quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Na pele de Caeiro

Os alunos do 12ºano colocaram-se na pele de Alberto Caeiro, um dos heterónimos pessoanos, e traçaram o seu autorretrato. Eis alguns dos textos produzidos:
 
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Sou Alberto Caeiro. Nasci, chorei, respirei, vi, ouvi, cheirei, comi e bebi, adormeci, dormi e acordei, falei, senti frio e calor, vento e chuva, caminhei, li (pouco), escrevi, sujei-me e lavei-me, vesti, cozinhei, plantei, abri portas e gavetas, e fechei-as, penteei-me. Ainda não morri, porque ainda sinto.
Duarte Magano, 12º ano B
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Nunca serei mais do que aquilo que sou. As coisas que senti, não com as emoções, mas com o que os sentidos me transmitiram, foram o que aprendi, “Compreendi que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras,/Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.” As pedras que calquei definiram-me. Fui livre na Natureza, sou o seu poeta, “(..)fui o único poeta da Natureza.”
Encontrei a felicidade numa vida sem ambições, “Fui feliz porque não pedi coisa nenhuma”, porque as coisas simples traziam-me a paz, eram tão comuns como o sol ou a chuva, que me faziam “(…)não ir mais longe.”
Fui criança, tornei-me homem. Tudo tinha um sentido, as coisas não necessitavam de explicação, eram como são e sempre serão. A minha escrita mostra o que a vida pragmática me ensinou, um mundo objetivo e simples, que não passa do que vejo, ouço, cheiro, sinto. E tal homem me fiz que criança voltei a ser, “fechei os olhos e dormi”.
Beatriz Valongo 12ºano B
 

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  Alberto Caeiro desloca-se a uma escola secundária do concelho do Porto. Chega cedo, tal como sempre, e é acompanhado a uma sala ampla onde se encontram perto de oitenta alunos. Entra, tira a boina, sorri ligeiramente, tão envergonhado se encontra, que isto de cantar poesia é uma coisa, mas de contá-la é outra. Os alunos batem palmas, alguns assobiam, ao fim de um minuto todos estão sentados e prontos para ouvir o mestre.
  Começa Caeiro:
  - Meus queridos amigos, bom dia. Chamo-me Alberto Caeiro e, e, bem como devem saber (era sempre um problema para Caeiro fitar dezenas de olhos colocados no seu) escrevi, escrevi, hã, o Guardador de Rebanhos que é, que é, bem vocês sabem é (risos na sala) é…
  - Uma coletânea de poemas- completa uma professora, que de pé, encostada à parede, assistia à palestra.
  - Sim é isso, é mesmo isso - responde Caeiro atrapalhado.
  Depois deste momento mais informal, a plateia concentra-se e escuta Caeiro, que parece agora mais solto da atrapalhação inicial que dele se apoderara.
  - Bem, meus amigos, vim aqui para vos falar do processo de criação poética. O que eu sinto quando crio esta poesia, que nem sei se assim lhe posso chamar, é algo de maravilhoso. Sabem eu tinha um amigo, o Fernando Pessoa, eu não sei se vocês o conhecem, é assim um homem baixo com um bigode e uns óculos com lentes circulares, que anda sempre de chapéu… Bem, adiante, ele tinha dores de pensar, bem não eram dores, dores, era assim uma espécie de tristeza, que eu acho que ele fingia aquilo tudo, só podia, porque é impossível alguém estar sempre assim a pensar como ele. Eu acho assim um bocado esquisita essa maneira de ser, eu que tanto gosto de sentir a realidade, de ouvir bater o ritmo das palavras como ouço o bater do meu coração, de fazê-las correr como corre o vento que refresca as tardes quentes de agosto, enfim de viver aquilo que sinto e sentir aquilo que amo. Uma coisa vos digo, queridos alunos, não deixeis de confiar em vocês próprios porque no fundo se souberdes sentir, sabereis também aprender a viver a vossa felicidade.
  Lá fora a campainha toca. Os alunos levantam-se e, de pé, batem palmas. Uma professora sai do meio da assembleia com um ramo de flores e entrega-o a Caeiro. Este agradece, despede-se e sai.
  Já no corredor, inspira fundo e murmura para si próprio:
  - E assim sem pensar tenho a Terra e o Céu.
Diogo Domingos, 12º Ano D
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Sou o Alberto Caeiro, nada mais, nada menos, chamam-me poeta e poesia aos versos que escrevo, mas, não sou mais do que um homem, tal como todos os outros. A minha vida baseia-se nos sentidos, dando preferência à visão, pois é através desta que é possível conhecer realmente a verdade, “Sei a verdade e sou feliz”. Não pedi nada nem procurei nada e, mesmo assim, encontrei a felicidade. Nunca perdi tempo a pensar, pois é através da visão que compreendo e percebo o mundo. Não sigo nenhuma religião dos homens, sigo uma universal, partilhada só com as outras coisas de que este mundo está cheio. Assim me despeço sem mais nada a acrescentar, adeus e tenham uma boa vida.
Diogo Flávio, 12º B
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O meu nome é Alberto Caeiro. Creio que “Sou fácil de definir”: nasci não há muitos anos e “Nunca fui senão uma criança que brincava.”.
Aproveito todos os dias da minha vida, amando “as coisas sem sentimentalidade nenhuma.”. E, apercebendo-me das suas diferenças através dos cinco sentidos, dou primazia à visão. Contudo, não penso, isto é, não analiso e interpreto o que me rodeia, pois “Compreender (…) com o pensamento seria achá-las todas iguais.”.
Fui feliz, porque “Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, (…)”, contentando-me sempre com o que me é proporcionado: sol quando há sol e chuva quando chove. Fui, por isso, “(…) o único poeta da Natureza.”.
Não “(…) procurei achar nada,” nem explicações nenhumas. Não anseio por coisa nenhuma… Nem receio a morte.
Maria Francisca Cunha, 12º Ano B
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Poesia… Escrevo poesia, mas não para os outros, somente para mim mesmo. Não tenho um nome sonante, não fui Van Gogh ou Fleming, limitei-me à minha insignificância de ser Alberto, Alberto Caeiro. Preocupações? Não as tenho. Não vivo dominado pela mesma dor que angustia tudo e todos, existo de um modo claro e puro, vivo intensamente e completo-me de uma maneira quase absurda, mas não estou só. Não. Não estou só.
Sou ingénuo, inocente e intuitivo, desprendo-me da emoção e sou guiado pela visão, pela objetividade e pelo concreto. Nada procuro, porque nada tenho para procurar, tudo me é dado com um propósito, e eu não questiono esse prepósito. Não, “Compreendo que as coisas são reais e todas diferentes umas das outras; / Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento. / Compreender isto com o pensamento seria achá-las todas iguais.”
Maria Ana, 12º Ano E
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Nem sei o que escrever, sou facilmente definido em poucas palavras. Resumindo, gosto de ver. Mas um ver sem sentimento, como o de uma criança, um ver pagão, regido por uma religião universal. Sou uma pessoa simples, nunca quis mais do que tenho, e o que tenho simplesmente agrada-me. Gosto do sol e da chuva, e sou senhor de mim e do meu tempo.
Beatriz Xavier, 12º Ano A
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PROCURA-SE EMPREGO
26 anos. Poeta.
Apologista da simplicidade. Descreve a realidade objetivamente.
Intimamente ligado com a Natureza, procura emprego na área das Letras. Preferência, nada relacionado com teorias religiosas e filosóficas.
 
Verónica Cunha, 12º Ano A
 
 
 
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Saudações... O meu nome é Alberto... Caeiro.
A minha vida foi simples... Tive uma infância repleta de alegrias e brincadeiras. Estive ao sol, quando tinha que estar ao sol, e à chuva, quando tinha que estar à chuva. Vivi desprovido de preocupações, aproveitando a vida que o campo me proporcionou. Aprendi a olhar para perceber, a ouvir para ver e a cheirar para conhecer... Cresci através dos meus olhos e das minhas mãos, não através do meu pensamento e do meu coração. Aliás, sempre compreendi tudo, “mas nunca com o pensamento”.
Quando um dia me for, quero que saibam que “nunca tive um desejo que não pudesse realizar, (...)”.
Ana Marta Bandeira, 12º Ano B
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Alguém fácil de definir!
Ligeiro no sentir,
Beatífico sem pensamento
E com o ver como acompanhamento.
Recusa a insatisfação,
Tendo saber sem instrução.
Olha na diferença e não na ilusão.
 
Criança simples e com diversão,
Abraça a simplicidade
E não questiona a complexidade.
Intitula-se como pagão,
Regula-se pelo acaso,
Orienta-se ao seu agrado.
Baltasar Aroso, 12º Ano B
 
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Sou alguém “fácil de definir”, que ama “as coisas sem sentimentalidade nenhuma”, valorizando apenas o que os meus olhos veem. E estes bastam para me sentir feliz!
            E nada melhor do que a natureza para me proporcionar essa felicidade, porque é autêntica, natural, espontânea, despertando em mim a tranquilidade de que preciso. Assim se compreenderá porque sou avesso ao pensamento! Na verdade, ele “deturpa” as sensações e afasta-me da criança que sempre fui e do que nela valorizo – a sua sinceridade, frontalidade e naturalidade. Se tentar compreender, intelectualizando, as emoções que a realidade me transmite, desvirtuá-las-ei. Recuso tudo aquilo que não sinto no imediato, podendo, portanto, afirmar que nunca tive “um desejo que não pudesse realizar”, que nunca exigi “coisa nenhuma”, nem procurei “achar nada”: o que vejo e o que sinto bastam-me!          
            Tenho consciência de que o Homem, na procura constante de compreender o que o rodeia, acaba por não viver plenamente. Preocupamo-nos em demasia em normalizar as coisas, impedindo-nos, nós próprios, de apreciar a realidade natural que nos envolve, como “o sol e a água” ou “o vento”, elementos naturais que venero convictamente. Estes são a minha verdadeira “religião”, através da qual sou inegável e simplesmente feliz!
                                                                                              Alberto Caeiro, 1910
José Diogo Chaves

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Ondjaki recebe Prémio Saramago

 O escritor angolano Ondjaki, de 36 anos, é o vencedor do Prémio José Saramago, com o romance Os transparentes.

O anúncio foi feito no dia em que publica o seu novo livro,  Uma escuridão bonita.

Enviado por Isabel Moreno

domingo, 3 de novembro de 2013

Prémio Internacional para Mia Couto

Numa altura de grande agitação em Moçambique, o escritor recebe com alegria o  o prémio internacional de literatura Neustadt, atribuído de dois em dois anos pela Universidade de Oklahoma.  Este é considerado o prémio Nobel norteamericano. Entre os nomeados estavam o japonês Haruki Murakami e o argentino César Aira. Ver notícia no Público, aqui.
 
Sugestão enviada por Auxília Ramos

domingo, 27 de outubro de 2013

A inadaptação do homem à vida atual


O homem moderno é um produto dissonante. É caraterizado pela incapacidade de acompanhar o próprio ritmo, de viver completamente a vida que projetou para si. Sente uma constante necessidade de afirmação, que resulta de evidência que será sempre pequeno, que o sossego é um conceito ultrapassado e já quase paradoxal.

"O grito", de Edvard Munch, 1893
Efetivamente, o stress é um elemento comum do quotidiano. O mercado de trabalho é demasiado competitivo e o dia-a-dia demasiado exigente para que nos possamos dar ao luxo de “Não cumprir um dever,/Ter um livro para ler/ E não o fazer!” (isso é uma história de outros tempos!). O mundo gira a um ritmo frenético e é cada vez mais difícil acompanhá-lo. As exigências da vida moderna podem levar um homem ao limite. Por exemplo, os pisos de escritórios de grandes multinacionais constituem verdadeiros retratos da sociedade contemporânea. Este tipo de ambientes de trabalho é propício ao stress e a esgotamentos. E para quem não é mais reconhecível a imagem do homem de fato e gravata em cima da ponte já com um pé sobre o rio Hudson?

Os tempos modernos não só mudaram o nosso ritmo de vida, mas também a imagem que temos de nós mesmos, O constante bombardeamento de mensagens publicitárias molda a nossa ideia de homem/mulher. A permanente comparação com modelos inalcançáveis distorce a forma como nos vemos. Como afirma Fernando Pessoa – “(...) estou farto de semideuses! (...) Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?”. Sentimo-nos miseráveis e todas as tentativas de viver parecem-nos, finalmente, patéticas. Quantos escritores sofrem por não escreverem como Camões, cientistas por não serem Einstein ou músicos por não comporem como Mozart? Terão estes, por sua vez, chorado ainda à sombra de gigantes como Homero, Newton ou Bach? Casos paradigmáticos da exigência da sociedade contemporânea são os de anorexia, nos quais a pressão social deixa danos psicológicos graves.

Em suma, o homem tem dificuldades em se adaptar aos tempos em que vive. Haverá mudança? Uma não alteração dos paradigmas modernos implicará que o indivíduo continuará nesta corrida desassossegada atrás de não se sabe bem o quê.

Duarte Magano, 12º ano B (Enviado por Auxília Ramos)

domingo, 20 de outubro de 2013

100 anos de Vinícius de Moraes

O "poetinha", como era carinhosamente chamado, comemoria ontem o seu centenário. Deixamos o link para a página dedicada ao escritor, poeta, diplomata e músico, bem como um vídeo com uma das suas composições mais conhecidas, produzida em parceria com Tom Jobim.

 
 

Ainda José Eduardo Agualusa

Um vídeo do programa "Ler mais, ler melhor", sobre o livro Teoria Geral do Esquecimento, galardoado com o Prémio Namora:
 

 
Sugestão enviada por Auxília Ramos

domingo, 13 de outubro de 2013

Prémio Namora para José Eduardo Agualusa



O último romance do escritor angolano José Eduardo Agualusa, Teoria Geral do Esquecimento, é o vencedor do Prémio Literário Fernando Namora, anunciou de sábado para domingo o júri.
 
No comunicado enviado à imprensa a escolha do júri é justificada pela “escrita ágil de um autor que sabe realizar uma especial economia de efeitos, encontrando uma linguagem em que o português é falado em intercepção com outros modos”, segundo o texto da acta. No mesmo documento o júri salienta que “esta obra engrandece o apurado estilo literário da ficção do autor”.
 
O júri foi presidido pelo escritor Vasco Graça Moura e integrou Guilherme d`Oliveira Martins (Centro Nacional de Cultura), José Manuel Mendes (Associação Portuguesa de Escritores), Manuel Frias Martins (Associação Portuguesa dos Críticos Literários), Maria Carlos Gil Loureiro (Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas), Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual, e ainda Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.
 
A narrativa do livro de José Eduardo Agualusa centra-se em Luanda, começando nas vésperas da proclamação da independência (11 de Novembro de 1975), quando uma portuguesa decide erguer um muro para se separar do edifício onde mora, acabando por sobreviver isolada durante cerca de 30 anos.
 
Ver notícia completa no Público, aqui.
 
Sugestão enviada por Isabel Moreno.


sábado, 12 de outubro de 2013

Um Nobel para a arte do conto

A notícia é do Público e pode ser lida na íntegra aqui.
 

 
Nascida na província canadiana de Ontário em 1931, a escritora Alice Munro venceu nesta quinta-feira o Prémio Nobel da Literatura, atribuído pela Academia Sueca, que nela reconheceu um “mestre do conto contemporâneo”. Munro recebera já alguns dos mais importantes prémios literários, incluindo, em 2009, o prestigiado Man Booker International Prize, e era há muito uma candidata recorrente ao Nobel da Literatura.
 
Mas quando o secretário permanente da Academia Sueca, Peter Englund, se dirigiu aos jornalistas para anunciar o Nobel da Literatura de 2013, o nome de que se falava era o da jornalista de investigação e prosadora bielorrussa Svetlana Alexievich, que tinha acabado de ultrapassar o japonês Haruki Murakami nas cotações das casas de apostas.
 
Quando recebeu o Man Booker International Prize, o júri justificou a escolha afirmando que a autora, “embora seja essencialmente conhecida como contista, mostra a profundidade, sabedoria e precisão que a maior parte dos ficcionistas só consegue alcançar numa vida inteira a escrever romances”. Foi Cynthia Ozick, ela própria uma talentosa contista, que, reconhecendo a consumada mestria de Munro na história breve, lhe chamou há alguns anos o Tchekov do nosso tempo, uma aproximação que, desde então, muitos críticos têm glosado.
 
Tal como nos contos do mestre russo, o enredo é relativamente secundário nas histórias desta canadiana, povoadas de personagens e assuntos triviais, e cuja força está muitas vezes no súbito impacto de um momento iluminante e revelador. Quase todos os seus contos têm como cenário a região sudoeste da província canadiana de Ontário, o que tem levado a que seja comparada a outros ficcionistas cujas obras se centram na vida de pequenas cidades, como Sherwood Anderson, Flannery O'Connor ou Carson McCullers.
 
A notícia do Nobel chegou ao Canadá de noite, quando Munro dormia. A autora contou à televisão canadiana CBC que foi acordada pela filha: “Sabia que era uma das candidatas, mas nunca pensei que fosse ganhar.”
 
Munro disse ainda que ganhar o prémio é “formidável” e mostrou-se feliz por o mundo descobrir a sua escrita.
 
Nascida numa família de criadores de raposas, Alice Munro começou a escrever na adolescência, tendo publicado o seu primeiro conto, The Dimensions of a Shadow, em 1950, quando frequentava a universidade. Ao mesmo tempo, ia ganhando dinheiro em empregos ocasionais, trabalhando em restaurantes, na apanha de tabaco, ou como bibliotecária.
 
A sua primeira colectânea de histórias, Dance of the Happy Shades, saiu em 1968 e foi um sucesso imediato, tendo ganho o mais importante prémio literário canadiano e recebido o elogio unânime da crítica. O livro seguinte, Lives of Girls and Women (1971), é ainda hoje o seu único romance, e não falta quem ache que se trata, na verdade, de uma sucessão de contos articulados entre si.
 
Munro publicou mais de uma dúzia de colectâneas de histórias curtas, muitas delas editadas em Portugal pela editora Relógio d’Água, incluindo a mais recente, Amada Vida (Dear Life, 2012), traduzida pelo poeta José Miguel Silva.
 
Outros livros de Monro disponíveis em edição portuguesa são O Progresso do Amor (The Progress of Love, 1986), O Amor de Uma Boa Mulher (The Love of a Good Woman, 1998), Fugas (Runaway, 2004), A Vista de Castle Rock (The View from Castle Rock, 2006) e Demasiada Felicidade (Too Much Happiness, 2009).
in Público, 11/10/2013
 


 

sábado, 5 de outubro de 2013

Escritaria 2013

A edição deste ano do escritaria, em Penafiel, é dedicada ao escritor Mário de Carvalho. Para aceder à página oficial do projeto, basta clicar na imagem.