais alto pedestal que tão facilmente nos escorre pelos dedos, nos abandona a alma para o mais feérico esconderijo. O que é que nos falta? Qual a mais clara concepção que lhe podemos dar? Nada mais relevante que a sua própria simplicidade: meros instantes roubados ao tempo que fazem com que balas de sorrisos nos trespassem o peito e nos permitam tocar no infinito, ínfimos retalhos de alma, pedaços de caminho, profecias de vida que nos movem, nos sustentam, nos ressuscitam. E desacredite-se aquele que se limita a si mesmo por qualquer condição exterior. Esqueça-se o papel de cada casa, de cada emprego, realidades que nos sufocam numa angústia alienante. Lembremo-nos que o olhar com que as encaramos é a base de toda a existência, o motor de euforia ou depressão profunda. O limite que traçamos como nosso é passível de toda e qualquer superação e os imensos instantes de felicidade que agarramos, sem cessar, permitem-nos rasgar pedaços de céu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Joana Nunes, nº6, 12º A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;(Enviado por Auxília Ramos)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-505805048977906082?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/505805048977906082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=505805048977906082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/505805048977906082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/505805048977906082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/04/felicidade-reflexao-pessoal.html' title='A felicidade - reflexão pessoal'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7733670810467599381</id><published>2011-04-03T18:27:00.003+01:00</published><updated>2011-04-03T18:27:44.591+01:00</updated><title type='text'>Ler - Abril</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Kj0GXgGEMrc/TZiuCP_drII/AAAAAAAAB8w/jc6Vjih0ZQ8/s1600/Ler-Abril.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5591410291056159874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Kj0GXgGEMrc/TZiuCP_drII/AAAAAAAAB8w/jc6Vjih0ZQ8/s320/Ler-Abril.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7733670810467599381?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7733670810467599381/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7733670810467599381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7733670810467599381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7733670810467599381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/04/ler-abril.html' title='Ler - Abril'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Kj0GXgGEMrc/TZiuCP_drII/AAAAAAAAB8w/jc6Vjih0ZQ8/s72-c/Ler-Abril.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4432386604919206703</id><published>2011-03-27T16:07:00.002+01:00</published><updated>2011-03-27T16:13:09.820+01:00</updated><title type='text'>Sem nome de guerra</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-psX3VAi3viw/TY9T7cMNY8I/AAAAAAAAB8o/gZOPTgx4mPc/s1600/FOTO_G%257E1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 210px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5588777943234864066" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-psX3VAi3viw/TY9T7cMNY8I/AAAAAAAAB8o/gZOPTgx4mPc/s320/FOTO_G%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje vejo as pessoas, na rua, vestidas em muralhas de pedras altas e impenetráveis. Seguem percursos, sozinhas ou em grupo, (e, desculpem-me a ironia, a diferença não há-de ser muita), o cerco posto, a vigia em sentinela, e o conforto da situação é tal que nem dão pelo peso da artilharia, ao pousar o pé no passeio e ao sorrir de leve num “até amanhã” que se lança de alívio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;É uma batalha sem campo próprio nem lugar. E, pior do que isso, é uma batalha invisível e sem nome de guerra. Se se combate é em nome do “Eu”, os aliados perdem força numa sociedade em que de cada um é exigido um individualismo extremo, um culturismo do espaço próprio e pessoal. Que se culpe o egoísmo que alimenta tudo isto e ensina que o “eu” vale sempre mais do que o “vós” (só tenho pena que se esqueça que no “vós” estamos “nós”). Que se culpe esta pressão de “ter de ser o melhor”, de entrar na faculdade, de arranjar emprego, um bom ordenado… A exclusividade torna-nos armas de combate, a abundância leva-nos à mais pura das infâncias. Hoje, vejo as bibliotecas tornarem-se em livros, as salas de estudo em carteiras… vejo a decadência das praças, dos largos, de todos os espaços públicos deitados ao abandono a que o individualismo incita. As pessoas fecham-se nos quartos, de tal modo que o que era das salas deixa de o ser, numa tentativa doentia de aperfeiçoar o espaço pessoal, próprio e fechado. Uma vénia ao “EU”, uma vénia ao “EU”. E pouco importa a Pátria ou a bandeira, pois esta guerra sem nome de guerra afecta o mundo sem darmos conta. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje vejo as pessoas, na rua, vestidas em muralhas de pedras altas e impenetráveis. Procuro um rasto de sangue que justifique tudo isto, uma espada caída por alguém que perdeu o disfarce, procuro rastos de um Iraque e de um campo de batalha. Depois penso: a sociedade está doente e esta é a guerra da modernidade, de seu nome: COMPETIÇÃO. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Teresa Stingl, 12ºAno&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-4432386604919206703?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/4432386604919206703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=4432386604919206703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4432386604919206703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4432386604919206703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/03/sem-nome-de-guerra.html' title='Sem nome de guerra'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-psX3VAi3viw/TY9T7cMNY8I/AAAAAAAAB8o/gZOPTgx4mPc/s72-c/FOTO_G%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6571805154491986537</id><published>2011-03-21T21:27:00.001Z</published><updated>2011-03-21T21:29:51.047Z</updated><title type='text'>Dia Mundial da Poesia</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Sobre um Poema&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Um poema cresce inseguramente&lt;br /&gt;na confusão da carne,&lt;br /&gt;sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,&lt;br /&gt;talvez como sangue&lt;br /&gt;ou sombra de sangue pelos canais do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência&lt;br /&gt;ou os bagos de uva de onde nascem&lt;br /&gt;as raízes minúsculas do sol.&lt;br /&gt;Fora, os corpos genuínos e inalteráveis&lt;br /&gt;do nosso amor,&lt;br /&gt;os rios, a grande paz exterior das coisas,&lt;br /&gt;as folhas dormindo o silêncio,&lt;br /&gt;as sementes à beira do vento,&lt;br /&gt;- a hora teatral da posse.&lt;br /&gt;E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E já nenhum poder destrói o poema.&lt;br /&gt;Insustentável, único,&lt;br /&gt;invade as órbitas, a face amorfa das paredes,&lt;br /&gt;a miséria dos minutos,&lt;br /&gt;a força sustida das coisas,&lt;br /&gt;a redonda e livre harmonia do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em baixo o instrumento perplexo ignora&lt;br /&gt;a espinha do mistério.&lt;br /&gt;- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Herberto Helder&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Coisas, Pequenas Coisas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fazer das coisas fracas um poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma árvore está quieta,&lt;br /&gt;murcha, desprezada.&lt;br /&gt;Mas se o poeta a levanta pelos cabelos&lt;br /&gt;e lhe sopra os dedos,&lt;br /&gt;ela volta a empertigar-se, renovada.&lt;br /&gt;E tu, que não sabias o segredo,&lt;br /&gt;perdes a vaidade.&lt;br /&gt;Fora de ti há o mundo&lt;br /&gt;e nele há tudo&lt;br /&gt;que em ti não cabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homem, até o barro tem poesia!&lt;br /&gt;Olha as coisas com humildade.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Fernando Namora, in "Mar de Sargaços”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Do Poema &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O problema não é&lt;br /&gt;meter o mundo no poema; alimentá-lo&lt;br /&gt;de luz, planetas, vegetação. Nem&lt;br /&gt;tão-pouco&lt;br /&gt;enriquecê-lo, ornamentá-lo&lt;br /&gt;com palavras delicadas, abertas&lt;br /&gt;ao amor e à morte, ao sol, ao vício,&lt;br /&gt;aos corpos nus dos amantes —&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o problema é torná-lo habitável, indispensável&lt;br /&gt;a quem seja mais pobre, a quem esteja&lt;br /&gt;mais só&lt;br /&gt;do que as palavras&lt;br /&gt;acompanhadas&lt;br /&gt;no poema.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Casimiro de Brito, in "Canto Adolescente”&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6571805154491986537?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6571805154491986537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6571805154491986537' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6571805154491986537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6571805154491986537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/03/dia-mundial-da-poesia.html' title='Dia Mundial da Poesia'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-8960393785089933660</id><published>2011-03-17T21:18:00.003Z</published><updated>2011-03-17T21:23:13.774Z</updated><title type='text'>João Manuel Ribeiro apresenta livro no CLF</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GgshggYsR1k/TYJ7WjwvKHI/AAAAAAAAB8g/wuMQptYdKbE/s1600/detalhe_livro.asp.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 180px; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585162115379832946" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-GgshggYsR1k/TYJ7WjwvKHI/AAAAAAAAB8g/wuMQptYdKbE/s320/detalhe_livro.asp.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1tIPGV2GWF8/TYJ7WQeZl_I/AAAAAAAAB8Y/xh-6LobuiOk/s1600/2011-03-02_14.38.11.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 281px; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585162110202648562" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1tIPGV2GWF8/TYJ7WQeZl_I/AAAAAAAAB8Y/xh-6LobuiOk/s320/2011-03-02_14.38.11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xgEGc2dTH24/TYJ7WDtvZVI/AAAAAAAAB8Q/Wu0Rl-vf97o/s1600/2011-03-02_14.37.16.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 220px; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585162106777331026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-xgEGc2dTH24/TYJ7WDtvZVI/AAAAAAAAB8Q/Wu0Rl-vf97o/s320/2011-03-02_14.37.16.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yaocWEvzmpg/TYJ7VmRciII/AAAAAAAAB8I/kbidp7KUkKY/s1600/2011-03-02_14.36.54.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 240px; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585162098874026114" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-yaocWEvzmpg/TYJ7VmRciII/AAAAAAAAB8I/kbidp7KUkKY/s320/2011-03-02_14.36.54.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No dia 2 de Março, os alunos do 1º e do 2º anos do 1º ciclo receberam o escritor João Manuel Ribeiro e a ilustradora Sónia Borges, que vieram apresentar o seu novo livro “Senhor Ato, o camaleão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conversa com o escritor e com a ilustradora foi muito animada e os alunos adoraram ouvir a história do Senhor Camaleão e a “brincadeira” feita pelo escritor à volta do novo Acordo Ortográfico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Isabel Maia &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-8960393785089933660?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/8960393785089933660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=8960393785089933660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8960393785089933660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8960393785089933660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/03/joao-manuel-ribeiro-apresenta-livro-no.html' title='João Manuel Ribeiro apresenta livro no CLF'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GgshggYsR1k/TYJ7WjwvKHI/AAAAAAAAB8g/wuMQptYdKbE/s72-c/detalhe_livro.asp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-516908598252140954</id><published>2011-03-14T19:16:00.002Z</published><updated>2011-03-14T19:34:38.115Z</updated><title type='text'>Sobre a actualidade de Eça de Queiroz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A VIDA DOS LIVROS&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De 14 a 20 de Março de 2011&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(Texto retirado da página do Centro Nacional de Cultura)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AJOmeAx6fWw/TX5tna6I5OI/AAAAAAAAB8A/L7eb64IF0_8/s1600/E%25C3%25A7a_e_personagens.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 266px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5584021111991493858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-AJOmeAx6fWw/TX5tna6I5OI/AAAAAAAAB8A/L7eb64IF0_8/s320/E%25C3%25A7a_e_personagens.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;José Maria Eça de Queirós (1845-1900) mantém-se presente nos tempos que correm. A palavra presente substitui actual, para que não haja simplificações abusivas. Não se trata, porém, de dizer que tudo se manteve inalterável (com Dâmaso Salcede ou Tomás de Alencar ao virar da esquina) e que a actualidade se mantém tal e qual. Houve mudanças significativas no país, mas há elementos duráveis na análise do autor de “Os Maias” (1888) ou de “O Conde de Abranhos” (1925). Eça desenha uma sociedade em transição, assente nos empregos públicos e nos favores do Estado. É o naturalismo em acção, aqui ou ali polvilhado por um humor fino que procura representar uma sociedade distante e periférica, relativamente aos grandes centros. E quando hoje assistimos à crise da dívida pública soberana, vêm à baila as conversas do banqueiro Cohen relativamente ao dinheiro e aos seus enredos… &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;DESENTRANHAR O PORTUGAL QUE ESPERA…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eduardo Lourenço afirmou que “não é susceptível de discussão o amor (e o fervor) com que a Geração de 70 tentou desentranhar do Portugal quotidiano, mesquinho e decepcionante, um outro, sob ele soterrado, à espera de irromper à luz do sol” (“Labirinto da Saudade, ed. 2000, p. 93). Ora, ao lermos Eça de Queirós, impõe-se a pergunta – o que se mantém actual na sua obra? E que país existe por «desentranhar», ao abrigo desse «criticismo patriótico», em que Eduardo Lourenço vem insistindo, como voz clamando no deserto. Não podemos cair na conclusão fácil de que o país é o mesmo ou radicalmente diferente. Qualquer simplificação será sempre caricatural. De facto, Portugal é diferente hoje do que era no final do século XIX. Mas, quando lemos os principais intelectuais e críticos desse tempo assaltam-nos as semelhanças, que têm de ser vistas com as cautelosas distâncias. A chamada Geração de 1870 obriga, porém, a uma especial correcção crítica: de facto, estamos perante analistas de raríssimo talento, com uma inteligência de indiscutível evidência, que souberam colocar-se no lugar da intelectualidade europeia mais avançada e lúcida do seu tempo. A perspectiva crítica deu-lhes uma distância que hoje permite compreendermos melhor o que disseram, concedendo essa reserva uma curiosíssima garantia de actualidade. Se virmos bem, Antero, Oliveira Martins e Eça de Queirós não são portugueses comuns do seu tempo. Viram mais longe e largo, e é isso mesmo que lhes permitiu alcançar um especial sentido de pertinência presente, que nos leva à ilusão de julgar que o país é o mesmo, sem o ser exactamente. No entanto, temos a nítida sensação de encontrar nesses argutos textos algo de familiar ou próximo. E isso não acontece por acaso. De facto, há diferenças e coincidências na sociedade. O país rural não existe já, a distância enorme entre a cidade e as serras reduziu-se, o atraso social endémico mudou de natureza, os dualismos profundos, se se mantêm, tornaram-se diferentes, e as desigualdades que persistem reportam-se a termos de comparação que se transformaram muito. Ainda por cima, não podemos esquecer que as referências queirosianas se enraizaram bastante no mundo português letrado e culto (ou por leitura ou por reminiscência). É difícil de encontrar o Conselheiro Acácio, mas o seu espírito e os seus óculos fumados persistem onde menos se espera. O mesmo se diga de Eusebiozinho, de Palma Cavalão, de Gouvarinho, de Dâmaso ou de Alencar – mas sobretudo de João da Ega, de Carlos da Maia, de Zé Fernandes, de Jacinto, de Gonçalo Mendes Ramires ou de Fradique e do inefável Pacheco. Os ecos dos quadros queirosianos chegam-nos ainda hoje como as análises cortantes das “Histórias” de Oliveira Martins, sendo “Os Maias” a genial tradução romanesca do “Portugal Contemporâneo”. E diga-se que, se alguns criticam a dispersão de personagens e de temas na saga de Eça, a verdade é que essa é uma riqueza da obra que magistralmente contribuiu para o repositório de personagens representado caricaturalmente por João Abel Manta.&lt;br /&gt;A MATÉRIA-PRIMA DE EÇA&lt;br /&gt;Apesar das distâncias, o certo é que há algo na matéria-prima utilizada por Eça que permanece e que mantém actualidade: a ciclotimia portuguesa, o peso do Estado omnipresente com o seu funcionalismo (o “comunismo burocrático”) e a dependência do exterior. Quanto à ciclotimia, eis-nos a oscilar entre a invocação das glórias passadas com um orgulho histórico, tantas vezes desajustado, e a consideração da mediocridade contemporânea (que não é pior nem melhor que a de muitos dos nossos vizinhos, mas que se torna mais evidente quando se insere na tal oscilação entre a glória e a decadência). A verdade é que essa alternância entre nos considerarmos os melhores e os piores do mundo agrava as comparações e as ilusões – o que leva à ambiguidade essencial de “A Ilustre Casa de Ramires” – ainda tão incompreendido… Já quanto ao peso do Estado, devemos referir que o nosso centralismo ancestral resulta da precedência do Estado relativamente à nação, com a inevitável concentração de poderes e o inexorável formalismo destituído de responsabilidade prática. É essa rígida centralização de poderes do Estado que leva à dependência relativamente à Arcada e S. Bento, que tão nitidamente se encontra na análise de Eça, desde Artur Curvelo até ao Conde de Abranhos – e que se prolonga até aos nossos dias no nosso Estado. Essa lógica de dependência, com sequente dificuldade de mobilização dos cidadãos e dos poderes locais (para além do caciquismo) liga-se a outra dependência que a vida económica (sobretudo num tempo de globalização) revela e que tem a ver com as vicissitudes do endividamento. Se recordarmos o jantar do Hotel Central em «Os Maias», depressa compreenderemos que aquilo que preocupa aqueles convivas é, a um tempo, a evolução da mentalidade literária e das escolas de pensamento, tema muito sentido pelo próprio autor (representado, de algum modo, por um alter ego, «sui generis» e complexo, que começa em João da Ega, mas que não existe só, uma vez está vive em ligação com Carlos da Maia, como se se tratasse de um tandem), bem como as repercussões da incerteza financeira e económica, em razão da significativa dependência de Portugal relativamente à economia europeia, em especial através do crédito, já que a história portuguesa oitocentista se confundiu amiúde com a dívida pública e as crises bancárias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O JANTAR DO HOTEL CENTRAL&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;«O Cohen colocou uma pitada de sal à beira do prato, e respondeu, com autoridade, que o empréstimo tinha de se realizar ‘absolutamente’. Os empréstimos em Portugal constituíam hoje uma das fontes de receita, tão regular, tão indispensável, tão sabida como o imposto. Lembramo-nos bem da passagem. E depois: « – A bancarrota é tão certa, as coisas estão tão dispostas para ela – continuava Cohen – que seria mais fácil a qualquer, em dois ou três anos, fazer falir o país»… Isto, enquanto Ega e, surpreendentemente, Alencar, sonhavam com uma revolução. A história económica portuguesa do século XIX foi longamente dominada pelas crises bancárias (1827, 1846, 1876 e 1891) e pela evolução da dívida pública. As guerras civis contribuíram para essa instabilidade até 1851. Já em 1876 tudo se concentrou na bolha especulativa gerada pela proliferação de entidades bancárias; enquanto em 1891 foi a bancarrota argentina que quebrou a casa Baring de Londres, ligando-se à redução da remessa dos emigrantes do Brasil por causa do fim da escravatura e da implantação da República. E a dívida pública explodiu. Assim, a profecia de Cohen cumpriu-se, houve o convénio dos credores externos de 1902 (com o empréstimo de 99 anos, ao juro de 3 por cento) e um longo purgatório português nos mercados financeiros. Entende-se que a pergunta sobre a actualidade de Eça obriga não a ressuscitar Abranhos ou Dâmaso, mas a desentranhá-los… O que reclama, antes de tudo, exigência crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guilherme d'Oliveira Martins &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Enviado por Isabel Moreno)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-516908598252140954?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/516908598252140954/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=516908598252140954' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/516908598252140954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/516908598252140954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/03/sobre-actualidade-de-eca-de-queiroz.html' title='Sobre a actualidade de Eça de Queiroz'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-AJOmeAx6fWw/TX5tna6I5OI/AAAAAAAAB8A/L7eb64IF0_8/s72-c/E%25C3%25A7a_e_personagens.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3797431801401265884</id><published>2011-03-13T18:32:00.002Z</published><updated>2011-03-13T18:40:31.361Z</updated><title type='text'>Livros do mês - Março</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Leituras desen&lt;strong&gt;RASCA&lt;/strong&gt;das...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-NClNIqJa9i0/TX0N7ArP1BI/AAAAAAAAB74/ANjzCA4QvA0/s1600/Livros_mar3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 124px; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583634420454118418" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-NClNIqJa9i0/TX0N7ArP1BI/AAAAAAAAB74/ANjzCA4QvA0/s320/Livros_mar3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oaKIo4h3DV0/TX0N68W7G7I/AAAAAAAAB7w/SkyP0ummuBs/s1600/Livros_mar2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 136px; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583634419295132594" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-oaKIo4h3DV0/TX0N68W7G7I/AAAAAAAAB7w/SkyP0ummuBs/s320/Livros_mar2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zL7XG0OVtiw/TX0N6xRs16I/AAAAAAAAB7o/JZOGTZTA3jA/s1600/Livros_mar1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 143px; HEIGHT: 204px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5583634416320436130" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-zL7XG0OVtiw/TX0N6xRs16I/AAAAAAAAB7o/JZOGTZTA3jA/s320/Livros_mar1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3797431801401265884?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3797431801401265884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3797431801401265884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3797431801401265884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3797431801401265884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/03/livros-do-mes-marco.html' title='Livros do mês - Março'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-NClNIqJa9i0/TX0N7ArP1BI/AAAAAAAAB74/ANjzCA4QvA0/s72-c/Livros_mar3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3389278446401156522</id><published>2011-03-03T19:20:00.002Z</published><updated>2011-03-03T19:21:02.707Z</updated><title type='text'>"Ler" - número especial</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FYWiWZ10QYw/TW_qBrktBjI/AAAAAAAAB7g/smFrbIy90QU/s1600/LEr_Mar%25C3%25A7o.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579935777932772914" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-FYWiWZ10QYw/TW_qBrktBjI/AAAAAAAAB7g/smFrbIy90QU/s320/LEr_Mar%25C3%25A7o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3389278446401156522?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3389278446401156522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3389278446401156522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3389278446401156522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3389278446401156522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/03/ler-numero-especial.html' title='&quot;Ler&quot; - número especial'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FYWiWZ10QYw/TW_qBrktBjI/AAAAAAAAB7g/smFrbIy90QU/s72-c/LEr_Mar%25C3%25A7o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-9159916182062976840</id><published>2011-03-02T10:47:00.002Z</published><updated>2011-03-02T10:51:02.520Z</updated><title type='text'>Prémio Correntes d'Escrita para Pedro Tamen</title><content type='html'>&lt;div&gt;Via &lt;a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/entrega-do-premio-literario-correntes-descritas-a-pedro-tamen-2/http://"&gt;Bibliotecário de Babel:&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&amp;amp;v=VSJKKVCgQhE"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5579433218371570578" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-RO1I8b4XfmY/TW4g83UNS5I/AAAAAAAAB7Y/lpFMuWGwJ3c/s320/Pedro%2BTamen.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-9159916182062976840?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/9159916182062976840/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=9159916182062976840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9159916182062976840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9159916182062976840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/03/premio-correntes-descrita-para-pedro.html' title='Prémio Correntes d&apos;Escrita para Pedro Tamen'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RO1I8b4XfmY/TW4g83UNS5I/AAAAAAAAB7Y/lpFMuWGwJ3c/s72-c/Pedro%2BTamen.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4932111688945825795</id><published>2011-02-28T21:24:00.004Z</published><updated>2011-02-28T21:29:47.898Z</updated><title type='text'>Ainda Moacyr...</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Os livros&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b4yZytRUDLE/TWwS9_RwHhI/AAAAAAAAB64/qog36MrRfG0/s1600/Moacyr1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 133px; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578854894572412434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-b4yZytRUDLE/TWwS9_RwHhI/AAAAAAAAB64/qog36MrRfG0/s320/Moacyr1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2XEh8swW3u0/TWwS9202B4I/AAAAAAAAB7A/LmMrOy6wy2M/s1600/Moacyr2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 138px; HEIGHT: 186px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578854892303681410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-2XEh8swW3u0/TWwS9202B4I/AAAAAAAAB7A/LmMrOy6wy2M/s320/Moacyr2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--WbKBWWa65k/TWwS-A-X2PI/AAAAAAAAB7I/hOkpEsqI2m4/s1600/Moacyr3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 136px; HEIGHT: 187px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578854895028001010" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/--WbKBWWa65k/TWwS-A-X2PI/AAAAAAAAB7I/hOkpEsqI2m4/s320/Moacyr3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E a página oficial do escritor (clicar na imagem para aceder):&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.scliar.org/moacyr/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 113px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578855366298211522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Bd5hYp-wRyA/TWwTZcl8lMI/AAAAAAAAB7Q/4vrirppOBos/s320/Moacyr.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-4932111688945825795?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/4932111688945825795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=4932111688945825795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4932111688945825795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4932111688945825795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/02/ainda-moacyr.html' title='Ainda Moacyr...'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-b4yZytRUDLE/TWwS9_RwHhI/AAAAAAAAB64/qog36MrRfG0/s72-c/Moacyr1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5171887871403079593</id><published>2011-02-28T00:49:00.001Z</published><updated>2011-02-28T00:51:48.705Z</updated><title type='text'>Moacyr Scliar</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VVgkNYPrNRg/TWrxcQiuJxI/AAAAAAAAB6w/ibXf_G3cuWM/s1600/Moacyr.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 184px; HEIGHT: 184px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5578536556231010066" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-VVgkNYPrNRg/TWrxcQiuJxI/AAAAAAAAB6w/ibXf_G3cuWM/s320/Moacyr.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A notícia é do &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre, a 23 de Março de 1937, e, apesar da sua formação em medicina, deixa um legado de mais de 70 livros. Em 2003 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. O escritor foi galardoado três vezes com o prémio Jabuti, em 1988, em 1993 e em 2009. Em 1989 recebeu o prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte e, nesse mesmo ano, a distinção da Casa de las Americas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Fevereiro de 2009, Moacyr Scliar esteve em Portugal para participar no Correntes d'Escritas, o encontro literário da Póvoa de Varzim onde se cruzam vários sotaques e línguas e cuja edição de 2011 terminou precisamente ontem. João Paulo Cuenca, que está em Portugal a lançar o seu último romance e esteve a participar este sábado no encontro de escritores de expressão ibérica esteve com Moacyr Scliar há pouco tempo. Os dois participaram num festival literário em Minas Gerais e estiveram juntos numa mesa com um moderador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiquei impressionado, como é que um escritor com dezenas de livros publicados, ele dizia que eram 80, continuava com tanta vitalidade a escrever, a publicar e participar de debates e mesas com a paciência e com a generosidade que ele tinha com novatos como eu", disse ao PÚBLICO o escritor carioca. Nessa altura os dois jantaram juntos e ficaram amigos. "Moacyr parecia muito mais saudável do que eu mesmo, por isso é chocante ele ter morrido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banana de Porto Alegre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No encontro da Póvoa de 2009 Scliar, também autor de “A mulher que escreveu a Bíblia” (ed. Livros de Seda), contou que o seu pai emigrou para um país desconhecido quando tinha dez anos. Saiu da Rússia no período da guerra civil que se seguiu a 1917, meteu-se num navio em direcção ao Brasil, atravessou o oceano e foi parar ao Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fazia a mínima ideia do que o esperava. Chegou a um país completamente desconhecido mas isso não o impedia de ver o Brasil como uma coisa maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhava com o clima ameno, com um país de gente amável e com as frutas. Nunca tinha visto um abacaxi, nunca tinha visto uma manga, nunca tinha visto uma banana. E foi apresentado a uma banana, exactamente no dia em que chegou a Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando embarcou, o pai de Moacyr já era “um menino magrinho”. No barco passou fome, ficou um esqueleto. E quando finalmente o navio atracou na cidade, desembarcou. A população inteira de Porto Alegre estava no cais à espera do barco que trazia os europeus e um gaúcho percebeu que o pai de Moacyr tinha fome e ofereceu-lhe uma banana. “O meu pai imaginou que era uma coisa para comer. Mas não tinha sido treinado para comer banana e, como não falava português, ficou com perplexidade a mexer na banana”, disse o também médico Moacyr Scliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriu então que a banana se descascava, tal como a laranja. Imaginou que seria igual e que teria também casca e caroços. “Ao descascar a banana apareceu uma coisa que ele pensou que era o caroço da banana. E jogou fora o caroço. Comeu a casca de banana até ao fim para surpresa do gaúcho”, continuou o escritor a quem até morrer, já depois dos 80 anos, o pai disse sempre: “Casca de banana não é tão ruim como a gente pensa”. Para Moacyr Scliar, o escritor é “o emigrante que vê a banana e que come a casca” e a tarefa da literatura é “transformar o desconhecido em magia”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5171887871403079593?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5171887871403079593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5171887871403079593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5171887871403079593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5171887871403079593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/02/moacyr-scliar.html' title='Moacyr Scliar'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-VVgkNYPrNRg/TWrxcQiuJxI/AAAAAAAAB6w/ibXf_G3cuWM/s72-c/Moacyr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5176634812194292095</id><published>2011-02-09T10:53:00.004Z</published><updated>2011-02-09T10:59:11.808Z</updated><title type='text'>XII Edição Correntes d' Escrita</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TVJyS3waNoI/AAAAAAAAB6k/Mfg63S8P90Y/s1600/correntes.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571641357540931202" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TVJyS3waNoI/AAAAAAAAB6k/Mfg63S8P90Y/s320/correntes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;De 23 a 26 de Fevereiro.  Póvoa de Varzim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eis o Programa:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Dia 23&lt;/strong&gt; (quarta)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h00 – 1.ª MESA: «Falta futuro a quem tem no presente as ambições/passadas»&lt;br /&gt;- Aida Gomes&lt;br /&gt;- Almeida Faria&lt;br /&gt;- Eduardo Lourenço&lt;br /&gt;- Fernando Pinto do Amaral&lt;br /&gt;- Maria Teresa Horta&lt;br /&gt;- Ricardo Menéndez Salmón&lt;br /&gt;Moderador: José Carlos de Vasconcelos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 24&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;10h30 2.ª MESA: «Eu começo depois da escrita»&lt;br /&gt;- Ignacio del Valle&lt;br /&gt;- João Paulo Cuenca&lt;br /&gt;- Júlio Conrado&lt;br /&gt;- Karla Suarez&lt;br /&gt;- Maria João Martins&lt;br /&gt;- Miguel Miranda&lt;br /&gt;Moderador: Carlos Vaz Marques&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15h00 3.ª MESA: «A minha arte é uma espécie de pacto»&lt;br /&gt;- David Toscana&lt;br /&gt;- Juva Batella&lt;br /&gt;- Luís Represas&lt;br /&gt;- Manuel Jorge Marmelo&lt;br /&gt;- Mário Lúcio Sousa&lt;br /&gt;- Ricardo Romero&lt;br /&gt;Moderador: Rui Zink&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h30 4.ª MESA: «Nua de símbolos e alusões é a poesia»&lt;br /&gt;- Ana Luísa Amaral&lt;br /&gt;- Carmen Yáñez&lt;br /&gt;- Conceição Lima&lt;br /&gt;- Gastão Cruz&lt;br /&gt;- Ivo Machado&lt;br /&gt;- Uberto Stabile&lt;br /&gt;Moderador: Francisco José Viegas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 25&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10h30 5.ª MESA: «As palavras são apenas uma memória»&lt;br /&gt;- César Ibáñez París&lt;br /&gt;- Ignacio Martínez de Pisón&lt;br /&gt;- João Paulo Borges Coelho&lt;br /&gt;- Mário Zambujal&lt;br /&gt;- Nuno Júdice&lt;br /&gt;- Rui Zink&lt;br /&gt;Moderador: João Gobern&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15h00 6.ª MESA: «Espalho sobre a página a tinta do passado»&lt;br /&gt;- Alberto Torres Blandina&lt;br /&gt;- António Figueira&lt;br /&gt;- Francisco José Viegas&lt;br /&gt;- Inês Pedrosa&lt;br /&gt;- Maria Manuel Viana&lt;br /&gt;- Paulo Ferreira&lt;br /&gt;Moderador: José Mário Silva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17h30 7.ª MESA: «A obra que faço é minha»&lt;br /&gt;- Álvaro Magalhães&lt;br /&gt;- David Machado&lt;br /&gt;- Francisco Duarte Mangas&lt;br /&gt;- João Manuel Ribeiro&lt;br /&gt;- José Jorge Letria&lt;br /&gt;- Vergílio Alberto Vieira&lt;br /&gt;Moderador: Ivo Machado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dia 26&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;10h30 8.ª MESA: «Não há palavras exactas»&lt;br /&gt;- José Manuel Fajardo&lt;br /&gt;- Kirmen Uribe&lt;br /&gt;- Nuno Crato&lt;br /&gt;- Pedro Vieira&lt;br /&gt;- Raquel Ochoa&lt;br /&gt;- valter hugo mãe&lt;br /&gt;Moderador: Onésimo Teotónio Almeida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16h00 9.ª MESA: «Nada no mundo deve ser subestimado»&lt;br /&gt;- António Victorino d’Almeida&lt;br /&gt;- Luis Sepúlveda&lt;br /&gt;- Manuel Rui&lt;br /&gt;- Mário Delgado Aparaín&lt;br /&gt;- Onésimo Teotónio Almeida&lt;br /&gt;- Yvette K. Centeno&lt;br /&gt;Moderadora: Maria Flor Pedroso&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5176634812194292095?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5176634812194292095/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5176634812194292095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5176634812194292095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5176634812194292095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/02/xii-edicao-correntes-d-escrita-povoa-de.html' title='XII Edição Correntes d&apos; Escrita'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TVJyS3waNoI/AAAAAAAAB6k/Mfg63S8P90Y/s72-c/correntes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7221772005397979042</id><published>2011-02-08T01:07:00.002Z</published><updated>2011-02-08T01:08:06.183Z</updated><title type='text'>Ler - Fevereiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TVCXbrIa1sI/AAAAAAAAB6c/GjczLHKolBA/s1600/LER_FEvereiro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5571119240747603650" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TVCXbrIa1sI/AAAAAAAAB6c/GjczLHKolBA/s320/LER_FEvereiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7221772005397979042?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7221772005397979042/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7221772005397979042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7221772005397979042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7221772005397979042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/02/ler-fevereiro.html' title='Ler - Fevereiro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TVCXbrIa1sI/AAAAAAAAB6c/GjczLHKolBA/s72-c/LER_FEvereiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-462388960117686529</id><published>2011-02-02T21:23:00.003Z</published><updated>2011-02-02T21:26:50.726Z</updated><title type='text'>Ainda Sophia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Via "Horas Extraordinárias":&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;"Os Patos de Sophia"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"Este vai ser o ano de Sophia de Mello Breyner e as comemorações iniciaram-se com a entrega do seu espólio à Biblioteca Nacional. Os jornais divulgaram bastante o acontecimento e um deles revelou uma história genial que os filhos quiseram partilhar com os presentes na cerimónia e que também eu não resisto a partilhar com os leitores deste blogue. Ao que parece, terão dado um dia a Sophia dois patinhos amorosos, a que ela achou imensa graça – enquanto foram pequeninos, claro, porque entretanto cresceram e ela ficou sem saber o que fazer com eles. Como mulher pragmática que era, telefonou mesmo assim para o então presidente da Gulbenkian, Azeredo Perdigão, propondo-lhe a oferta dos ditos patos para os belíssimos jardins da Fundação. O senhor não terá achado o facto estranho, porque marcou um dia para a entrega, convidando inclusivamente a poetisa para almoçar com ele. Sophia compareceu na data e hora marcadas com os seus patos (que, claro, ficaram a fazer parte da fauna gulbenkiana a partir desse dia) e, durante o almoço, ficou muito surpreendida quando Azeredo Perdigão a presenteou com uma medalha, tendo indagado o porquê de tal distinção (pareceu-lhe que a oferta dos patos, por certo, não o justificava). Foi nesse momento que Azeredo Perdigão lhe explicou que era a primeira vez que alguém vinha dar alguma coisa à Gulbenkian, porque normalmente só vinham pedir..." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Maria do Rosário Pedreira&lt;/strong&gt;, no blogue &lt;strong&gt;&lt;a href="http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/"&gt;"Horas Extraordinárias"&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; (clicar para aceder)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-462388960117686529?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/462388960117686529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=462388960117686529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/462388960117686529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/462388960117686529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/02/ainda-sophia.html' title='Ainda Sophia...'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7875699346238626926</id><published>2011-01-30T22:36:00.003Z</published><updated>2011-01-30T22:48:24.283Z</updated><title type='text'>Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXpvn64JXI/AAAAAAAAB6I/N8N0ra0D3gw/s1600/Sophia3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 70px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568113518692541810" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXpvn64JXI/AAAAAAAAB6I/N8N0ra0D3gw/s320/Sophia3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXpvQizCeI/AAAAAAAAB6A/EhEui9p5glQ/s1600/Sophia2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 215px; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568113512417528290" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXpvQizCeI/AAAAAAAAB6A/EhEui9p5glQ/s320/Sophia2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXpv5aM-5I/AAAAAAAAB6Q/UzYRBL1Izmw/s1600/Sophia4.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 215px; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568113523387333522" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXpv5aM-5I/AAAAAAAAB6Q/UzYRBL1Izmw/s320/Sophia4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXptn6nyhI/AAAAAAAAB54/y3r4aZSduiw/s1600/Sophia1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 215px; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5568113484331731474" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXptn6nyhI/AAAAAAAAB54/y3r4aZSduiw/s320/Sophia1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner, promovido por iniciativa de Maria Andresen de Sousa Tavares, decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 27 e 28 de Janeiro, e reuniu um elenco notável de oradores – estudiosos, investigadores, ensaístas lusófonos e estrangeiros, poetas – em torno da poesia de Sophia. Sophia – nome predestinado, no dizer de Eduardo Lourenço, significa “uma sabedoria mais funda que o próprio saber”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O meu testemunho, enquanto participante, não pretende esgotar a apreciação de todas as intervenções, nem avaliar o conteúdo e o valor científico e académico das mesmas, mas, tão somente, partilhar o que mais me tocou na intensidade destes dois dias. Acima de tudo, pretendo assinalar que o grande número de participantes neste colóquio é um manifesto sinal de esperança para todos nós, portugueses. Num momento em que, cíclica e fatalmente, o país parece mergulhado numa “austera, apagada e vil tristeza”, a voz poética e ética de Sophia fala mais alto, mostrando a grandeza de uma língua e a capacidade transfiguradora e criadora da poesia. Essa manifestação de esperança foi reconhecida por Eduardo Lourenço que, num discurso emotivo e lúcido, encerrou esta notável homenagem à poesia de Sophia, que, segundo ele, aconteceu ainda “a tempo”.&lt;br /&gt;Partilho, então, convosco, os olhares e as leituras sobre/da palavra poética de Sophia, adoptando um critério assumidamente subjectivo, porque convergente com o meu modo de ler e interpretar Sophia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Richard Zenith&lt;/strong&gt;, um dos mais notáveis estudiosos da obra poética de Fernando Pessoa, parte do poema “Ressurgiremos” para afirmar que a poesia de Sophia é “assertivamente cristã”, revestida de um catolicismo inicial, que remonta ao seu sentido primitivo, porque nada preocupada com dogmas. No entanto, no mesmo poema, são claras as alusões aos deuses pagãos que estabelecem um certo dialogismo com o universo cristão: Delphos, homóloga pagã de Jerusalém? Lugar de ressureição que substitui a própria Jerusalém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;José Manuel Mendes&lt;/strong&gt;, representante da Associação Portuguesa de Escritores, referiu-se ao empenhamento de Sophia no ressurgir desta associação, em Julho de 1973, por ela considerada “lugar de encontro e de confronto”. O orador referiu-se ao empenhamento político-social da poetisa, à coexistência da ética e da poética e evocou uma série de considerações e palavras suas que reproduzo e que dispensam comentários: “É a poesia que me implica, que me faz ser no estar e me faz estar no ser. É a poesia que torna inteiro o meu estar na terra. E porque é a mais funda implicação do homem , no real, a poesia é necessariamente política – e fundamento da política.”; “Porque propõe ao homem a verdade e a inteireza do seu estar na terra toda a poesia é revolucionária.”; “Um provérbio Burundi diz: Uma palavra que está sempre na boca transforma-se em baba.”; “o poeta busca a relação verdadeira com os outros homens”, “a política não pode nunca programar a poesia”…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isabel Almeida&lt;/strong&gt;, Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, iniciou a sua comunicação intitulada “Sophia e Camões – se nenhum amor pode ser perdido”, partindo do pressuposto de que a poesia também se faz de poesia. Lembrando os poemas de Sophia que evocam a figura de Camões – “Gruta de Camões”, “Soneto à maneira de Camões”, “Camões e a tença” – a oradora recriou um singular diálogo entre os dois poetas que se estendeu à epopeia camoniana, reconhecendo que há na poesia de Sophia ecos de epopeia. Sublinhou que é em Macau, em 1977, aquando da Celebração do Dia de Camões, que Sophia, no seu discurso de participação, nos desvenda a sua descoberta de antiquíssimos ideais que ela partilha com o grande poeta. Ele é e será, então, o vate com quem aprende a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com &lt;strong&gt;António Tabucchi&lt;/strong&gt;, escritor italiano de Literatura Portuguesa na Universidade de Pisa, embarcámos numa viagem à Grécia – Delphos, Knossos – onde, segundo confessa, a evocação de Sophia não aconteceu logo à chegada, mas onde a geometria, o rigor e a ética dos lugares em tudo se assemelhavam à “elegância” que emanava da figura de Sophia. Curiosamente, o orador explica-nos que, ao viver a aventura atlântica, Portugal esqueceu a baía mediterrânica, onde se localizava a Grécia, lugar de exacta geometria. Para o orador, foi Sophia quem se lembrou da Grécia e foi aí que ela “descobriu” que o que acontecia ao seu país já tinha acontecido na Grécia – consciência de uma tragédia, da qual Salazar – Creonte – é figura central. Sophia percebera Portugal em Delphos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clara Rocha&lt;/strong&gt;, na qualidade de herdeira do espólio do pai, Miguel Torga, interpreta, de forma comovente e comovida, as vozes de Torga e Sofia que se elevam de excertos da correspondência entre ambos trocada, assinalando, sobretudo, o modo como um viu, no outro, o rosto da poesia. Nessa sua interpretação, atrever-me-ei a dizer, nessa sua narração dramática, a professora universitária, dirigindo-se a toda a plateia, mas com o olhar inequivocamente centrado em Maria Andresen, recordou vários episódios e circunstâncias que marcaram esta sólida relação dos dois poetas e amigos: a sintonia de uma poesia de inflexões pessoais, a valorização da dicção clara e rigorosa da palavra poética, a imprescindibilidade da figura do outro na formação da sua própria identidade, mas também a necessidade da obra de cada um na formação da identidade colectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir esta partilha, não poderia deixar de referir a “Mesa dos Poetas”, moderada por &lt;strong&gt;Miguel Sousa Tavares&lt;/strong&gt;, que também testemunhou o valor que a palavra poética dita tinha para Sophia, ao recordar um episódio da sua infância: a sua actuação de “diseur”, num sarau do colégio que frequentava, levou a mãe a abandonar a sala… Obviamente que esta íntima memória animou o auditório, mas destaco, do conjunto dos poetas que o rodeavam, as figuras de Nuno Júdice e Ana Luísa Amaral. O primeiro testemunhou que a sua especial atenção ao som da palavra e da sílaba poéticas a deve a Sophia. A segunda recorda que, na sua infância, no seu angustiado “exílio” no Porto, descobriu Sophia, nas páginas de “O Cavaleiro da Dinamarca”. O título do livro de Sophia prometia-lhe a aventura de um possível regresso ao seu espaço natal, resgatada por um cavaleiro que ela iria, certamente, encontrar à medida que a leitura do livro avançasse. Ficou, também, a promessa de Ana Luísa de me enviar o seu poético texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, deixo o convite para visitarem a exposição patente na Biblioteca Nacional até 30 de Abril e cuja apresentação está aqui: &lt;a href="http://www.bnportugal.pt/"&gt;http://www.bnportugal.pt/&lt;/a&gt; ou consultarem o número de Janeiro da Revista Colóquio/Letras em parte dedicada a Sophia de Mello Breyner Andresen.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Fica também a reportagem da SIC: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="360"&gt;&lt;param name="movie" value="http://sic.sapo.pt/online/flash/playerSIC2009.swf?urlvideo=http://videos.sapo.pt/R1TnAJKeukDV6KgoSSwj/mov/1&amp;amp;Link=http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasCultura/2011/1/espolio-de-sophia-de-mello-breyner-andresen-doado-a-biblioteca-nacional25-01-2011-22412.htm&amp;amp;ztag=/sicembed/info/&amp;amp;hash={A621461A-6FCD-4447-8395-331F8ECDD2B8}&amp;amp;embed=true&amp;amp;autoplay=false"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://sic.sapo.pt/online/flash/playerSIC2009.swf?urlvideo=http://videos.sapo.pt/R1TnAJKeukDV6KgoSSwj/mov/1&amp;Link=http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasCultura/2011/1/espolio-de-sophia-de-mello-breyner-andresen-doado-a-biblioteca-nacional25-01-2011-22412.htm&amp;ztag=/sicembed/info/&amp;hash={A621461A-6FCD-4447-8395-331F8ECDD2B8}&amp;embed=true&amp;autoplay=false" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="480" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Auxília Ramos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7875699346238626926?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7875699346238626926/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7875699346238626926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7875699346238626926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7875699346238626926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/01/coloquio-internacional-sophia-de-mello.html' title='Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TUXpvn64JXI/AAAAAAAAB6I/N8N0ra0D3gw/s72-c/Sophia3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-8096522527306324898</id><published>2011-01-17T23:16:00.003Z</published><updated>2011-01-17T23:19:58.639Z</updated><title type='text'>"La Cathédrale Engloutie"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TTTONf9lt1I/AAAAAAAAB5w/_tkgWNVtb7g/s1600/cath%25C3%25A9drale.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 290px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5563298171022849874" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TTTONf9lt1I/AAAAAAAAB5w/_tkgWNVtb7g/s320/cath%25C3%25A9drale.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Para ler com banda sonora (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=rfSBddhFvyA"&gt;aqui&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O silêncio é profundo, espesso e já ensurdecedor. O silêncio torna-se leve, pouco a pouco, e tudo o que nos parecia ensurdecedor se transforma. Aqui, os peixes são como murmúrios de tempos outrora felizes. Caminham entre os corais de mil cores esverdeadas, e entendo-lhes o sorriso de um mundo fascinante de calma aquática. Mais longe, no céu, uma espécie de grande pérola ilumina este ilusório abismo, e cresce, cresce. Na tona da água, um velho risonho, de remos enrugados, segue a sua viagem, sem destino concreto, sem qualquer outros sonhos a desejar, como se a vida já não lhe chegasse. Cerca com os olhos gastos de tantas tristezas do mundo os peixes e os seus sorrisos. Talvez pense que podia ser um deles, não um homem outrora feliz, mas um peixe agora feliz.&lt;br /&gt;O silêncio é profundo, espesso e já ensurdecedor. É leve, pouco a pouco. Os peixes caminham entre destroços de um lugar de murmúrios de tempos outrora felizes. Iluminam-se primeiro alguns pináculos, aparecendo do abismo, depois o pigmento de um mundo inteiro. A Catedral submersa! Toda a vida oceânica se enche de um manancial de abundância, numa explosão colorida de breves feixes de luz, um arco-íris desordenado e marítimo. A terra move-se, em torno, e cresce, cresce. Os rochedos rasgam-se, as plantas esvoaçam, os crustáceos rangem e as baleias embalam o ritmo. A agitação das águas afaga o barco do pequeno velho. Este, sem mais demoras, rema tanto quando pode como se adivinhasse o seu destino. Do seu bote avistam-se já esses pináculos, e toda a Catedral se ergue do mar, trazendo consigo a agitação aquática que a envolve. A Catedral Submersa regressa ao sítio onde outrora fora feliz. E o velho pára, olha em redor, sorri… e regressa aos tempos outrora felizes. E o velho pára, uma vez mais, e reconhece os tempos em que outrora fora feliz. Num breve segundo que ficou suspenso, a Catedral envolve-se no seu próprio canto e retorna ao mar como que sugada rapidamente. O velho risonho, entre as ondas, torna a si e tenta, num último esforço, remar. Para um homem de olhos gastos, as ondas são fortes rivais. E depois, num momento de lucidez, deixa-se ficar, permanece quieto. Pensa em tanto quanto pode, fecha os olhos e levanta-se. O mar engole tudo.&lt;br /&gt;Uns dias mais tarde o corpo dá à costa e ninguém dá pela sua falta.&lt;br /&gt;Os amigos haviam já sofrido o mesmo fim. O velho sozinho e risonho tornara-se o que desejara, um peixe feliz, como nunca fora, num lugar feliz, onde nunca estivera. “O mundo devia ser feliz” murmurou, lá do fundo.&lt;br /&gt;A Catedral não voltou a aparecer durante anos, talvez porque ninguém precisava dela, ou talvez porque ninguém podia abdicar das pessoas que sentem a nossa falta. De qualquer modo, quando a Catedral regressou, foi por tão pouco tempo, que apenas aqueles que se aperceberam da calma e da paz que ressoavam por esses dias repararam nela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Ana Luísa, 12E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;(Enviado por Auxília Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-8096522527306324898?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/8096522527306324898/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=8096522527306324898' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8096522527306324898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/8096522527306324898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/01/la-cathedrale-engloutie.html' title='&quot;La Cathédrale Engloutie&quot;'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TTTONf9lt1I/AAAAAAAAB5w/_tkgWNVtb7g/s72-c/cath%25C3%25A9drale.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7654440660130149674</id><published>2011-01-12T23:10:00.002Z</published><updated>2011-01-12T23:13:39.955Z</updated><title type='text'>Um cê a mais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Quando eu escrevo a palavra ação, por magia ou pirraça, o computador retira automaticamente o c na pretensão de me ensinar a nova grafia. De forma que, aos poucos, sem precisar de ajuda, eu próprio vou tirando as consoantes que, ao que parece, estavam a mais na língua portuguesa. Custa-me despedir-me daquelas letras que tanto fizeram por mim. São muitos anos de convívio. Lembro-me da forma discreta e silenciosa como todos estes cês e pês me acompanharam em tantos textos e livros desde a infância. Na primária, por vezes gritavam ofendidos na caneta vermelha da professora: não te esqueças de mim! Com o tempo, fui-me habituando à sua existência muda, como quem diz, sei que não falas, mas ainda bem que estás aí. E agora as palavras já nem parecem as mesmas. O que é ser proativo? Custa-me admitir que, de um dia para o outro, passei a trabalhar numa redação, que há espetadores nos espetáculos e alguns também nos frangos, que os atores atuam e que, ao segundo ato, eu ato os meus sapatos.&lt;br /&gt;Depois há os intrusos, sobretudo o erre, que tornou algumas palavras arrevesadas e arranhadas, como neorrealismo ou autorretrato. Caíram hifenes e entraram erres que andavam errantes. É uma união de facto, para não errar tenho a obrigação de os acolher como se fossem família. Em 'há de' há um divórcio, não vale a pena criar uma linha entre eles, porque já não se entendem. Em veem e leem, por uma questão de fraternidade, os és passaram a ser gémeos, nenhum usa chapéu. E os meses perderam importância e dignidade, não havia motivo para terem privilégios, janeiro, fevereiro, março são tão importantes como peixe, flor, avião. Não sei se estou a ser suscetível, mas sem p algumas palavras são uma autêntica deceção, mas por outro lado é ótimo que já não tenham.&lt;br /&gt;As palavras transformam-nos. Como um menino que muda de escola, sei que vou ter saudades, mas é tempo de crescer e encontrar novos amigos. Sei que tudo vai correr bem, espero que a ausência do cê não me faça perder a direção, nem me fracione, nem quero tropeçar em algum objeto abjeto. Porque, verdade seja dita, hoje em dia, não se pode ser atual nem atuante com um cê a atrapalhar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Manuel Halpern&lt;/strong&gt;, jornalista e crítico do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Jornal de Letras, Artes e Ideias &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Enviado por Auxília Ramos)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7654440660130149674?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7654440660130149674/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7654440660130149674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7654440660130149674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7654440660130149674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/01/um-ce-mais.html' title='Um cê a mais'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3110037444413302689</id><published>2011-01-08T12:01:00.002Z</published><updated>2011-01-08T12:05:07.340Z</updated><title type='text'>Receita de Ano Novo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=J7B0ZV7cFCA"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 194px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559784800233853730" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TShS0Z2OEyI/AAAAAAAAB5o/MAqBFmsSTro/s320/Receita%2Bde%2Bano%2Bnovo.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para você ganhar belíssimo Ano Novo&lt;br /&gt;cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,&lt;br /&gt;Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido&lt;br /&gt;(mal vivido talvez ou sem sentido)&lt;br /&gt;para você ganhar um ano&lt;br /&gt;não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,&lt;br /&gt;mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;&lt;br /&gt;novo&lt;br /&gt;até no coração das coisas menos percebidas&lt;br /&gt;(a começar pelo seu interior)&lt;br /&gt;novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,&lt;br /&gt;mas com ele se come, se passeia,&lt;br /&gt;se ama, se compreende, se trabalha,&lt;br /&gt;você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,&lt;br /&gt;não precisa expedir nem receber mensagens&lt;br /&gt;(planta recebe mensagens?&lt;br /&gt;passa telegramas?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa&lt;br /&gt;fazer lista de boas intenções&lt;br /&gt;para arquivá-las na gaveta.&lt;br /&gt;Não precisa chorar arrependido&lt;br /&gt;pelas besteiras consumidas&lt;br /&gt;nem parvamente acreditar&lt;br /&gt;que por decreto de esperança&lt;br /&gt;a partir de janeiro as coisas mudem&lt;br /&gt;e seja tudo claridade, recompensa,&lt;br /&gt;justiça entre os homens e as nações,&lt;br /&gt;liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,&lt;br /&gt;direitos respeitados, começando&lt;br /&gt;pelo direito augusto de viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ganhar um Ano Novo&lt;br /&gt;que mereça este nome,&lt;br /&gt;você, meu caro, tem de merecê-lo,&lt;br /&gt;tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,&lt;br /&gt;mas tente, experimente, consciente.&lt;br /&gt;É dentro de você que o Ano Novo&lt;br /&gt;cochila e espera desde sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;(Enviado por Hélder Moreira)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3110037444413302689?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3110037444413302689/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3110037444413302689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3110037444413302689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3110037444413302689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/01/receita-de-ano-novo.html' title='Receita de Ano Novo'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TShS0Z2OEyI/AAAAAAAAB5o/MAqBFmsSTro/s72-c/Receita%2Bde%2Bano%2Bnovo.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4398949442018784964</id><published>2011-01-05T21:23:00.002Z</published><updated>2011-01-05T21:24:19.122Z</updated><title type='text'>Ler - Janeiro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TSThevHzEOI/AAAAAAAAB5g/4BVKnX8EoBw/s1600/Ler-Janeiro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 222px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5558815758243533026" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TSThevHzEOI/AAAAAAAAB5g/4BVKnX8EoBw/s320/Ler-Janeiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-4398949442018784964?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/4398949442018784964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=4398949442018784964' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4398949442018784964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4398949442018784964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2011/01/ler-janeiro.html' title='Ler - Janeiro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TSThevHzEOI/AAAAAAAAB5g/4BVKnX8EoBw/s72-c/Ler-Janeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-138228721630129084</id><published>2010-12-25T23:51:00.003Z</published><updated>2010-12-26T00:09:00.385Z</updated><title type='text'>É Natal no mundo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRaHT-fKSHI/AAAAAAAAB5Y/g5kgc4n9Ixo/s1600/jo%25C3%25A3o%2Brodrigues.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 238px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554775967669045362" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRaHT-fKSHI/AAAAAAAAB5Y/g5kgc4n9Ixo/s320/jo%25C3%25A3o%2Brodrigues.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;(João Rodrigues, in &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.olhares.com/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;www.olhares.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Era uma tarde do fim de Novembro, já sem nenhum Outono.&lt;br /&gt;A cidade erguia as suas paredes de pedras escuras. O céu estava alto, desolado, cor de frio. Os homens caminhavam empurrando-se uns aos outros nos passeios. Os carros passavam depressa.&lt;br /&gt;Deviam ser quatro horas da tarde de um dia sem sol nem chuva.&lt;br /&gt;Havia muita gente na rua naquele dia. Eu caminhava no passeio, depressa. A certa altura encontrei-me atrás de um homem muito pobremente vestido que levava ao colo uma criança loira, uma daquelas crianças cuja beleza quase não se pode descrever. É a beleza de uma madrugada de Verão, a beleza de uma rosa, a beleza do orvalho, unidas à incrível beleza de uma inocência humana. Instintivamente o meu olhar ficou um momento preso na cara da criança.&lt;br /&gt;Mas o homem caminhava muito devagar e eu, levada pelo movimento da cidade, passei à sua frente. Mas ao passar voltei a cabeça para trás para ver mais uma vez a criança.&lt;br /&gt;Foi então que vi o homem. Imediatamente parei. Era um homem extraordinariamente belo, que devia ter trinta anos e em cujo rosto estavam inscritos a miséria, o abandono, a solidão. O seu fato, que tendo perdido a cor tinha ficado verde, deixava adivinhar um corpo comido pela fome. O cabelo era castanho-claro, apartado ao meio, ligeiramente comprido. A barba por cortar há muitos dias crescia em ponta. Estreitamente esculpida pela pobreza, a cara mostrava o belo desenho dos ossos. Mas mais belos do que tudo eram os olhos, os olhos claros, luminosos de solidão e de doçura. No próprio instante em que eu o vi, o homem levantou a cabeça para o céu.&lt;br /&gt;Como contar o seu gesto?&lt;br /&gt;Era um céu alto, sem resposta, cor de frio. O homem levantou a cabeça no gesto de alguém que, tendo ultrapassado um limite, já nada tem para dar e se volta para fora procurando uma resposta: A sua cara escorria sofrimento. A sua expressão era simultaneamente resignação, espanto e pergunta. Caminhava lentamente, muito lentamente, do lado de dentro do passeio, rente ao muro. Caminhava muito direito, como se todo o corpo estivesse erguido na pergunta. Com a cabeça levantada, olhava o céu. Mas o céu eram planícies e planícies de silêncio.&lt;br /&gt;Tudo isto se passou num momento e, por isso, eu, que me lembro nitidamente do fato do homem, da sua cara, do seu olhar e dos seus gestos, não consigo rever com clareza o que se passou dentro de mim. Foi como se tivesse ficado vazia olhando o homem.&lt;br /&gt;A multidão não parava de passar. Era o centro do centro da cidade. O homem estava sozinho, sozinho. Rios de gente -passavam sem o ver.&lt;br /&gt;Só eu tinha parado, mas inutilmente. O homem não me olhava. Quis fazer alguma coisa, mas não sabia o quê. Era como se a sua solidão estivesse para além de todos os meus gestos, como se ela o envolvesse e o separasse de mim e fosse tarde de mais para qualquer palavra e já nada tivesse remédio. Era como se eu tivesse as mãos atadas. Assim às vezes nos sonhos queremos agir e não podemos.&lt;br /&gt;O homem caminhava muito devagar. Eu estava parada no meio do passeio, contra o sentido da multidão.&lt;br /&gt;Sentia a cidade empurrar-me e separar-me do homem. Ninguém o via caminhando lentamente, tão lentamente, com a cabeça erguida e com uma criança nos braços rente ao muro de pedra fria.&lt;br /&gt;Agora eu penso no que podia ter feito. Era preciso ter decidido depressa. Mas eu tinha a alma e as mãos pesadas de indecisão. Não via bem. Só sabia hesitar e duvidar. Por isso estava ali parada, impotente, no meio do passeio. A cidade empurrava-me e um relógio bateu horas.&lt;br /&gt;Lembrei-me de que tinha alguém à minha espera e que estava atrasada. As pessoas que não viam o homem começavam a ver-me a mim. Era impossível continuar parada.&lt;br /&gt;_ Então, como o nadador que é apanhado numa corrente desiste de lutar e se deixa ir com a água, assim eu deixei de me opor ao movimento da cidade e me deixei levar pela onda de gente para longe do homem.&lt;br /&gt;Mas enquanto seguia no passeio rodeada de ombros e cabeças, a imagem do homem continuava suspensa nos meus olhos. E nasceu em mim a sensação confusa de que nele havia alguma coisa ou alguém que eu reconhecia.&lt;br /&gt;Rapidamente evoquei todos os lugares onde eu tinha vivido. Desenrolei para trás o filme do tempo. As imagens passaram oscilantes, um pouco trémulas e rápidas. Mas não encontrei nada. E tentei reunir e rever todas as memórias de quadros, de livros, de fotografias. Mas a imagem do homem continuava sozinha: a cabeça levantada que olhava o céu com uma expressão de infinita solidão, de abandono e de pergunta.&lt;br /&gt;E do fundo da memória, trazidas pela imagem, muito devagar, uma por uma, inconfundíveis, apareceram as palavras:&lt;br /&gt;- Pai, Pai, por que me abandonaste?&lt;br /&gt;Então compreendi por que é que o homem que eu deixara para trás não era um estranho. A sua imagem era exactamente igual à outra imagem que se formara no meu espírito quando eu li:&lt;br /&gt;- Pai, Pai, por que me abandonaste?&lt;br /&gt;Era aquela a posição da cabeça, era aquele o olhar, era aquele o sofrimento, era aquele o abandono, aquela a solidão.&lt;br /&gt;Para além da dureza e das traições dos homens, para além da agonia da carne, começa a prova do último suplício: o silêncio de Deus.&lt;br /&gt;E os céus parecem desertos e vazios sobre as cidades escuras.&lt;br /&gt;Voltei para trás. Subi contra a corrente o rio da multidão. Temi tê-lo perdido. Havia gente, 'gente, ombros, cabeças, ombros. Mas de repente vi-o.&lt;br /&gt;Tinha parado, mas continuava a segurar a criança e a olhar o céu.&lt;br /&gt;Corri, empurrando quase as pessoas. Estava já a dois passos dele. Mas nesse momento, exactamente, o homem caiu no chão. Da sua boca corria um rio de sangue e nos seus olhos havia ainda a mesma expressão de infinita paciência.&lt;br /&gt;A criança caíra com ele e chorava no meio do passeio, escondendo a cara na saia do seu vestido manchado de sangue.&lt;br /&gt;Então a multidão parou e formou um círculo à volta do homem. Ombros mais fortes do que os meus empurram-me para trás. Eu estava do lado de fora do círculo. Tentei atravessá-lo, mas não consegui. As pessoas apertadas umas contra as outras eram como um único corpo fechado. À minha frente estavam homens mais altos do que eu que me impediam de ver. Quis espreitar, pedi licença, tentei empurrar, mas ninguém me deixou passar. Ouvi lamenta&amp;shy;ções, ordens, apitos. Depois veio uma ambulância. Quando o círculo se abriu, o homem e a criança tinham desapareci&amp;shy;do.&lt;br /&gt;Então a multidão dispersou-se e eu fiquei no meio do passeio, caminhando para a frente, levada pelo movimento da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos anos passaram. O homem certamente morreu. Mas continua ao nosso lado. Pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sophia de Mello Breyner&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;in&lt;/em&gt; ”O Homem”, &lt;em&gt;Contos Exemplares&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-138228721630129084?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/138228721630129084/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=138228721630129084' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/138228721630129084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/138228721630129084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/e-natal-no-mundo.html' title='É Natal no mundo...'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRaHT-fKSHI/AAAAAAAAB5Y/g5kgc4n9Ixo/s72-c/jo%25C3%25A3o%2Brodrigues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6662255372971314029</id><published>2010-12-21T23:30:00.003Z</published><updated>2010-12-21T23:33:00.637Z</updated><title type='text'>A arte está na rua...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Au0a1H1KFAo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Au0a1H1KFAo&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6662255372971314029?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6662255372971314029/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6662255372971314029' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6662255372971314029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6662255372971314029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/arte-est.html' title='A arte está na rua...'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3496019265469262533</id><published>2010-12-21T22:33:00.009Z</published><updated>2010-12-21T23:01:14.053Z</updated><title type='text'>Cabaz de Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRExaXLqVjI/AAAAAAAAB5E/ZBjWyPi18LI/s1600/livros_dez14.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 143px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553274144493819442" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRExaXLqVjI/AAAAAAAAB5E/ZBjWyPi18LI/s320/livros_dez14.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRExZfNaHVI/AAAAAAAAB48/swgLdJbjt1g/s1600/livros_dez13.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 146px; HEIGHT: 201px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553274129468759378" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRExZfNaHVI/AAAAAAAAB48/swgLdJbjt1g/s320/livros_dez13.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRExZMcIlhI/AAAAAAAAB40/B_bTHTxHYpM/s1600/livros_dez12.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 142px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553274124430251538" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRExZMcIlhI/AAAAAAAAB40/B_bTHTxHYpM/s320/livros_dez12.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtHvBCLhI/AAAAAAAAB4c/z0X-6zecva0/s1600/livros_dez9.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 147px; HEIGHT: 215px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553269426427670034" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtHvBCLhI/AAAAAAAAB4c/z0X-6zecva0/s320/livros_dez9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtO3SNzTI/AAAAAAAAB4k/b2XOyQmyg-Y/s1600/livros_dez10.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 149px; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553269548906302770" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtO3SNzTI/AAAAAAAAB4k/b2XOyQmyg-Y/s320/livros_dez10.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtGL8P2ZI/AAAAAAAAB4M/rbX_59D2o7k/s1600/livros_dez7.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 220px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553269399832484242" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtGL8P2ZI/AAAAAAAAB4M/rbX_59D2o7k/s320/livros_dez7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtHFoWgzI/AAAAAAAAB4U/qp5R79POvKM/s1600/livros_dez8.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 149px; HEIGHT: 198px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553269415318291250" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtHFoWgzI/AAAAAAAAB4U/qp5R79POvKM/s320/livros_dez8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtFmKoNqI/AAAAAAAAB4E/w7Uc_uy-f9E/s1600/livros_dez6.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553269389692253858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtFmKoNqI/AAAAAAAAB4E/w7Uc_uy-f9E/s320/livros_dez6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtFXHtrjI/AAAAAAAAB38/Zt-gFubgPoI/s1600/livros_dez5.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 139px; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553269385653497394" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREtFXHtrjI/AAAAAAAAB38/Zt-gFubgPoI/s320/livros_dez5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErg0yBbVI/AAAAAAAAB30/fY1nawphBlg/s1600/livros_dez2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 144px; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553267658448792914" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErg0yBbVI/AAAAAAAAB30/fY1nawphBlg/s320/livros_dez2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErgWFx2DI/AAAAAAAAB3s/x0TSWZpzPRU/s1600/livros_dez1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 144px; HEIGHT: 212px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553267650210158642" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErgWFx2DI/AAAAAAAAB3s/x0TSWZpzPRU/s320/livros_dez1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErgEV75KI/AAAAAAAAB3k/wc-Kf-TpEzg/s1600/livros_dez.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 141px; HEIGHT: 211px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553267645446087842" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErgEV75KI/AAAAAAAAB3k/wc-Kf-TpEzg/s320/livros_dez.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErf3Z-Q_I/AAAAAAAAB3c/YkQXJsC3QoM/s1600/livros_dez4.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 138px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553267641973359602" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErf3Z-Q_I/AAAAAAAAB3c/YkQXJsC3QoM/s320/livros_dez4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErfO3ZqcI/AAAAAAAAB3U/S5V7Irlnock/s1600/livros_dez3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 144px; HEIGHT: 202px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553267631090936258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRErfO3ZqcI/AAAAAAAAB3U/S5V7Irlnock/s320/livros_dez3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREvZBALSgI/AAAAAAAAB4s/k8TXpT9tOBk/s1600/livros_dez_11.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 148px; HEIGHT: 201px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5553271922336942594" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TREvZBALSgI/AAAAAAAAB4s/k8TXpT9tOBk/s320/livros_dez_11.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3496019265469262533?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3496019265469262533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3496019265469262533' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3496019265469262533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3496019265469262533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/cabaz-de-natal.html' title='Cabaz de Natal'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TRExaXLqVjI/AAAAAAAAB5E/ZBjWyPi18LI/s72-c/livros_dez14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4892950574852919925</id><published>2010-12-14T23:38:00.002Z</published><updated>2010-12-14T23:39:19.253Z</updated><title type='text'>Livro do mês - Cabaz de Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQgAHpS7rEI/AAAAAAAAB3M/754nAa1FjEM/s1600/convite_sophia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550686672078482498" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQgAHpS7rEI/AAAAAAAAB3M/754nAa1FjEM/s320/convite_sophia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-4892950574852919925?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/4892950574852919925/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=4892950574852919925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4892950574852919925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/4892950574852919925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/livro-do-mes-cabaz-de-natal.html' title='Livro do mês - Cabaz de Natal'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQgAHpS7rEI/AAAAAAAAB3M/754nAa1FjEM/s72-c/convite_sophia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-578315272289142731</id><published>2010-12-14T19:45:00.006Z</published><updated>2011-01-12T23:10:40.754Z</updated><title type='text'>José e Pilar</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfJdacwBpI/AAAAAAAAB3E/PtOXe8-L-zY/s1600/jose%2Be%2Bpilar22.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 180px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550626572910724754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfJdacwBpI/AAAAAAAAB3E/PtOXe8-L-zY/s320/jose%2Be%2Bpilar22.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;No dia 30 de Novembro, às 15h, as turmas do 12º ano foram ao cinema Dolce Vita, onde teve lugar uma sessão que contou com a presença do realizador, com quem os alunos tiveram a possibilidade de dialogar e debater algumas questões. “A Viagem do Elefante”, o livro em que Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme, transportado desde a corte de D. João III à do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida para “José e Pilar”, o filme documentário de Miguel Gonçalves Mendes, que retrata a relação entre o Nobel José Saramago e Pilar del Río. O filme pareceu-nos, pois, um bom pretexto para os alunos conhecerem um pouco mais sobre o autor do romance “Memorial do Convento” (a estudar em aula), bem como o homem que tem uma visão muito particular sobre o mundo e que dela nos dá conta ao longo da sua produção literária.&lt;br /&gt;Deixamos alguns testemunhos desta experiência didáctica:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vejo-te velho, cansado, pregueado por rugas, curvado… vejo-te de óculos, sentado, pasmado, incomodado, observador, observado, com vontade de saber-te “quase homem” Saramago. Ouço o som da tua voz rouca, e o som dos significados que ela transporta. Sinto que o tempo é a montanha que nos espera no topo, e não nos dá o caminho de volta. Sinto que nos deixas apenas uma falta de espaço físico, um lugar chamado anti-lugar, como se a vida (que vida?) coubesse mesmo no pico da montanha da criança.&lt;br /&gt;Penso nisto: e é tudo a vontade de saber-te “quase homem”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Stingl, 12A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Talvez tudo o que chegue tarde, não chegue tão tarde como o amor. Mas Saramago soube esperar. Esperou até encontrar Pilar, a protagonista de toda a sua vida. A imagem de Saramago transmitida pela televisão, pelos jornais e revistas, não é de todo aquela que figura no filme “José e Pilar”, realizado por Miguel Gonçalves Mendes.&lt;br /&gt;José Saramago vestiu, na minha opinião, excessivas capas durante o seu “percurso humano”: a de comunista desgraçado, a de aparente recusa da própria nacionalidade ou até a de ateu em quem ninguém acreditava. Sempre foi incompreendido por toda a sociedade portuguesa, chegando a sua obra a ser repudiada por todos aqueles que gostavam de acreditar nos media. No entanto, essa não foi a imagem com que fiquei após o visionamento de “José e Pilar”. Nem eu, nem ninguém. Ninguém pode ser capaz de permanecer indiferente a tamanha história de amor ali retratada. Poderão talvez considerá-la uma exploração das vidas de José e Pilar, mas o que aconteceu durante quatro anos de filmagens, não pode nem deve ser tido como explorado ou manipulado.&lt;br /&gt;Penso também ser imprescindível referir todo o trabalho cénico do filme. Desde a banda sonora, que considero soberba e inesperada, até à forma como as cenas estão montadas ou as pessoas filmadas. “José e Pilar” assume o papel de documentário sobre a vida de duas figuras públicas e da sua história de amor. No entanto, a maneira como todo o filme foi filmado surpreendeu-me imenso. Este “documentário” pode assumir o corpo até de um romance, se assim quisermos rotulá-lo.&lt;br /&gt;Sempre tive a impressão de que Saramago levava uma vida fácil, sem nenhuma dedicação ou interesse. Contudo, a fugacidade com que a viveu é capaz de apavorar. Saramago habitou uma vida absoluta, inundada de compromissos, não só “literários” como também pessoais. Era em Pilar que ele se apoiava, não por conveniência, mas por vontade.&lt;br /&gt;Para concluir, devo dizer que “José e Pilar” foi capaz de me despertar a reflexão em relação à vida e à forma como tratamos as pessoas, quer elas sejam próximas ou não. O Saramago insensível não existia. Quem o substituía era o Saramago apaixonado e devoto.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luísa Santos, 12ºD&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Fomos ao cinema ver o filme "José e Pilar" e, no fim, tivemos a possibilidade de falar com o realizador Miguel Mendes.&lt;br /&gt;Já tinha curiosidade de ver este filme mas, na minha opinião, o documentário excedeu todas as minhas expectativas. É como ver o outro lado de uma pessoa. O que ouvia sobre Saramago nunca era de forma completa e isenta, ou seja, nunca completamente mal, mas também nunca completamente bem. A minha opinião sobre ele não era nenhuma, pelo facto de, em mim, haver tantas discordâncias que me colocavam por fora do assunto. Este filme/documentário fez-me perceber que há uma pessoa por detrás de um escritor, uma pessoa que tem opiniões como todas as outras e que não tem medo de as admitir. Um homem forte que, com nenhuma ou quase nenhuma formação, ganhou um prémio Nobel. Um homem que ama, ama muito, que de pouco tem medo e, em pouco, existe incerteza na sua vida.&lt;br /&gt;Recomendo o filme, são duas horas que, de novo, na minha opinião, não nos cansam, mas sim nos fazem perceber o que perdemos e ganhamos com este homem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rita Reis, 12ºE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;---&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;José e Pilar, ainda em exibição num cinema perto de si, chega ao mundo como um relato da vida de José Saramago e Pilar del Rio nos últimos anos do Nobel da Literatura. Filme realizado por Miguel Gonçalves Mendes, foi produzido com gravações do dia-a-dia do casal, enquanto Saramago lidava com a sua vida, a de Pilar, e A viagem do elefante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Homem &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;José de Sousa Saramago surge-nos, nesta longa-metragem, despojado do traje egocêntrico que sempre lhe tentaram vestir, sem presunções ou altivez. Apercebemo-nos que, de facto, a pessoa quase ignóbil e inquestionável criada pela imprensa não passava de uma máscara ignorada por Saramago. Este era, como todos nós, um ser humano, normal, e de uma simplicidade inicialmente estranha. Acima de escritor, José Saramago era um Homem, que apenas se distinguia verdadeiramente pela sua forte personalidade, vincada de fundamentados ideais.&lt;br /&gt;Tal como a viagem do elefante, a vida de José Saramago também teve um fim, e, enquanto este o esperava pacientemente, sem pressas, da mesma forma que Ricardo Reis assinalava o inevitável ponto final, queria sempre viver um pouco mais, fruto de um carpe diem em que diariamente se envolvia. Em José e Pilar damos conta do célere quotidiano do escritor português, que viajava em torno do globo, retirando um pouco de si para dar aos outros, àqueles que nem sequer conhecia, durante um tortuoso processo que viria depois a acamá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mulher&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pilar del Rio é a personificação da letra capitular da palavra Mulher, uma mulher de armas que apenas parecia baixar a guarda a um homem quando este era Saramago, e ninguém mais! Dotada de um forte feminismo, a Presidenta (sem aspas) da Fundação José Saramago, foi verdadeiramente o pilar da vida do português. Na vida do Homem e do escritor a jornalista surge como pedra basilar, funcionando como força motriz para toda aquela correria desenfreada.&lt;br /&gt;Aos olhos do espectador, Pilar comprova a adulteração pública de que sofreu o véu que a cobre; a personalidade forte é comprovada, mas a tirania de que a acusam é blasfémica. Por detrás de um grande homem existe sempre uma grande mulher, e era esse mesmo posto que Pilar del Rio ocupava, entregando a Saramago força para continuar quando parecia que simplesmente não dava mais. No fundo, Saramago parecia viver para Pilar e Pilar vivia para Saramago, numa relação de reciprocidade apoteótica.&lt;br /&gt;O resultado de toda esta produção é bastante bom e cumpre, de forma irrepreensível, ainda que porventura indesejadamente, a função de reestruturar e renovar a imagem que o Mundo possui de José Saramago, uma imagem mais intimista e próxima do real. E, com a visibilidade que a morte do escritor recolheu, tem a possibilidade de fazer espalhar esta nova fé, com muito maior sucesso.&lt;br /&gt;Está (re)descoberto o Homem por detrás da personalidade ideológica e literária.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francisco Gomes, 12ºD&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;,,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“José e Pilar” é o mais recente filme de Miguel Gonçalves, um filme tão realista que toca o maior grau de crueldade e consciência. Um filme, no mínimo, arrepiante. José Saramago chega, assim, às salas de cinema, inteiramente a descoberto.&lt;br /&gt;Miguel Gonçalves apresenta-nos uma obra que se escreveu sozinha, uma obra que, no fundo, não necessitaria de realizador, de luzes ou de câmara. Foi-nos ostentado um herói da escrita, cujos poderes o fizeram refugiar-se num país que não era o dele, numa língua que nunca foi sua. Culpando Pilar, destituímos a culpa de termos repelido um dos maiores escritores portugueses para um pedaço de terra que nunca lhe pertencera. Mas terá sido toda essa culpa atribuída em vão? Atribuída ao acaso? Não era Saramago um herói? Então, qual o porquê deste abandono quase repulsivo? Qual o porquê de não lutar contra um país que se faz de cego? Qual o porquê de não lutar contra um país que não lhe convinha, mas que nunca deixou de ser seu? Terá sido toda essa culpa atribuída em vão? Atribuída ao acaso? A Pilar, que nos foi vangloriada como salvadora de Saramago, e que pareceu esconder uma mulher cujas convicções, por vezes, se tornavam mais altas que o próprio marido. A Pilar, que nos foi vangloriada, começou a transformar-se numa mulher cujo juízos de valor em relação a Portugal quase se liam sem precisarem de ser escritos. Apontando-nos como membros de um governo que não presta, generalizando-nos como superiores em relação a tudo, conseguiu, em parte, justificar toda essa culpa que lhe fora atribuída. Porque, no fundo, o que transpareceu foi que nem Portugal nem Saramago se haviam separado, mas que os interesses políticos de Pilar del Río e de um governo que, realmente não presta, colidiam, tornando a convivência entre os dois impossível.&lt;br /&gt;Miguel Gonçalves introduz-nos, então, a história de amor entre José Saramago e Pilar del Rio. E a disputa da mesma em tentar vingar-se de um país que nunca a acolheu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Catarina Tonel, 12º E&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Queria fazer um documentário sobre Saramago, talvez porque não acreditava no que diziam sobre ele, e reparou que Saramago era, em parte, Pilar. Assim nasceu este documentário de Miguel Gonçalves Mendes, acompanhando a escrita do livro “A viagem do Elefante”.&lt;br /&gt;Saramago era, sem dúvida, uma figura carismática, polémica, neste país, e ainda o é. Tudo o que eu sempre ouvi sobre ele, e, provavelmente, quase tudo o que foi dito sobre os seus ideais, foram comentários negativos ou insignificantes, coisas que me pareciam realmente exageradas para um homem só. Perguntava-me se era possível existir alguém tão maldoso e fora de senso. Neste filme, Saramago aparece-nos como um homem simples, de ideias firmes, mas nada disparatadas, um homem que via o mundo de um modo diferente, mas não errado. Ao seu lado, é-nos apresentada Pilar del Río, jornalista considerada irreverente e fria, mas que, no fundo, apenas se dedicava a quem amava. A relação entre um e outro baseia-se no respeito e no dedicar das suas vidas mútuo. "A Pilar, que ainda não havia nascido, e tanto tardou a chegar", a quem José estava irremediavelmente destinado, com quem se verá noutro sítio. A ideia de alguém estar determinado a outro, não por obrigação, mas por desejo e realização de uma vida feliz, é uma das muitas formas de Saramago demonstrar a paixão inevitável que o fez viver a vida.&lt;br /&gt;É importante referir Portugal, concretamente os portugueses, no meio de tudo isto. Este documentário embaraça qualquer um. De facto, ou o espectador é confrontado com a falta de atenção dada a este escritor, que tanto era cobiçado no resto do mundo, pelo nosso país, ou envergonha-se com a excessiva cretinice dos jornalistas portugueses, não generalizando, com alguns dos jornalistas portugueses.&lt;br /&gt;No fundo, a imagem degradada e incoerente de Saramago é desmanchada, mostrando-nos que, apesar de todas as suas convicções, ali se encontrava apenas um homem, sem sabedorias divinas ou pretensões egocêntricas. Um homem com Pilar, com os livros e consigo próprio. Saramago era…&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Luísa de Matos Gomes, 12ºE&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Eu tenho ideias para romances, ela tem ideias para a vida”&lt;br /&gt;Tenho feito publicidade ao trabalho de Miguel Gonçalves Mendes, com quem tivemos a possibilidade de conversar, após assistirmos a José e Pilar. Confesso que li pouco de Saramago: apenas A Maior Flor do Mundo, quando era mais pequena. Mas também admito que era impossível não conhecer o tão irreverente, caótico, nobel, José Saramago. De Pilar, apenas conhecia o rosto, das imagens que passaram na televisão no dia da morte do marido.&lt;br /&gt;A frase que tenho repetido é curta: afinal havia um ser humano por detrás do escritor. É tão simples quanto isto. Saramago podia ser muito polémico e era-o, mas só por dizer, de forma tão despreocupada, tudo o que pensava. Infelizmente, essa foi a máscara com que viveu, pelo menos no nosso país.&lt;br /&gt;Miguel Mendes mostra-nos um homem diferente, que dedicou a sua vida a “Pilar, que ainda não havia nascido e tanto tardou a chegar”, cujo único medo se lia nas entrelinhas de “Subi ontem à Montanha Blanca. Lembro-me de haver pensado, enquanto subia: Se caio e aqui me mato acabou-se, não farei mais livro.”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Cardoso, 12º D &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olho-te o mais fundo retalho de alma. Vejo, como Blimunda, a “vontade” que trazes no mais íntimo do teu ser. Pareces-me caído, cansado. Um homem que suga os dias na ânsia de uma morte que não tarda. E, mesmo assim, moves-te. Aproveitas cada segundo que te é dado. Reencontras a paz que te fortalece nos pensamentos mais distantes. Recolhes cada um deles e uma história começa. Escreves e escreves, regrada mas continuamente. Transpões tudo o que és em simples palavras e uma história prossegue. O fim nada te perturba a mente. Sonhas continuar a tua arte numa qualquer outra vida. E uma história nunca acaba.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joana Nunes, 12º A &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;(Enviado por Auxília Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-578315272289142731?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/578315272289142731/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=578315272289142731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/578315272289142731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/578315272289142731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/jose-e-pilar.html' title='José e Pilar'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfJdacwBpI/AAAAAAAAB3E/PtOXe8-L-zY/s72-c/jose%2Be%2Bpilar22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6832594162993677279</id><published>2010-12-14T19:33:00.006Z</published><updated>2010-12-14T19:43:26.540Z</updated><title type='text'>Ainda a Feira do Livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIX-K2s5I/AAAAAAAAB28/couqnj9fI5c/s1600/FLF8.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550625379908498322" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIX-K2s5I/AAAAAAAAB28/couqnj9fI5c/s320/FLF8.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIKYnmnGI/AAAAAAAAB20/gpTBa0a-biU/s1600/FLF7.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550625146490231906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIKYnmnGI/AAAAAAAAB20/gpTBa0a-biU/s320/FLF7.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIJyiZF3I/AAAAAAAAB2s/xeCVRqzlVpo/s1600/FLF9.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550625136267827058" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIJyiZF3I/AAAAAAAAB2s/xeCVRqzlVpo/s320/FLF9.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIJRnCgyI/AAAAAAAAB2k/bk_vauES2LE/s1600/FLF10.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550625127428948770" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIJRnCgyI/AAAAAAAAB2k/bk_vauES2LE/s320/FLF10.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfII2Zn3xI/AAAAAAAAB2c/9ePRyIwvH2M/s1600/FLF12.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550625120124919570" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfII2Zn3xI/AAAAAAAAB2c/9ePRyIwvH2M/s320/FLF12.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIIZDCdeI/AAAAAAAAB2U/1dMDkauuEDg/s1600/FLF11.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550625112245564898" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIIZDCdeI/AAAAAAAAB2U/1dMDkauuEDg/s320/FLF11.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHqTsWsjI/AAAAAAAAB2M/YvFIeq--Zxo/s1600/FLF3.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550624595412169266" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHqTsWsjI/AAAAAAAAB2M/YvFIeq--Zxo/s320/FLF3.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHp-LQoPI/AAAAAAAAB2E/3yCiJ6AALKg/s1600/FLF4.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550624589636215026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHp-LQoPI/AAAAAAAAB2E/3yCiJ6AALKg/s320/FLF4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHpdohz8I/AAAAAAAAB18/BvlJXk-Vtv8/s1600/FLF5.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550624580900605890" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHpdohz8I/AAAAAAAAB18/BvlJXk-Vtv8/s320/FLF5.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHooyt2kI/AAAAAAAAB10/T6ybH2_3Erk/s1600/FLF6.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550624566716258882" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHooyt2kI/AAAAAAAAB10/T6ybH2_3Erk/s320/FLF6.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHoJ7sS4I/AAAAAAAAB1s/_5msstnvVtM/s1600/FLF1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550624558432406402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHoJ7sS4I/AAAAAAAAB1s/_5msstnvVtM/s320/FLF1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHIYoxbjI/AAAAAAAAB1k/nRDavPTt5R0/s1600/FLF1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550624012623769138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHIYoxbjI/AAAAAAAAB1k/nRDavPTt5R0/s320/FLF1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHH04_2RI/AAAAAAAAB1c/pgpLOpNB2ac/s1600/FLF14.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550624003028146450" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHH04_2RI/AAAAAAAAB1c/pgpLOpNB2ac/s320/FLF14.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHHcolwoI/AAAAAAAAB1U/RlcbuBJf9gU/s1600/FLF15.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550623996516876930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHHcolwoI/AAAAAAAAB1U/RlcbuBJf9gU/s320/FLF15.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHGsbjoWI/AAAAAAAAB1M/pZBmexcW9t4/s1600/FLF2.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550623983577309538" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHGsbjoWI/AAAAAAAAB1M/pZBmexcW9t4/s320/FLF2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHGTaFhSI/AAAAAAAAB1E/sZ1fRIMrwaU/s1600/FLF13.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5550623976860255522" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfHGTaFhSI/AAAAAAAAB1E/sZ1fRIMrwaU/s320/FLF13.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6832594162993677279?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6832594162993677279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6832594162993677279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6832594162993677279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6832594162993677279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/ainda-feira-do-livro.html' title='Ainda a Feira do Livro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TQfIX-K2s5I/AAAAAAAAB28/couqnj9fI5c/s72-c/FLF8.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1698374386851394677</id><published>2010-12-08T17:47:00.003Z</published><updated>2010-12-08T17:55:43.179Z</updated><title type='text'>Feira do Livro 2010</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Do contacto com os textos no rosto dos autores&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_FuK39EHI/AAAAAAAAB08/dTyBtUuD7z4/s1600/fl2.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 142px; HEIGHT: 224px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548370662927437938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_FuK39EHI/AAAAAAAAB08/dTyBtUuD7z4/s320/fl2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_FsSBP1UI/AAAAAAAAB0k/t0eMjAYkwJg/s1600/fl1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 147px; HEIGHT: 223px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548370630485726530" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_FsSBP1UI/AAAAAAAAB0k/t0eMjAYkwJg/s320/fl1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da última edição da Feira do Livro, o nosso Colégio recebeu os escritores Ana Luísa Amaral e Richard Zimler para uma conversa com os alunos do ensino secundário.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desafio das palavras, a sua presença indefectível na nossa compreensão do mundo, a relação entre a identidade e a escrita, e a infinita presença do poético no quotidiano foram algumas das questões focadas por &lt;strong&gt;Ana Luísa Amaral&lt;/strong&gt;, autora do recente &lt;em&gt;Inversos&lt;/em&gt;, publicado pela Dom Quixote, que reúne toda a sua poesia, publicada entre 1990 e 2010. Inicialmente convidada a falar para os alunos do 12ºano, no contexto do estudo da estética modernista, a autora captou, igualmente, a atenção dos alunos de 11ºano, lendo e citando de memória poemas seus e de outros poetas, a fim de ilustrar alguns traços fundamentais da concepção de poético subjacente à sua escrita. Em particular, mostrou-nos que a poesia é um lugar de ilimitadas possibilidades, onde a vida vivida se transforma inevitavelmente numa pessoana vida fingida. Ana Luísa Amaral trouxe-nos, pois, mais do que conceitos – dir-se-ia, nas palavras de um poema seu, o último que leu: «mais que um horário certo/ ou uma cama bem feita» –, a presença sempre afectuosa e intensa das suas palavras, em duas sessões totalmente diferentes e igualmente inesquecíveis.&lt;br /&gt;Embora o tempo tivesse sido escasso, ainda houve lugar para algum diálogo com os alunos, principalmente os de 12ºano, para quem o estudo da poesia pessoana suscitou algumas questões sobre o processo de criação poética e os inerentes e indecifráveis limites da realidade e do fingimento.&lt;br /&gt;Deixamos convosco um poema há algum tempo partilhado pela Ana Luísa, numa outra sessão, num outro tempo, num outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Irei agora carregar o tempo&lt;br /&gt;de mil relâmpagos,&lt;br /&gt;tempestades de agosto&lt;br /&gt;e algum rio.&lt;br /&gt;E nele falarei sem&lt;br /&gt;sequer trovas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitarei as coisas de tal forma&lt;br /&gt;como a lareira esguia do meu lado,&lt;br /&gt;o tempo carregado de chamas&lt;br /&gt;e de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do tecto desta sala pendem coisas&lt;br /&gt;muito antigas de usar,&lt;br /&gt;mas o que mais me atrai é a chaleira:&lt;br /&gt;tão de ferro e polida,&lt;br /&gt;terá mais de cem anos e uma história&lt;br /&gt;com águas e com tempo,&lt;br /&gt;antes deste seu tecto&lt;br /&gt;– e a solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorda-me a paixão ainda verde,&lt;br /&gt;as chamas do inferno a consumi-la&lt;br /&gt;sem nunca a destruir.&lt;br /&gt;E uma noite de vento e tempestade,&lt;br /&gt;com que uma vez me assassinei de amor,&lt;br /&gt;e incendiei dezembro &lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;...&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_Fs9lRlJI/AAAAAAAAB0s/xjXF8WfoHTE/s1600/fl3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 137px; HEIGHT: 197px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548370642179560594" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_Fs9lRlJI/AAAAAAAAB0s/xjXF8WfoHTE/s320/fl3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_FtQC4SRI/AAAAAAAAB00/MHqZuNTuKBA/s1600/fl4.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 221px; HEIGHT: 193px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548370647135570194" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_FtQC4SRI/AAAAAAAAB00/MHqZuNTuKBA/s320/fl4.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Richard Zimler&lt;/strong&gt;, acabado de chegar do Brasil com a edição deste país de &lt;em&gt;Os Anagramas de Varsóvia&lt;/em&gt; (Oceanos, 2009), depressa transformou a sessão com os nossos alunos do 10º ano num diálogo vivo e estimulante, que transbordou muito para além das margens, já de si dúcteis, da literatura. Convidado a falar sobre a sua obra, a propósito do estudo do conto do século XX, o autor mostrou que a ficção é um universo aberto ao mundo e de onde nada pode ser excluído. Desta forma, se a conversa se iniciou, de facto, por &lt;em&gt;Os Anagramas de Varsóvia&lt;/em&gt; (que alguns alunos mostraram ter já lido) e pelo mais recente &lt;em&gt;Do Conserto do Mundo&lt;/em&gt; (obra de criação colectiva, na qual o autor participa, e que reúne contos sobre a miséria a pobreza modernas, no âmbito do Ano Europeu de Luta contra a Pobreza e Exclusão Social), questões como as diferenças culturais entre Portugal e Estados Unidos, o prazer de viajar e as atrocidades que os seres humanos são capazes de infligir aos seus semelhantes rapidamente se tornaram incontornáveis. A sessão contou com uma participação muito activa dos nossos alunos, dado que uma parte substancial do seu tempo foi ocupada por questões. No final, decorreu a inevitável (mas sempre entusiasmante) sessão de autógrafos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do contacto com os textos no rosto dos autores: duas experiências estimulantes e inesquecíveis – para os alunos, para os autores e para quem mais pôde assistir! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Auxília Ramos e Hélder Moreira&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1698374386851394677?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1698374386851394677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1698374386851394677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1698374386851394677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1698374386851394677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/feira-do-livro-2010.html' title='Feira do Livro 2010'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TP_FuK39EHI/AAAAAAAAB08/dTyBtUuD7z4/s72-c/fl2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7239871769704069149</id><published>2010-12-05T13:19:00.006Z</published><updated>2010-12-05T13:36:54.641Z</updated><title type='text'>Livro do mês - Dezembro - Gonçalo M. Tavares</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Mês dedicado a&lt;strong&gt; Gonçalo M. Tavares&lt;/strong&gt;, vencedor do &lt;em&gt;Prix du Meilleur Livre Étranger 2010&lt;/em&gt; (França) com "Aprender a Rezar na Era da Técnica".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Destaco, sobretudo, a sua última obra, &lt;em&gt;Uma Viagem à Índia&lt;/em&gt;, e deixo as palavras do escritor, em entrevista ao &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPuUKw2paBI/AAAAAAAAB0c/Lx2hq7fP-8k/s1600/livros_dez..jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 238px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547190278670608402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPuUKw2paBI/AAAAAAAAB0c/Lx2hq7fP-8k/s320/livros_dez..jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Esta epopeia do séc. XXI, “Uma Viagem à Índia”, conta as aventuras, mais mentais mas também físicas, de uma personagem, Bloom, que sai de Lisboa em fuga em 2003.&lt;br /&gt;É como se, passo a passo, Bloom seguisse o percurso de "Os Lusíadas", mas acompanha-o como se partisse de um mapa de um outro mundo. Os acontecimentos são passados em 2003, com uma personagem de ficção que parece ela mesma saber que é personagem de ficção. Na viagem de Bloom todos os acontecimentos são mínimos, a mesquinhez do que lhe acontece está sempre presente. Não é um herói antigo, é uma personagem de ficção moderna, com as misérias modernas e com a ironia como arma que utiliza para se defender do mundo.&lt;br /&gt;Bloom, em 2003, não está já no mundo das grandes conquistas e das grandes descobertas colectivas. Bloom é uma personagem de ficção que age totalmente sozinho. É um individualista do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;Ficam também as críticas, recolhidas do &lt;a href="http://goncalomtavares.blogspot.com/"&gt;blogue do escritor&lt;/a&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"O mais recente livro de Gonçalo M. Tavares, &lt;em&gt;Uma Viagem à Índia&lt;/em&gt;, de que Vasco Graça Moura disse «é um livro extraordinário. Estou convencido de que dentro de cem anos ainda haverá teses de doutoramento sobre passagens e fragmentos» vai ser publicado em Moçambique, Angola e Brasil por editoras do grupo Leya. Nestes três países de língua portuguesa, o livro será lançado em Dezembro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Entretanto, em Portugal o livro está a suscitar uma viva reacção da crítica. Veja a seguir algumas dessas reacções:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;«Uma Viagem à Índia é um livro que vai marcar com certeza, não apenas a História da Literatura Portuguesa mas provavelmente a cultura europeia» (Vasco Graça Moura, na apresentação da obra, CCB, 13/11/2010).&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;«Este é um livro a muitos títulos surpreendente. Não pelo ineditismo ou pela novidade das peripécias, não por aspectos empolgantes da acção, mas, desde logo, pela maneira como, nele, caleidoscopicamente tudo se eleva à dignidade de literatura enquanto meio para retratar, talvez dizendo melhor, radiografar a condição humana.» (Vasco Graça Moura, na apresentação da obra, CCB, 13/11/10).&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;«Uma Viagem à Índia, com consciência aguda da sua ficcionalidade, navega e vive entre os ecos de mil textos-objectos do nosso imaginário de leitores. Como são todos os grandes livros, e este é um deles.» (Eduardo Lourenço, prefácio à obra)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;«É um livro cheio de fantasmas, fantasmas dos Lusíadas, fantasmas do homem contemporâneo, uma viagem, uma antiepopeia, e é um livro extraordinário. Estou convencido de que dentro de cem anos ainda haverá teses de doutoramento sobre passagens e fragmentos». (Vasco Graça Moura, «A Torto e a Direito», TVI24, 6/11/10)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;«Uma obra que o confirma como uma voz absolutamente singular da actual literatura portuguesa. […] Em quase uma década de publicação, Gonçalo M. Tavares, 40 anos, afirmou-se como um «senhor» da literatura. Ousou agora seguir o canto de Camões em Os Lusíadas, mas para narrar a odisseia de um homem simples nos tempos que correm. Uma Viagem à Índia, que acaba de publicar e que Eduardo Lourenço considera uma «navegação de alma pós-moderna», é uma verdadeira epopeia «mental». (Luís Ricardo Duarte e Maria Leonor Nunes, &lt;em&gt;JL&lt;/em&gt;, 20/11/10)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;«Um texto que se faz a si próprio à medida que avança, desprezador dos códigos literários instituídos, dotado de uma filosofia do corpo […]. Livro absolutamente inolvidável por mais anos que se viva. Ou, de outro modo, um livro para a eternidade.» (Miguel Real, &lt;em&gt;JL&lt;/em&gt;, 20/10/10)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Volume com uma ambição literária ímpar.» (&lt;em&gt;Visão&lt;/em&gt;, 11/11/10)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;«Sob a forma de uma moderna epopeia (o que nem sempre coincide com uma anti-epopeia), ele é simultaneamente – e essa é uma das razões da sua grandeza – uma figuração interpretativa da época e uma teoria da forma do romance num mundo em que a realidade só fornece a esse género literário e à arte em geral, um terreno desfavorável, de tal modo que o problema central do romance é o fim das formas totais e acabadas. […] [Situamos Bloom na distinta família de que fazem parte o último homem de Nietzsche, o Monsieur Teste de Valéry, o Plume de Michaux, o Bernardo Soares, o Bartleby de Melville […] Mais do que uma personagem, é um princípio irradiante, nome da bloomificação do mundo. É a excelentíssima figura de um péssimo histórico, cultural e antropológico.» (António Guerreiro, &lt;em&gt;Expresso&lt;/em&gt;, 6/11/10)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;«Uma Viagem à Índia é o momento mais ambicioso de uma obra pessimista que não abdica da memória e da exigência.» (Pedro Mexia, Público, «Ípsilon», 29/10/10)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7239871769704069149?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7239871769704069149/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7239871769704069149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7239871769704069149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7239871769704069149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/livro-do-mes-dezembro-goncalo-m-tavares.html' title='Livro do mês - Dezembro - Gonçalo M. Tavares'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPuUKw2paBI/AAAAAAAAB0c/Lx2hq7fP-8k/s72-c/livros_dez..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2579864759839464906</id><published>2010-12-05T13:10:00.002Z</published><updated>2010-12-05T13:11:14.730Z</updated><title type='text'>Ler - Dezembro</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPuPaz0r5oI/AAAAAAAAB0U/WzWhcyLSxCo/s1600/Ler_Dezembro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 224px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547185056787457666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPuPaz0r5oI/AAAAAAAAB0U/WzWhcyLSxCo/s320/Ler_Dezembro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2579864759839464906?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2579864759839464906/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2579864759839464906' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2579864759839464906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2579864759839464906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/ler-dezembro.html' title='Ler - Dezembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPuPaz0r5oI/AAAAAAAAB0U/WzWhcyLSxCo/s72-c/Ler_Dezembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3168106820548912020</id><published>2010-12-02T00:56:00.001Z</published><updated>2010-12-02T00:59:53.770Z</updated><title type='text'>Porto Barroco - uma viagem de sab(e/o)res</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvW2dAO3I/AAAAAAAAB0M/nJyVt0L1CXo/s1600/PB241706.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545883167006669682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvW2dAO3I/AAAAAAAAB0M/nJyVt0L1CXo/s320/PB241706.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvWUwAjwI/AAAAAAAAB0E/YJX-l5MzCvQ/s1600/PB241741.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545883157959577346" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvWUwAjwI/AAAAAAAAB0E/YJX-l5MzCvQ/s320/PB241741.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvU1zzKJI/AAAAAAAABz8/UsnumfNnreo/s1600/PB241712.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545883132474108050" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvU1zzKJI/AAAAAAAABz8/UsnumfNnreo/s320/PB241712.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvQVspa4I/AAAAAAAABz0/cl6LjneavnE/s1600/PB241709.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545883055134698370" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvQVspa4I/AAAAAAAABz0/cl6LjneavnE/s320/PB241709.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvQOcv02I/AAAAAAAABzs/EMA7iJvjsJw/s1600/PB241703.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 240px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545883053188961122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvQOcv02I/AAAAAAAABzs/EMA7iJvjsJw/s320/PB241703.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3168106820548912020?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3168106820548912020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3168106820548912020' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3168106820548912020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3168106820548912020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/12/porto-barroco-uma-viagem-de-sabeores.html' title='Porto Barroco - uma viagem de sab(e/o)res'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TPbvW2dAO3I/AAAAAAAAB0M/nJyVt0L1CXo/s72-c/PB241706.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7643655340797136271</id><published>2010-11-19T19:45:00.002Z</published><updated>2010-11-19T19:46:20.596Z</updated><title type='text'>Feira do Livro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TObT_J3WytI/AAAAAAAABzk/2vjxAVYh550/s1600/feiradolivro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 225px; HEIGHT: 274px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5541349473459292882" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TObT_J3WytI/AAAAAAAABzk/2vjxAVYh550/s320/feiradolivro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7643655340797136271?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7643655340797136271/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7643655340797136271' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7643655340797136271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7643655340797136271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/11/feira-do-livro.html' title='Feira do Livro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TObT_J3WytI/AAAAAAAABzk/2vjxAVYh550/s72-c/feiradolivro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1735282775375552031</id><published>2010-11-13T20:29:00.002Z</published><updated>2010-11-13T20:55:18.793Z</updated><title type='text'>Congresso Internacional Fernando Pessoa</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Clicar na imagem para aceder ao programa do Congresso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/fileadmin/CASA_FERNANDO_PESSOA/Imagens/noticias/programa.pdf"&gt;&lt;img style="WIDTH: 226px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539134390212475474" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TN71YVvDulI/AAAAAAAABzc/sWHfEF0UYoU/s320/congresso_pessoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1735282775375552031?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1735282775375552031/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1735282775375552031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1735282775375552031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1735282775375552031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/11/congresso-internacional-fernando-pessoa.html' title='Congresso Internacional Fernando Pessoa'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TN71YVvDulI/AAAAAAAABzc/sWHfEF0UYoU/s72-c/congresso_pessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7996856029368738787</id><published>2010-11-13T20:15:00.002Z</published><updated>2010-11-13T20:22:22.212Z</updated><title type='text'>Texto de opinião - 12ºAno</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TN7y1udBKOI/AAAAAAAABzU/jRz__s3Rleg/s1600/livros_junho.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 212px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539131596529019106" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TN7y1udBKOI/AAAAAAAABzU/jRz__s3Rleg/s320/livros_junho.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“(…) existem situações incompatíveis com neutralidade, pelo menos uma neutralidade com honra – se é que os conceitos de honra e neutralidade poderão alguma vez coexistir ou se a neutralidade, por si só, poderá alguma vez deixar de ser um pretenso lavar de mãos à maneira de Pilatos…” &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Helena Marques, O Bazar Alemão, D. Quixote, 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Estudei há pouco tempo o tema “incompatibilidades”. Estudei-o em matemática. Disseram-me: dois acontecimentos incompatíveis são dois acontecimentos cuja intersecção é um conjunto vazio. Não perguntei “ porquê?”, e, hoje, aqui sentada sinto uma vontade enorme, um desejo de reduzir tudo a dois conjuntos quaisquer, a duas letras despidas, a um sinal meio tímido que me apresentaram e dizer: são incompatíveis. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Encontro desde já um problema. É que a honra é grande de mais para caber numa só letra, e por isso chamar-lhe “H” deixa muito a desejar, não pela honra que não tem culpa, mas por mim que a sufoquei. E a neutralidade é de tal modo complicada de encontrar, vestem-na tão poucas pessoas, que me custa chamar-lhe “N” e apresentá-la a uma dúzia de olhos curiosos, cuidadosamente alinhados, em fila, e esperar que nenhum se lembre de perguntar: “porquê?”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Tenho a ideia de que a honra só habita nas pessoas antigas, muito antigas, que só os cavaleiros a podem usar nas suas espadas, ou os reis nas suas coroas, talvez com sorte caia alguma num marinheiro, num poeta… Tenho a ideia de não ter ideia de a ver ultimamente. De não a encontrar no caminho para a escola, nos rostos de quem passa, nos políticos que vejo na televisão (quem são?). Tenho a ideia de que não há na casa das pessoas, nas camas onde dormem, nas estradas onde correm. Tenho medo de ter a ideia de não me lembrar dela em mim (onde vivies? onde estás?). Tenho a ideia de desejar desesperadamente, tão desesperadamente como as palavras que escorrem pela caneta, o “não te escondas” – pedi-lhe. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Penso nos conjuntos de matemática. Lembro-me de como são simples duas letras desadornadas num quadro verde. E concluo: talvez a honra se esconda nas gravatas dos políticos, ou na ganância das pessoas (e eu, que sou pessoa, desejo profundamente não o ser). Talvez a neutralidade não consiga sobreviver nesta sociedade. Talvez sejam incompatíveis por terem ficado perdidas em tempos históricos tão diferentes. Talvez, por isso, a simplicidade, a ausência de jogos, a veracidade sejam tão difíceis de encontrar, porque a neutralidade se perdeu no caminho da História (é tão longo que se compreende), ou talvez isto tudo não passe de uma ideia qualquer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Relembro os conjuntos de matemática. Penso que simples é dizer: H ∩ N = Ø, mas decido que a vida é mais do que isso. Duas letras? Com certeza mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Stingl, 12º A&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7996856029368738787?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7996856029368738787/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7996856029368738787' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7996856029368738787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7996856029368738787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/11/texto-de-opiniao-12ano.html' title='Texto de opinião - 12ºAno'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TN7y1udBKOI/AAAAAAAABzU/jRz__s3Rleg/s72-c/livros_junho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-958503806011895159</id><published>2010-11-03T12:44:00.002Z</published><updated>2010-11-03T12:45:10.099Z</updated><title type='text'>Ler - Novembro</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TNFZQclxhVI/AAAAAAAABzM/9vMhDqXBeFA/s1600/Ler_Novembro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 222px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535303556102456658" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TNFZQclxhVI/AAAAAAAABzM/9vMhDqXBeFA/s320/Ler_Novembro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-958503806011895159?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/958503806011895159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=958503806011895159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/958503806011895159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/958503806011895159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/11/ler-novembro.html' title='Ler - Novembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TNFZQclxhVI/AAAAAAAABzM/9vMhDqXBeFA/s72-c/Ler_Novembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7060354066772858130</id><published>2010-11-03T12:40:00.003Z</published><updated>2010-11-03T12:43:51.414Z</updated><title type='text'>Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.coloquiointernacionalsophiademellobreynerandresen.com/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 343px; HEIGHT: 81px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5535302579375677666" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TNFYXl_9oOI/AAAAAAAABzE/5_rsdUAEmU0/s320/col%C3%B3quio_sophia.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Clicar na imagem para aceder ao programa completo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7060354066772858130?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7060354066772858130/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7060354066772858130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7060354066772858130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7060354066772858130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/11/coloquio-internacional-sophia-de-mello.html' title='Colóquio Internacional Sophia de Mello Breyner'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TNFYXl_9oOI/AAAAAAAABzE/5_rsdUAEmU0/s72-c/col%C3%B3quio_sophia.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1283716556766397751</id><published>2010-10-23T22:36:00.003+01:00</published><updated>2010-10-23T22:40:35.155+01:00</updated><title type='text'>O universo de Pessoa à distância de um clique</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;,,,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A biblioteca pessoal do poeta disponível agora online, aqui (clicar na primeira imagem para aceder):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/bdigital/index/index.htm"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 146px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531359157879018402" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMNV2QJ7k6I/AAAAAAAABy8/ZHD970wV23Q/s320/biblioteca_pessoa2.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMNV2PPMl3I/AAAAAAAABy0/qFJ4Mrf_zG4/s1600/biblioteca_pessoa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 153px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5531359157632669554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMNV2PPMl3I/AAAAAAAABy0/qFJ4Mrf_zG4/s320/biblioteca_pessoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1283716556766397751?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1283716556766397751/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1283716556766397751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1283716556766397751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1283716556766397751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/o-universo-de-pessoa-distancia-de-um.html' title='O universo de Pessoa à distância de um clique'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMNV2QJ7k6I/AAAAAAAABy8/ZHD970wV23Q/s72-c/biblioteca_pessoa2.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1838465026666228922</id><published>2010-10-21T19:23:00.002+01:00</published><updated>2010-10-21T19:28:06.433+01:00</updated><title type='text'>Leitura e férias (9ºAno)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMCF_8zApjI/AAAAAAAAByk/Jn12OQNosiY/s1600/e%C3%A7a.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 143px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530567676109301298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMCF_8zApjI/AAAAAAAAByk/Jn12OQNosiY/s200/e%C3%A7a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMCF_kcVFtI/AAAAAAAAByc/kalSjFZoH5Q/s1600/e%C3%A7a1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 138px; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5530567669571720914" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMCF_kcVFtI/AAAAAAAAByc/kalSjFZoH5Q/s200/e%C3%A7a1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nestes três meses de férias, o tempo livre, conciliado com a liberdade deste período, garantiu-me um vasto leque de actividades, de forma a evitar o tédio que, lentamente, se abatia sobre mim.&lt;br /&gt;Comecei de uma forma normal; acordar tarde, almoçar algo rápido e logo me punha fora de casa. Tardes com amigos no cinema, em casa deles, ou acompanhado por desconhecidos nos passeios, no Metro, habitualmente parando na Casa da Música.&lt;br /&gt;E, assim, o mês de Junho e inícios de Julho, recheados de alegria pós-aulas, não me permitiram deitar a mão sobre nenhum texto.&lt;br /&gt;Com Julho, veio a praia, e com a praia, veio a grande actividade portuguesa de estar parado e deixar o sol actuar, e aí, enquanto os raios embatiam na pele, comecei a ler “A Cidade e As Serras” de Eça de Queiroz. Começando com a descrição de “D. Galeão” e a sua propriedade nos Campos Elísios, nº 202, para onde se retirara após o exílio de D. Manuel, que achava um ultraje.&lt;br /&gt;Aí viveu ele, e o seu filho, e o seu neto Jacinto, uma das grandes personagens da obra.&lt;br /&gt;Nesse momento, entra em cena Zé Fernandes, homem rural de Guiães, que, numa visita ao 202, fica surpreendido com os engenhos e criações da gente “civilizada”.&lt;br /&gt;Em Agosto, já se preparava a saída de Portugal, uma viagem que ocuparia pouco menos de duas semanas, entre o Porto e a cidade italiana de Florença.&lt;br /&gt;Partimos do Porto às 4 horas da manhã e nessa viagem longa tive oportunidade de avançar na leitura do livro de Eça de Queiroz.&lt;br /&gt;Deparava-me agora com o retorno de Zé Fernandes a Paris, onde iria viver com Jacinto e lentamente se ia habituando à vida na cidade, com os telégrafos, os confereçofones, a biblioteca monumental do amigo e as gentes parisienas.&lt;br /&gt;No fim desse dia, chegávamos a Toulouse, na França, não houve visita a nenhuma parte da cidade, simplesmente chegámos ao hotel e dormimos, preparando mais um dia de viagem cansativa.&lt;br /&gt;A caminho de Florença, antes do almoço, decidimos parar no Mónaco, numa baía do Mediterrâneo, visitámos o palácio da família Real e deliciámo-nos com as vistas.&lt;br /&gt;Continuou a leitura. Agora Jacinto debatia-se com o tédio, a cidade parecia-lhe enganadora e ilusória, não ligava a nada, ficando em casa emitindo largos bocejos.&lt;br /&gt;Chegámos a Florença, e durante uma semana a leitura parou e foi substituída por pintura, escultura e arquitectura, desde o enorme Duomo à Ponte Vecchio, a arte estava em todo o lado em Florença. Nessas férias, visitei também Veneza, onde andei de gôndola; Siena, cidade que parecia Florença em miniatura; San Gimignano, onde comi o considerado melhor gelado do mundo; e Pisa, onde observei a sua famosa torre no Campo dei Miracoli.&lt;br /&gt;No regresso a Portugal, a história seguia e desta vez era Jacinto que ia para Tormes, na serra, por ocasião da transladação dos ossos de seu avô, para uma nova igreja.&lt;br /&gt;Depois de várias desventuras, incluindo perda de malas, de mobília e itens “essenciais ao Homem Civilizado”, chegaram a Tormes.&lt;br /&gt;Após uma ausência por duas semanas, Fernandes regressa para ver um Jacinto apaixonado pela serra, com desejo de eliminar a pobreza na sua propriedade.&lt;br /&gt;Eventualmente, numa viagem, Jacinto enamora-se de uma prima de Zé Fernandes, e acabam casando e vivendo na serra.&lt;br /&gt;Setembro chegara, e com ele, as férias acabavam, e eu simplesmente recordo esses momentos que marcaram os meses passados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Passos, 9ºD&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;(Texto enviado por: &lt;strong&gt;Lina Soares&lt;/strong&gt;) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1838465026666228922?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1838465026666228922/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1838465026666228922' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1838465026666228922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1838465026666228922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/leitura-e-ferias-9ano.html' title='Leitura e férias (9ºAno)'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TMCF_8zApjI/AAAAAAAAByk/Jn12OQNosiY/s72-c/e%C3%A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7467143345656979705</id><published>2010-10-18T17:46:00.002+01:00</published><updated>2010-10-18T17:52:06.210+01:00</updated><title type='text'>Mais crónicas - 10ºAno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;O Único que não Festeja é a Carteira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Mariana Fernandes)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A temperatura desceu, as folhas começaram a cair e os casacos já estão no armário. É oficial: a época festiva que todos adoramos, o Natal, está cada vez mais perto e a lista dos itens “necessários” para aproveitar a ocasião já começa a ser pensada.&lt;br /&gt;Novas luzes, nova árvore, o presépio, o bacalhau… E os presentes, os presentes que, de acordo com a tradição, deviam ser partilhados apenas com os mais próximos e que agora são distribuídos por todos os conhecidos: a vizinha, o vizinho, o amigo da prima e até a senhora que, todos os dias, nos serve o café.&lt;br /&gt;Novo. É engraçado como de um ano para o outro existe uma necessidade inevitável de renovar todo o “stock” do ano anterior, ainda que aquele esteja em perfeitas condições… Todos os anos são utilizados os mesmos argumentos, tais como “Temos de mudar a cor das decorações”, até “Aquela árvore é mais verde!”. Tudo para justificar gastos absolutamente dispensáveis. As tradições até podem ser sempre as mesmas, mas arranja-se sempre maneira de “inovar”. Uma falsa indispensabilidade de obter novos utensílios, de substituir as luzes XPTO pelas XPTA…&lt;br /&gt;Como é óbvio, os que saem mais satisfeitos desta época são os estabelecimentos comerciais, mais conhecidos por “shoppings”, e as lojas onde são despejados milhares de euros por ano… Tudo ajuda: do clima (está frio, por isso que lugar melhor que um “shopping” para te refugiares) até ao “efeito de grupo” (a influência provocada por todos estarem a fazer o mesmo).&lt;br /&gt;Todos os anos entro no “shopping” nesta altura e confesso que tudo é apelativo: lojas com cartazes a anunciar descontos no preço, crianças a tirar fotografias com o Pai Natal, que provavelmente muda de vinte em vinte minutos… Faz tudo parte da tradição natalícia.&lt;br /&gt;A sociedade já está tão envolvida neste “negócio”, que nem se apercebe de que os originais costumes começam a desvanecer-se e dão espaço a novos…&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Os jogos estão como nós… violentos!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Pedro Silva)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ainda há poucos dias entrei na Fnac do Norte Shopping e, como de costume, encontrei um rapaz de 17 anos literalmente “colado” ao ecrã de televisão a jogar Guitar Hero 5. Mal olhei para a cara dele, lembrei-me de que o tinha visto há sensivelmente uma semana atrás, no mesmo sítio, a fazer a mesma coisa, o que não me espantou.&lt;br /&gt;Indiferente à situação, passei por ele, fui ver as novidades e encontrei um estranho exemplo de junção de géneros: o típico jogo para crianças aliado à pura violência. O jogo chama-se Naughty Bear e o protagonista é um ursinho aparentemente simpático que é influenciado por um narrador britânico com sotaque carregado a matar os habitantes da sua vila, pois estes gozam com ele por não ter sido convidado para uma festa de anos de um outro ursinho. Como podemos calcular, o Naughty Bear tem várias de formas de aniquilar os seus inimigos, desde espancá-los com um taco “baseball” até decapitá-los com um machado.&lt;br /&gt;Pousei o Naughty Bear no sítio e peguei noutro jogo, sobre o qual, por acaso, já tinha lido, de nome Dead to Rights: Retribution, que se passa na fictícia cidade de Grant City. O jogo consiste matar criminosos aos tiros ou, se nos apetecer, fracturar uns quantos braços e umas quantas pernas. Ao recordar o enredo, fiz cara feia e guardei o jogo na prateleira ao lado de Red Dead Redemption que, já agora, é um excelente jogo. Mas enquanto pousava Dead to Rights, veio-me à cabeça a brutal quantidade de violência que nas empresas de jogos de vídeo, tais como a Ubisoft (Assassins Creed, Prince of Persia), a Roadstar (todos os GTAs), a Namco Bandai (Dead to Rights, saga Tekken), entre outras, nos enviam, o que leva muita gente a pensar que os jogos de computador e de Playstation são os principais causadores de violência na rua. Na verdade, muito antes de os jogos aparecerem, os roubos à mão armada e o “carjacking” já existiam.&lt;br /&gt;Quando acabei a minha reflexão, olhei para o relógio e reparei que já era um pouco tarde. Então, decidi dar meia volta e, enquanto caminhava para a porta de saída, olhei para a minha esquerda e deparei-me com a secção de séries e filmes. Pensei: “Fica para a próxima.”&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Bela Vista (ou não…)! &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Maria Inês Castro)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Há pouco tempo foram-nos dadas a conhecer as novas medidas de austeridade para, entre outras coisas, tentar que o sexto lugar que ocupamos no “ranking” de probabilidade de bancarrota baixe, quem sabe, com sorte, para o sétimo.&lt;br /&gt;Acho que devíamos recordar que, nos debates para as eleições legislativas, José Sócrates garantiu que não iria subir os impostos. Não é engraçado que agora, como Primeiro- Ministro, faça exactamente o contrário daquilo que prometeu? No entanto, já estamos habituados às constantes mudanças de opinião do Senhor Primeiro-Ministro, portanto esta alteração de ideias não espanta nenhum de nós…&lt;br /&gt;No que toca à sustentabilidade das contas públicas, o Senhor Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, tinha vindo a fechar os olhos e a “chutar para a frente”. Mas, finalmente, apercebeu-se de que já não há mais nada “lá para a frente” – chegámos ao limite!&lt;br /&gt;Porém, esta valente crise económica parece até nem afectar muito os portugueses. É um pouco estranho, em plena crise, assistirmos a autênticas inundações de pessoas nos centros comerciais. Portanto, provavelmente, estas medidas de austeridade não serão muito difíceis de cumprir: a população vai receber menos, com o corte de cinco por cento aos salários da Função Pública; vai trabalhar mais, através das horas extraordinárias; e vai pagar ainda mais, com o aumento de dois pontos percentuais do IVA. Ou seja, se analisarmos bem, o dinheirinho que gastariam ao comprar um perfume da “Burberry” vão gastá-lo exclusivamente para o Estado.&lt;br /&gt;Por fim, “quando ideias republicanas como a descentralização permanecem há um século sem cumprir, quando a Justiça não funciona, quando se pressente que o serviço público é tantas vezes trocado pelo interesse pessoal ou partidário, corre-se o risco de essas palavras se tornarem vagas e sem utilidade.” (Público, 1 de Fevereiro de 2010)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teledependência – A Peste do Século XX&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Catarina Teixeira)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Durante séculos, a humanidade viveu sem o contacto à distância. Ora, nesses tempos em que tudo se resolvia e negociava “frente a frente”, quando os diferentes povos se desconheciam e não mantinham qualquer tipo de relação, era para eles impensável que um dia mais tarde todo o mundo fosse fortemente afectado pela febre tecnológica que hoje nos envolve. Para um índio de uma tribo na América do Sul, há quinhentos anos atrás, era inconcebível que no futuro pudesse vir a conhecer um comerciante veneziano, e muito menos manter o contacto com ele num raio superior a meia dúzia de quilómetros.&lt;br /&gt;Por outro lado, com o passar do tempo, o mundo tornou-se numa pequena aldeia com a ajuda da grande invenção do século XX – o telemóvel – que, particularizando o caso europeu, é provavelmente o aparelho mais utilizado pelas novas gerações. Para todas as ocasiões se utiliza este pequeno prodígio tecnológico… Se o tal empresário chileno e o banqueiro italiano (agora evoluídos) quiserem estabelecer algum tipo de negociação, não faltam alternativas para o fazerem, sem terem de arredar pé dos seus doces lares. “Call me Mr.Giordano”, e o assunto está resolvido. Enquanto isso, os respectivos filhos mais velhos provavelmente já foram colegas num campo de férias promovido pela Universidade de Oxford e as ligações nos “chats” virtuais são constantes.&lt;br /&gt;Assim, do modo como este “pequeno” globo está absorvido pela dependência telefónica, não admira que daqui a uns anitos nos seja possível clicar num botão a qualquer hora do dia para mudarmos de localização geográfica em poucos segundos.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma viagem à decadência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Tomás Silvestre)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Saio à rua como um mero cidadão em busca de algum tempo para mim. Sento-me num simples banco de um qualquer parque e observo… Adolescentes da revolução tecnológica debatem-se freneticamente com as teclas (ou ecrã táctil porque agora tudo é “touch”) do seu telemóvel. De dois em dois segundos retiram-no do bolso e fazem expressões de desespero ao ver que não têm nenhuma mensagem (a este ponto penso que o conteúdo desta é já irrelevante). Pouco tempo depois, desistem de o pôr no bolso. Realmente, qual é a lógica de o colocar lá se o vou tirar dali a nada?&lt;br /&gt;Outra das minhas espécies favoritas é a dos “pseudo-businessmen”. Estou a falar dos importantíssimos cavalheiros que andam na rua a passear o seu “Blackberry” sem qualquer motivo para o usar. É o que eu chamo uma questão de pinta. Esta marca milionária tem um certo “je ne sais quoi” que atrai os indivíduos mais fúteis que vivem na base do “show off”.&lt;br /&gt;A classe mais preocupante, no entanto, é a dos viciados. Estou a falar do típico tuga que tem um telemóvel por cada tarifário, apenas para demonstrar o quão social é (mais uma vez, a questão reside no “show off”). Este comportamento quase animalesco de competição do género sou-o-maior-porque-tenho-mais-amigos-que –tu predomina na juventude portuguesa de uma forma assustadora. A dependência, aliada à falta de educação, causa incidentes por toda a parte em escolas do país. Penso que as palavras de ordem são “Dá-me o telemóvel, já!”&lt;br /&gt;Regresso calmamente a casa, alheio à invasão. Regresso a casa (sim, sem estar com o telemóvel ao ouvido) e escrevo uma pacata e arcaica carta a um amigo meu da Rússia. Há tradições que permanecem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;(Textos enviados por &lt;strong&gt;Hélder Moreira&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7467143345656979705?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7467143345656979705/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7467143345656979705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7467143345656979705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7467143345656979705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/mais-cronicas-10ano.html' title='Mais crónicas - 10ºAno'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-167265060698402228</id><published>2010-10-14T22:37:00.003+01:00</published><updated>2010-10-14T22:46:06.762+01:00</updated><title type='text'>"O filme do Desassossego", de João Botelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No último sábado, 9 de Outubro, às 21h00, os alunos do 12º ano, acompanhados por alguns professores, assisitiram, no TNSJ, à exibição do "Filme do Desassossego", de João Botelho. Deixo o testemunho de um aluno:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O FILME DO DESASSOSSEGO&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No início do século XX, Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa, escreve o&lt;br /&gt;"Livro do Desassossego". Quase um século depois, João Botelho entrega ao público a sua perspectiva da obra, sem receios ou assombros. Não seguindo uma narrativa coesa, o filme não tem o objectivo de apresentar uma história, sem fracturas ou paragens. Ele é o resultado de fragmentos soltos da vida de um solitário deambulante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bernardo Soares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coxo e com bigode, ele é a figuração superficial de uma personagem de consciência profunda que, dificilmente, seria melhor caracterizada com outro actor. Corrigia o seu claudicar com um simples guarda-chuva, não querendo, contudo, mascará-lo com as adversidades metereológicas. Fugazmente, rabiscava num papel o que o inquietava, o que lhe retirava o sossego que nunca fora seu. Parcialmente misantropo, Bernardo Soares refugia-se na sombra das conversas, gosta de «medir» o ser humano, mas não contactar com ele. Cláudio da Silva é simplesmente natural no papel que desempenha. Não fosse a existência de uns quantos anacronismos, deliberados, e o espectador sentiria estar a ver Bernardo Soares em pessoa/Pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O poder dos sentidos&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cenas brilhantes, intermináveis e complexas falas, personagens irreverentes e domadas pelos vícios do quotidiano, é assim que, incompletamente, caracterizo esta produção. João Ribeiro, director de fotografia, desenvolve um trabalho harmonioso, produzindo cenas de uma magnitude visual arrebatadora. Tudo é genial, as sombras, as luzes e a combinação das diferentes tonalidades; é inquestionável a alma que este homem trouxe ao filme. A perplexidade torna-se contagiante na plateia, à chegada de um novo momento, cada um com uma genialidade própria, imerso nas palavras que adornam as falas e nas cores que pintam a tela. As caracterizações das personagens, dotadas de uma importância capital, falam por si só: as rugas vincam um carácter austero, os lábios pintados de um vermelho quente provocam no espectador uma sedução mais imediata e real, enquanto a nudez faz com que o espectador sinta o despertar das pálpebras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alguns aspectos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vezes, o ser humano perde-se em vícios marginais à essencialidade da vida e João Botelho tende a reforçar esta realidade no filme. A libido e as drogas atacam repetidamente o consciente, atrasando o nosso pensamento, enchendo-o de um prazer falso e dissimulado. Ainda assim e, respeitando o corpo do livro, vão aparecendo algumas cenas soltas que espantam, pelo seu forte significado e impacto, a plateia. Somos, entretanto, apaziguados por alguns interlúdios musicais - com a participação fantástica de Carminho ou de Ricardo Ribeiro, ambos em destaque. A força da voz apura o nosso campo sensorial e prepara-nos para mais uma "overdose" de metáforas e paradoxos.&lt;br /&gt;Provavelmente, a presença de legendas ajudaria a uma melhor compreensão do filme, a fixar o conteúdo das palavras pronunciadas, por vezes longas e insignificáveis, porque somos tentados a decifrar o seu propósito da mesma forma como analisamos um poema. Só que em frente à tela, temos apenas céleres segundos para esta operação e não somos auxiliados pela caneta nem pelo papel. Assim, perdemos alguns momentos (sufocados pela grandeza das imagens) no emaranhado fio da narrativa e arrisco a pensar que é impossível tal não acontecer, com a maior parte dos espectadores.&lt;br /&gt;Recomendo, vivamente, esta belíssima peça de arte do cinema português. Com a merecida atenção, o espectador embarcará no universo pessoal de Fernando Pessoa, enquanto mente criadora e desassossegada. O melhor será também aventurarmo-nos no "Livro do Desassossego", o que tentarei fazer num futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francisco Gomes, 12º D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Texto enviado por &lt;strong&gt;Auxília Ramos&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-167265060698402228?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/167265060698402228/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=167265060698402228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/167265060698402228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/167265060698402228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/o-filme-do-desassossego.html' title='&quot;O filme do Desassossego&quot;, de João Botelho'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1014661424313091398</id><published>2010-10-13T19:45:00.004+01:00</published><updated>2010-10-14T00:42:11.049+01:00</updated><title type='text'>Crónica - 10ºAno</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLYAFDERjzI/AAAAAAAAByM/tHtRWSKnYSA/s1600/facebook_cartoon.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 180px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527605679366442802" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLYAFDERjzI/AAAAAAAAByM/tHtRWSKnYSA/s200/facebook_cartoon.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;“Facebookmente” Falando&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Tomás Silvestre, 10C)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos consideram-no um flagelo, outros elevam-no a uma salvação e há ainda quem já o tenha como dependência. É verdade, estou a falar do Facebook. Uma simples e pacata rede social que tem, actualmente, cerca de quinhentos milhões de utilizadores activos e um mero valor bolsista de vinte mil milhões de euros. Desde uma quinta virtual com um enorme número de jogadores (exagerado até), a um simples perfil online, o Facebook tem tudo.&lt;br /&gt;É com certeza, a nível mundial, a maior causa de distracção laboral. Imagino quantos patrões já ficaram furiosos ao ver os seus funcionários trocarem o relatório financeiro da sua multinacional por uma rápida espreitadela ao crescimento das suas couves virtuais.&lt;br /&gt;Tudo se sabe nesta maldita rede social. O Feed de Notícias (se é que se lhes pode chamar notícias) é o paraíso de qualquer coscuvilheira que se preze. Esta febre galopante já leva a que várias pessoas actualizem, de meia em meia hora, a sua página através do telemóvel só para informarem a comunidade de que estão a comer bacalhau com todos (informação de interesse e relevo nacional). A médio/ longo prazo, tudo isto levará a uma total destruição do conceito de privacidade, pelo menos enquanto o Facebook for grátis. O verdadeiro negócio por trás deste pequeno site é a publicidade – publicidade essa que se reveste do curioso facto de a podermos apagar para dar lugar a uma ainda mais inútil.&lt;br /&gt;Ia-me esquecendo do fenómeno do Like! Ora, presumo que já existam, até na realidade, pessoas que colocam mentalmente um Like! em cada objecto, ideia ou pensamento. Perder horas e horas no Facebook em vez de fazer um esforço para combater a péssima situação económica? Like! E, no caso da juventude, passar séculos no Facebook em vez de estudar para tentar ter uma vida razoável? Não é preciso! Afinal, para que serve o subsídio de desemprego?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLYAGkByafI/AAAAAAAAByU/KaW5lq2a1lk/s1600/cartoon_telem%C3%B3vel.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 180px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527605705394252274" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLYAGkByafI/AAAAAAAAByU/KaW5lq2a1lk/s200/cartoon_telem%C3%B3vel.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;....&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;O(s) Nosso(s) “Amiguinho(s)”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Maria Inês Castro, 10C)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Eu não consigo viver sem ele! É bonito, esperto, extremamente multifuncional… Levo-o para todo o lado e não me importo nada de o aturar o dia todo. Sim, o meu telemóvel faz definitivamente parte da minha vida. Mas, como eu, há milhões de pessoas que têm um “amiguinho” assim. Ou melhor: têm vários. Uma pessoa consegue chegar ao cúmulo de ter mais do que três “amiguinhos”. Sinceramente, acho isso ridículo! Deve ter um telemóvel para falar com a mãe, outro para falar com o cão, outro para falar com o piriquito ou com o Senhor José, que semanalmente lhe regista o totoloto.&lt;br /&gt;Claro que não é nada bom sofrer desta dependência, toda a gente sabe. No entanto, é irresistível, principalmente quando encontramos um telemóvel todo jeitosinho e baratucho! Só há uma coisinha que me irrita: porque é que as pessoas, enquanto mandam mensagens, olham para todo o lado menos para o ecrã?! É só mesmo para mostrar que conseguem fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo! Uau… Que impressionante! Enfim… O que é que se pode fazer? Provavelmente, ganhar juízo seria uma opção, mas estou só a sugerir…&lt;br /&gt;Para concluir, tenho a solução para toda esta dependência! Não, nada de rehabs nem coisas desse género. Claro que exige esforço e muita força de vontade, porém, acho que devíamos todos tentar. Então, aqui vai: que tal deixarmos de lado o nosso “amiguinho” e falarmos verdadeiramente com as pessoas, tipo, pessoalmente, frente-a-frente? Vá lá, ânimo! Nós até conseguimos… Ou não?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;br /&gt;--&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;A Dependência Móvel&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(António Ramadas, 10C)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro leitores, nesta crónica, abordarei a questão da dependência do telem… Ups! Esperem um pouco. Estou a receber um smile de uma amiga. Agora vou responder e… já está. Bem, prosseguindo. Quantos de vocês sofrem do síndrome de dependência do produto tecnológico do século? Se for um dos poucos resistentes, não se preocupe. Dou-lhe um ponto a favor, mas vou, desde já, avisá-lo que nesta crónica travará conhecimento com este estranho mundo.&lt;br /&gt;A sociedade pergunta por que é que as pessoas já não são tão comunicativas ou por que é que nos andamos todos a rir sozinhos no meio da rua. Todos sabemos que a causa principal é, de facto, o telemóvel. (Peço desculpa, mas estou a receber uma mensagem da «Inês &lt;3».&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;(Acabou agora o saldo! Olha que sorte!) &lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tecno-Dependência &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Fábia Alves, 10C)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer que o mundo é povoado pelos homens ou pelos telemóveis é a mesma coisa: a fatalidade do número. De facto, já existem pessoas com mais do que um telemóvel no bolso. Chegam ao ponto em que estão a responder a chamadas nos vários telemóveis ao mesmo tempo, pedidas no “Vamos ao café?” ou “Dá-me cinco minutos”. As novas tecnologias passaram a ser os imperadores da humanidade.&lt;br /&gt;Diariamente, as pessoas despertam com o telemóvel, consultam a meteorologia ao pequeno-almoço na página do SAPO, sondam as novas tendências da moda na Internet, para irem bem vestidas para o trabalho, e saem de casa a relembrar a agenda para o resto do dia. Mesmo que ignoremos as infinitas mensagens trocadas com amigos e conhecidos, e as chamadas, origina-se um círculo vicioso em que a droga é o telemóvel.&lt;br /&gt;Há dias, decidi visitar aquela tia que nos espreme as bochechas com saudade. Pelo caminho, reparei nas várias pessoas a injectar-se com a sua dose de mensagens para o amigo que não vê há duas horas. Quando cheguei, escutei um toque virtual vindo da sala. Até a minha longínqua tia tinha aderido à febre digital e, por isso, não apresentou o comportamento que era de esperar. Falou-me das trezentas mil funções do pequeno objecto e até do mais infrutífero jogo.&lt;br /&gt;Em suma, os telemóveis já iniciaram a sua conquista do mundo; conduzem-nos à escravidão e colocam de parte o amigo sentado à nossa frente pelo agricultor no jogo do Facebook, que admiramos pelo pequeno ecrã colorido&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;(Textos enviados por &lt;strong&gt;Hélder Moreira&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1014661424313091398?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1014661424313091398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1014661424313091398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1014661424313091398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1014661424313091398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/cronica-10ano.html' title='Crónica - 10ºAno'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLYAFDERjzI/AAAAAAAAByM/tHtRWSKnYSA/s72-c/facebook_cartoon.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5859064192737910488</id><published>2010-10-13T10:46:00.005+01:00</published><updated>2010-10-13T16:10:44.538+01:00</updated><title type='text'>Livros do mês - Outubro</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clicar na imagem para visualizar o &lt;em&gt;booktrailer&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=agXTLjWfA3o&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;img style="WIDTH: 133px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5527466980623413138" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLWB7t_Cb5I/AAAAAAAABx0/V2od6tl0Mc8/s200/livros_out.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5859064192737910488?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5859064192737910488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5859064192737910488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5859064192737910488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5859064192737910488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/livros-do-mes-outubro.html' title='Livros do mês - Outubro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLWB7t_Cb5I/AAAAAAAABx0/V2od6tl0Mc8/s72-c/livros_out.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1561442337859224099</id><published>2010-10-10T20:07:00.003+01:00</published><updated>2010-10-10T20:13:18.377+01:00</updated><title type='text'>Dia Europeu das Línguas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP7R06p7I/AAAAAAAABxs/Hev59g7-Qnc/s1600/DEL4.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526497203809068978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP7R06p7I/AAAAAAAABxs/Hev59g7-Qnc/s200/DEL4.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP7LDoIJI/AAAAAAAABxk/HddbxuHRhcc/s1600/DEL3.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526497201991721106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP7LDoIJI/AAAAAAAABxk/HddbxuHRhcc/s200/DEL3.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O Dia Europeu das Línguas (DEL) é comemorado todos os anos, desde 2001, em 26 de Setembro, por iniciativa do Conselho da Europa, com o objectivo de celebrar a diversidade das línguas e das culturas existentes no espaço europeu.&lt;br /&gt;O Dia Europeu Das Línguas foi vivido, no nosso colégio, com grande azáfama, entusiasmo e alguma dose de gulodice, perfeitamente justificável! A resposta dos alunos, do 3º Ciclo Básico e Secundário, ao desafio lançado pelos professores ultrapassou o expectável – foi grande a quantidade de iguarias “amassadas e biscoitadas”, no dizer do nosso Gil Vicente, e que representaram os países, cujas línguas os alunos estudam: crêpes de França, scones e muffins de Inglaterra, apffelstrudel da Alemanha e as bolachinhas para o chá da Bisavó Matilde fizeram a delícia e a animação de muitos alunos, professores e funcionários.&lt;br /&gt;O trabalho foi intenso. Desde o rigor da decoração das mesas de serviço, à artística criação de individuais que, nesse dia, deram um toque de cosmopolitismo aos tabuleiros da cantina, ao eficiente serviço de atendimento dos alunos de 12º Ano, à animação musical dos nossos talentosos artistas musicais, à colaboração dos professores de Línguas (e outros, os sempre atentos!) na organização do evento, tudo funcionou em pleno e, arrisco a afirmar, ultrapassou todas as expectativas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotografias testemunham a animação do dia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP6VvKzeI/AAAAAAAABxc/k3DSiIy6bI8/s1600/DEL2.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526497187678834146" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP6VvKzeI/AAAAAAAABxc/k3DSiIy6bI8/s200/DEL2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP5qWqvQI/AAAAAAAABxU/x4CJ8ISXQDo/s1600/DEL1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 200px; HEIGHT: 150px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5526497176033344770" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP5qWqvQI/AAAAAAAABxU/x4CJ8ISXQDo/s200/DEL1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Destacamos, ainda, a receita ancestral das bolachinhas para a hora do chá, gentilmente cedida pelo António, aluno do 12º Ano D, e que se transcreve a seguir:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ingredientes:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;500g de farinha sem fermento&lt;br /&gt;200g de açucar&lt;br /&gt;200g de manteiga&lt;br /&gt;2 ovos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a batedeira (varetas), misturar bem o açucar com a margarina (aconselho manteiga com sal [publicidade retirada]). Adicionar os ovos 1 a 1 até obter um creme fofo. Juntar a farinha de uma só vez. Estender a massa com o rolo de cozinha até ficar +/- com meio cm de espessura. Cortar com as formas que quisermos. Levar a cozer em forno pré-aquecido cerca de 10/15 minutos (cerca dos 200 graus).&lt;br /&gt;O texto foi corrigido para actualidade, uma vez que esta receita é retirada de um livro de 1932 da minha Bisavó Dona Maria Matilde d'Orta Telles da França Machado.&lt;br /&gt;Votos de sucesso para a confecção.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;António Sanches Machado Baião Pinto&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Texto enviado por Auxília Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1561442337859224099?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1561442337859224099/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1561442337859224099' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1561442337859224099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1561442337859224099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/dia-europeu-das-linguas.html' title='Dia Europeu das Línguas'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TLIP7R06p7I/AAAAAAAABxs/Hev59g7-Qnc/s72-c/DEL4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-714054645987586532</id><published>2010-10-10T19:57:00.003+01:00</published><updated>2010-10-10T20:05:10.745+01:00</updated><title type='text'>Texto de opinião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A acção do homem sobre o planeta Terra&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;iframe height="225" src="http://player.vimeo.com/video/8128504?title=0&amp;amp;byline=0&amp;amp;portrait=0" frameborder="0" width="400"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://vimeo.com/8128504"&gt;Maya Lin - Unchopping a Tree&lt;/a&gt; from &lt;a href="http://vimeo.com/whatismissing"&gt;What is Missing? Foundation&lt;/a&gt; on &lt;a href="http://vimeo.com/"&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Há cerca de uma semana, pelo twitter, Al Gore afirmava: "Em 1987 juntámo-nos e regulámos o uso dos CFCs, resolvendo a questão - o que acabou por resultar. Agora podemos fazer o mesmo com o CO2 e daqui a vinte anos vamos ver a crise climática como algo do passado."&lt;br /&gt;É difícil fazer com que o Mundo perceba que tem de mudar comportamentos para salvar o futuro do nosso planeta. Porém, Al Gore tentou-o, quando percorreu cidades de todo o globo com uma famosa apresentação que tanto chocou as pessoas. E como se não bastasse o seu esforço, foi realizado o documentário "Uma Verdade Inconveniente", com o clima a assumir, claramente, o papel central. Em 2007 este documentário venceu o Óscar de "Melhor Documentário".&lt;br /&gt;Infelizmente, o aquecimento global continuará a aumentar em ritmo galopante, caso nada seja feito para o contrariar. Ainda por cima, hoje em dia, a população mundial usa o equivalente a 1.5 planetas Terra para satisfazer as suas necessidades de consumo. Este panorama agrava-se, quando pensamos em países como os Camarões e a Mauritânia, que ainda não ultrapassaram o limite da biocapacidade, mas que para lá caminham; ou o caso alarmante do Congo, onde claramente se denota o papel que a desflorestação teve no enorme desfalque da sua biocapacidade. Mas o mais grave é quando um país tende a desenvolver necessidades de consumo superiores às desejadas, como acontece com os Estados Unidos ou a Espanha.&lt;br /&gt;Seguindo o conselho de Al Gore, é melhor começar a pensar em algumas soluções para neutralizar as emissões de CO2. Até agora foram vários os países a afirmar o desejo de reduzir as emissões de dióxido de carbono, ou então a diminuir a sua quantidade na atmosfera, tanta quanto a que libertam. É o caso da Islândia e do Vaticano; o primeiro produz cerca de 99% da electricidade e quase 80% de toda a energia produzida, através de energias renováveis; já o segundo comprou uma área verde na Hungria onde diz que plantará as árvores necessárias para compensar as suas emissões.&lt;br /&gt;Concluindo, torna-se cada vez mais urgente encontrar formas de combater o aquecimento global e evitar os desastres que este provoca, mas parece que o prazo está a encurtar e cada vez recebemos mais avisos alarmantes - tsunamis, terramotos e furacões. E como se todas estas catástrofes incontornáveis não bastassem, a BP veio contribuir com o maior derrame de petróleo da história dos Estados Unidos, que vai deixar grandes marcas destruidoras na biodiversidade da zona atingida.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Francisco Gomes, 12º D&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Enviado por Auxília Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-714054645987586532?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/714054645987586532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=714054645987586532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/714054645987586532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/714054645987586532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/texto-de-opiniao.html' title='Texto de opinião'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-7874257391176572423</id><published>2010-10-07T17:09:00.003+01:00</published><updated>2010-10-07T17:14:39.765+01:00</updated><title type='text'>Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.elpais.com/articulo/cultura/mejores/enlaces/entender/universo/Mario/Vargas/Llosa/elpepucul/20101007elpepucul_14/Tes"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525337784539923314" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TK3xcMeLw3I/AAAAAAAABxM/EoXAmLixcHA/s400/nobel.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Imagem retirada do portal da Wook)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Se clicarem, acedem a uma edição especial do &lt;em&gt;El País&lt;/em&gt; sobre o escritor peruano.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-7874257391176572423?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/7874257391176572423/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=7874257391176572423' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7874257391176572423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/7874257391176572423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/vargas-llosa-premio-nobel-da-literatura.html' title='Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TK3xcMeLw3I/AAAAAAAABxM/EoXAmLixcHA/s72-c/nobel.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5361462881935422711</id><published>2010-10-03T18:07:00.002+01:00</published><updated>2010-10-03T18:07:56.901+01:00</updated><title type='text'>Ler - Outubro</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TKi4ZAfcsiI/AAAAAAAABxE/Jnnmg1ldcrY/s1600/ler+outubro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 282px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523867682738057762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TKi4ZAfcsiI/AAAAAAAABxE/Jnnmg1ldcrY/s400/ler+outubro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5361462881935422711?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5361462881935422711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5361462881935422711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5361462881935422711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5361462881935422711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/10/ler-outubro.html' title='Ler - Outubro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TKi4ZAfcsiI/AAAAAAAABxE/Jnnmg1ldcrY/s72-c/ler+outubro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-9164706126843139024</id><published>2010-09-30T20:31:00.002+01:00</published><updated>2010-09-30T20:37:26.534+01:00</updated><title type='text'>Ainda Pessoa (ante)visto pelos alunos...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como vejo Pessoa? Não sei. Não vejo. Imagino, sim. Ver torna-se demasiado difícil quando nos referimos a alguém com uma percepção do mundo inatingível ao comum ser humano.&lt;br /&gt;Uma pessoa faz, uma pessoa olha, uma pessoa compreende. Pessoa não. Pessoa sente, interpreta, Pessoa escreve e reescreve-se de tal modo que se reinventa em inúmeras pessoas diferentes.&lt;br /&gt;Escondido atrás de uns óculos sóbrios e atentos e de um chapéu escuro e subtil, Pessoa observa o Mundo, taciturno, explodindo a fúria de viver, numa escrita inigualável e inexplicável. Uma mente tão complexa e profunda apenas encontra explicação no limite da sua loucura intelectual. Sim, “De poeta e louco, todos temos um pouco”, e ainda que considerado aforismo popular, este provérbio não perde a sua veracidade por o ser, nem Pessoa a caracterização. Cada um sabe gerir a sua veia de demência, cada um escolhe a importância a dar-lhe. Pessoa transformou-a no seu modo de vida, no seu modo de escrita.&lt;br /&gt;“Não sou nada./ Nunca serei nada.” dizia Álvaro de Campos. Incompreendido por muitos e desprezado por outros, a penetração na alma e espírito do ser humano é levada ao auge com Pessoa, alguém que, privado da presença de quem o admire, se recria em novas personalidades, com dia de nascimento, profissão e terra natal, construindo o seu mundo, a sua vida socio-psicológica apenas nas profundezas da sua consciência e na superficialidade do papel.&lt;br /&gt;De tantas formas que se pode idealizar alguém, imagino Pessoa perdido nos seus próprios devaneios e pensamentos, visões e introspecções. Imagino-o a vaguear por ruas infindáveis, sem destino nem propósito.&lt;br /&gt;Pedras no seu Caminho? Guardou-as todas. Pessoa construiu muito mais que um castelo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ana Lúcia Rebelo, 12B&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;(Enviado por: &lt;strong&gt;Isabel Moreira&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-9164706126843139024?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/9164706126843139024/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=9164706126843139024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9164706126843139024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/9164706126843139024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/ainda-pessoa-antevisto-pelos-alunos_30.html' title='Ainda Pessoa (ante)visto pelos alunos...'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-2578180405046074154</id><published>2010-09-28T22:48:00.003+01:00</published><updated>2010-09-28T22:53:07.656+01:00</updated><title type='text'>Fernando Pessoa - olhares e expectativas</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TKJjeTQeR4I/AAAAAAAABw8/3SWMjCdTd40/s1600/fernando-pessoa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 192px; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5522085465326241666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TKJjeTQeR4I/AAAAAAAABw8/3SWMjCdTd40/s400/fernando-pessoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;---&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;A poesia nunca perderá sentido graças a Fernando Pessoa. A sua personalidade sempre reflectirá na eloquência e na excepcionalidade que figuram nas suas composições poéticas. Quando falamos de Pessoa, não falamos de uma simples pessoa, falamos de um fingidor que se entrega às palavras com um amor muito próprio, que sempre tocará todos os fingidores e todos os fingidos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luísa, 12º D&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa. Pouco sei dele, mas muito posso adivinhar na sua maneira de se mostrar. A pose enigmática transborda mistério e inteligência. Veste sempre de preto, muito arranjado, aperaltado no bigode perfeito e nos sapatos cuidadosamente engraxados.&lt;br /&gt;Simples pessoa, sentado num café, algures perdido nas letras da sua vida, encontrado por um mundo que, sentado ao seu lado, descobriu nele um grande escritor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rita Reis, 12ºE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno génio, um intelectual sentado a uma mesa de madeira, escondido num rosto invulgar. Palavras transparentes que nascem em poemas grandes. O desassossego das mesmas, furtivas nas entrelinhas. Ler um poema de Fernando Pessoa, uma vez apenas, é como pintar com água em tela branca.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sara Cardoso, 12º D&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostava de ter sido eu. E dizer: imagino-te num café, sentado a um canto, rodeado de um barulho surdo que não te vê. Uma sombra escura que entra e sai.&lt;br /&gt;Gostava de ter sido eu. Mas houve alguém que te viu primeiro e pediu-me que te imaginasse assim. Procuro. Vejo-te agora. E, nos ombros descaídos, carregas o peso da imaginação. Continuo a procurar. Descubro que me mentiste no nome, enganaste-me. Como te chamas? Fernando Pessoas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teresa Stingl, 12º A&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ainda nada conhecer da obra de Pessoa, vejo-o como um ícone, um convencional marco na história da literatura portuguesa. Artisticamente, preto no branco, é assim Pessoa.&lt;br /&gt;Estou interessada em descobrir e perceber a mente de um génio da Língua Portuguesa (mais um convencionalismo!) que, durante anos, conquistou gerações. Espero que me conquiste também...&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Matilde Horta, 12º E&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um lugar recôndito, uma paz alienante, talvez alcançada num dos cafés lisboetas. Este era o ambiente onde a inspiração tomava o poeta, lhe tocava suavemente na pena, escolhia uma das pessoas que Pessoa possuía e desmistificava a curiosidade do leitor. Caçava, então, verso a verso, numa arte e técnica que lhe eram tão características. E o poema ganhava forma.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Joana Nunes, 12º A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Textos enviados por: Auxília Ramos)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-2578180405046074154?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/2578180405046074154/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=2578180405046074154' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2578180405046074154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/2578180405046074154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/fernando-pessoa-olhares-e-expectativas.html' title='Fernando Pessoa - olhares e expectativas'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TKJjeTQeR4I/AAAAAAAABw8/3SWMjCdTd40/s72-c/fernando-pessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5084659556809069765</id><published>2010-09-26T18:07:00.002+01:00</published><updated>2010-09-26T18:09:01.822+01:00</updated><title type='text'>Dia José Saramago no CCB</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJ9-HIKJYrI/AAAAAAAABws/GqX9Q-uDVHc/s1600/dia_jose_saramago_ccb.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 283px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521270329093743282" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJ9-HIKJYrI/AAAAAAAABws/GqX9Q-uDVHc/s400/dia_jose_saramago_ccb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5084659556809069765?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5084659556809069765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5084659556809069765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5084659556809069765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5084659556809069765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/dia-jose-saramago-no-ccb.html' title='Dia José Saramago no CCB'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJ9-HIKJYrI/AAAAAAAABws/GqX9Q-uDVHc/s72-c/dia_jose_saramago_ccb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6083635219928285765</id><published>2010-09-25T20:44:00.005+01:00</published><updated>2010-09-26T16:46:43.416+01:00</updated><title type='text'>Novo romance de José Luís Peixoto</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Chama-se &lt;em&gt;Livro &lt;/em&gt;e é imperdível...&lt;/span&gt; Clicar na imagem para aceder ao &lt;em&gt;booktrailer:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=EdJnpSRHozI&amp;amp;feature=player_embedded"&gt;&lt;img style="WIDTH: 150px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521248745385729650" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJ9qeylJnnI/AAAAAAAABwc/EBq2Wd4mINM/s320/jos%C3%A9+lu%C3%ADs+peixoto.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6083635219928285765?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6083635219928285765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6083635219928285765' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6083635219928285765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6083635219928285765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/novo-romance-de-jose-luis-peixoto.html' title='Novo romance de José Luís Peixoto'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJ9qeylJnnI/AAAAAAAABwc/EBq2Wd4mINM/s72-c/jos%C3%A9+lu%C3%ADs+peixoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-3135392583665333505</id><published>2010-09-22T09:43:00.003+01:00</published><updated>2010-09-22T09:46:02.997+01:00</updated><title type='text'>Festival Internacional de Marionetas do Porto</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJnB3wmR1YI/AAAAAAAABwU/7nf7OzMfdWI/s1600/festival_marionetas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 227px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5519655982001673602" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJnB3wmR1YI/AAAAAAAABwU/7nf7OzMfdWI/s320/festival_marionetas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Consultar o Programa &lt;a href="https://docs.google.com/fileview?id=0B1xZe2jpYTwxN2U4NGM4YzctY2U3Yi00YzM5LTgxMGQtOGNkM2FlZTE1NzY3&amp;amp;authkey=CKyvooYI&amp;amp;hl=en&amp;amp;pli=1"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. A não perder: os workshops!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-3135392583665333505?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/3135392583665333505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=3135392583665333505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3135392583665333505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/3135392583665333505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/festival-internacional-de-marionetas-do.html' title='Festival Internacional de Marionetas do Porto'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TJnB3wmR1YI/AAAAAAAABwU/7nf7OzMfdWI/s72-c/festival_marionetas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-1940908413863938682</id><published>2010-09-02T19:52:00.003+01:00</published><updated>2010-09-02T20:00:39.306+01:00</updated><title type='text'>Livros do mês</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_0L8VhA2I/AAAAAAAABv8/1ZapAzA812s/s1600/livros_set9.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 122px; HEIGHT: 157px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512392954936886114" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_0L8VhA2I/AAAAAAAABv8/1ZapAzA812s/s320/livros_set9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_z7G1UpJI/AAAAAAAABv0/C0PJ2aMdXHc/s1600/livros_set8.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 121px; HEIGHT: 156px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512392665696871570" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_z7G1UpJI/AAAAAAAABv0/C0PJ2aMdXHc/s320/livros_set8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_y6KiJ4xI/AAAAAAAABvs/WF-FNr5ZA3E/s1600/livros_set5.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 122px; HEIGHT: 165px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512391549998719762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_y6KiJ4xI/AAAAAAAABvs/WF-FNr5ZA3E/s320/livros_set5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_y41LcwQI/AAAAAAAABvc/5AJs9P5VHeQ/s1600/livros_set3.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 123px; HEIGHT: 162px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512391527086473474" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_y41LcwQI/AAAAAAAABvc/5AJs9P5VHeQ/s320/livros_set3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-1940908413863938682?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/1940908413863938682/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=1940908413863938682' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1940908413863938682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/1940908413863938682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/livros-do-mes.html' title='Livros do mês'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_0L8VhA2I/AAAAAAAABv8/1ZapAzA812s/s72-c/livros_set9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5390882879496968393</id><published>2010-09-02T19:51:00.002+01:00</published><updated>2010-09-02T19:52:35.779+01:00</updated><title type='text'>Ler - Setembro</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_yXBEePOI/AAAAAAAABvE/aYBbOYU_vjY/s1600/Ler+-+setembro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 222px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512390946162883810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_yXBEePOI/AAAAAAAABvE/aYBbOYU_vjY/s320/Ler+-+setembro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5390882879496968393?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5390882879496968393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5390882879496968393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5390882879496968393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5390882879496968393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/ler-setembro.html' title='Ler - Setembro'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH_yXBEePOI/AAAAAAAABvE/aYBbOYU_vjY/s72-c/Ler+-+setembro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-5996987475624370728</id><published>2010-09-01T23:36:00.003+01:00</published><updated>2010-09-01T23:42:28.792+01:00</updated><title type='text'>Danuta Wojciechowska e os clássicos da Porto Editora</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH7WhrZepAI/AAAAAAAABu8/7FKn3tAbuDc/s1600/pessoa_danuta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 203px; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512078868021683202" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH7WhrZepAI/AAAAAAAABu8/7FKn3tAbuDc/s320/pessoa_danuta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Notícia via &lt;/span&gt;&lt;a href="http://ler.blogs.sapo.pt/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;LER&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;"A ilustradora Danuta Wojciechowska assina a nova imagem gráfica da colecção de clássicos da Porto Editora, na qual acabam de ser reeditados mais dez títulos: &lt;em&gt;Os Maias&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Contos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;A Cidade e as Serras&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;A Relíquia&lt;/em&gt; (Eça de Queirós); &lt;em&gt;Falar Verdade a Mentir&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Frei Luís de Sousa&lt;/em&gt; (Almeida Garrett); &lt;em&gt;Amor de Perdição&lt;/em&gt; (Camilo Castelo Branco); &lt;em&gt;Os Lusíadas&lt;/em&gt; (Luís de Camões); &lt;em&gt;A Morgadinha dos Canaviais&lt;/em&gt; (Júlio Dinis); e &lt;em&gt;Poesias – Heterónimos&lt;/em&gt; (Fernando Pessoa)."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-5996987475624370728?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/5996987475624370728/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=5996987475624370728' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5996987475624370728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/5996987475624370728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title='Danuta Wojciechowska e os clássicos da Porto Editora'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TH7WhrZepAI/AAAAAAAABu8/7FKn3tAbuDc/s72-c/pessoa_danuta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-6050506160161635098</id><published>2010-08-30T10:11:00.003+01:00</published><updated>2010-08-30T10:21:15.012+01:00</updated><title type='text'>Pessoa no Museu da Língua Portuguesa (Brasil)</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;(Clicar na imagem para aceder à página do museu)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 134px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511129731142818658" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/THt3So_cm2I/AAAAAAAABu0/6wCkAHTpyec/s320/museulp.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;... ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Ver a notícia do &lt;em&gt;Público&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Cultura/pessoa-no-museu-da-lingua-portuguesa_1453083"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;AQUI&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;... &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-6050506160161635098?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/6050506160161635098/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=6050506160161635098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6050506160161635098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/6050506160161635098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/08/pessoa-no-museu-da-lingua-portuguesa.html' title='Pessoa no Museu da Língua Portuguesa (Brasil)'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/THt3So_cm2I/AAAAAAAABu0/6wCkAHTpyec/s72-c/museulp.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-109075406524516415</id><published>2010-08-15T22:14:00.001+01:00</published><updated>2010-08-15T22:19:08.329+01:00</updated><title type='text'>Restaurada a edição original da epopeia de Camões</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="360" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://sic.sapo.pt/online/flash/playerSIC2009.swf?urlvideo=http://videos.sapo.pt/60SDHMABMmFRH045uj8v/mov/1&amp;amp;Link=http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasCultura/2010/8/restaurada-a-edicao-original-de-os-lusiadas-copias-vendidas-a-mais-de-700-euros15-08-2010-151343.htm&amp;amp;ztag=/sicembed/info/&amp;amp;hash={A621461A-6FCD-4447-8395-331F8ECDD2B8}&amp;amp;embed=true&amp;amp;autoplay=false"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://sic.sapo.pt/online/flash/playerSIC2009.swf?urlvideo=http://videos.sapo.pt/60SDHMABMmFRH045uj8v/mov/1&amp;Link=http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasCultura/2010/8/restaurada-a-edicao-original-de-os-lusiadas-copias-vendidas-a-mais-de-700-euros15-08-2010-151343.htm&amp;ztag=/sicembed/info/&amp;hash={A621461A-6FCD-4447-8395-331F8ECDD2B8}&amp;embed=true&amp;autoplay=false" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="480" height="360"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7064274355383705723-109075406524516415?l=lusografias.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lusografias.blogspot.com/feeds/109075406524516415/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7064274355383705723&amp;postID=109075406524516415' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/109075406524516415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7064274355383705723/posts/default/109075406524516415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lusografias.blogspot.com/2010/08/edicao-original-da-epopeia-de-camoes.html' title='Restaurada a edição original da epopeia de Camões'/><author><name>Lusografias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05227770921768798603</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7064274355383705723.post-4269373991081726836</id><published>2010-08-13T23:23:00.003+01:00</published><updated>2010-08-13T23:33:44.947+01:00</updated><title type='text'>Morreu Ruy Duarte de Carvalho</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt; ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TGXHMltt_7I/AAAAAAAABuM/50VVVtBmEj8/s1600/ruy5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5505025138626527154" style="WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_ryhzbn8vIKA/TGXHMltt_7I/AAAAAAAABuM/50VVVtBmEj8/s320/ruy
