quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Crónica - 10ºAno


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“Facebookmente” Falando
(Tomás Silvestre, 10C)

Muitos consideram-no um flagelo, outros elevam-no a uma salvação e há ainda quem já o tenha como dependência. É verdade, estou a falar do Facebook. Uma simples e pacata rede social que tem, actualmente, cerca de quinhentos milhões de utilizadores activos e um mero valor bolsista de vinte mil milhões de euros. Desde uma quinta virtual com um enorme número de jogadores (exagerado até), a um simples perfil online, o Facebook tem tudo.
É com certeza, a nível mundial, a maior causa de distracção laboral. Imagino quantos patrões já ficaram furiosos ao ver os seus funcionários trocarem o relatório financeiro da sua multinacional por uma rápida espreitadela ao crescimento das suas couves virtuais.
Tudo se sabe nesta maldita rede social. O Feed de Notícias (se é que se lhes pode chamar notícias) é o paraíso de qualquer coscuvilheira que se preze. Esta febre galopante já leva a que várias pessoas actualizem, de meia em meia hora, a sua página através do telemóvel só para informarem a comunidade de que estão a comer bacalhau com todos (informação de interesse e relevo nacional). A médio/ longo prazo, tudo isto levará a uma total destruição do conceito de privacidade, pelo menos enquanto o Facebook for grátis. O verdadeiro negócio por trás deste pequeno site é a publicidade – publicidade essa que se reveste do curioso facto de a podermos apagar para dar lugar a uma ainda mais inútil.
Ia-me esquecendo do fenómeno do Like! Ora, presumo que já existam, até na realidade, pessoas que colocam mentalmente um Like! em cada objecto, ideia ou pensamento. Perder horas e horas no Facebook em vez de fazer um esforço para combater a péssima situação económica? Like! E, no caso da juventude, passar séculos no Facebook em vez de estudar para tentar ter uma vida razoável? Não é preciso! Afinal, para que serve o subsídio de desemprego?
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O(s) Nosso(s) “Amiguinho(s)”
(Maria Inês Castro, 10C)

Eu não consigo viver sem ele! É bonito, esperto, extremamente multifuncional… Levo-o para todo o lado e não me importo nada de o aturar o dia todo. Sim, o meu telemóvel faz definitivamente parte da minha vida. Mas, como eu, há milhões de pessoas que têm um “amiguinho” assim. Ou melhor: têm vários. Uma pessoa consegue chegar ao cúmulo de ter mais do que três “amiguinhos”. Sinceramente, acho isso ridículo! Deve ter um telemóvel para falar com a mãe, outro para falar com o cão, outro para falar com o piriquito ou com o Senhor José, que semanalmente lhe regista o totoloto.
Claro que não é nada bom sofrer desta dependência, toda a gente sabe. No entanto, é irresistível, principalmente quando encontramos um telemóvel todo jeitosinho e baratucho! Só há uma coisinha que me irrita: porque é que as pessoas, enquanto mandam mensagens, olham para todo o lado menos para o ecrã?! É só mesmo para mostrar que conseguem fazer mais do que uma coisa ao mesmo tempo! Uau… Que impressionante! Enfim… O que é que se pode fazer? Provavelmente, ganhar juízo seria uma opção, mas estou só a sugerir…
Para concluir, tenho a solução para toda esta dependência! Não, nada de rehabs nem coisas desse género. Claro que exige esforço e muita força de vontade, porém, acho que devíamos todos tentar. Então, aqui vai: que tal deixarmos de lado o nosso “amiguinho” e falarmos verdadeiramente com as pessoas, tipo, pessoalmente, frente-a-frente? Vá lá, ânimo! Nós até conseguimos… Ou não?
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A Dependência Móvel
(António Ramadas, 10C)

Caro leitores, nesta crónica, abordarei a questão da dependência do telem… Ups! Esperem um pouco. Estou a receber um smile de uma amiga. Agora vou responder e… já está. Bem, prosseguindo. Quantos de vocês sofrem do síndrome de dependência do produto tecnológico do século? Se for um dos poucos resistentes, não se preocupe. Dou-lhe um ponto a favor, mas vou, desde já, avisá-lo que nesta crónica travará conhecimento com este estranho mundo.
A sociedade pergunta por que é que as pessoas já não são tão comunicativas ou por que é que nos andamos todos a rir sozinhos no meio da rua. Todos sabemos que a causa principal é, de facto, o telemóvel. (Peço desculpa, mas estou a receber uma mensagem da «Inês <3».>
(Acabou agora o saldo! Olha que sorte!) ...


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Tecno-Dependência
(Fábia Alves, 10C)

Dizer que o mundo é povoado pelos homens ou pelos telemóveis é a mesma coisa: a fatalidade do número. De facto, já existem pessoas com mais do que um telemóvel no bolso. Chegam ao ponto em que estão a responder a chamadas nos vários telemóveis ao mesmo tempo, pedidas no “Vamos ao café?” ou “Dá-me cinco minutos”. As novas tecnologias passaram a ser os imperadores da humanidade.
Diariamente, as pessoas despertam com o telemóvel, consultam a meteorologia ao pequeno-almoço na página do SAPO, sondam as novas tendências da moda na Internet, para irem bem vestidas para o trabalho, e saem de casa a relembrar a agenda para o resto do dia. Mesmo que ignoremos as infinitas mensagens trocadas com amigos e conhecidos, e as chamadas, origina-se um círculo vicioso em que a droga é o telemóvel.
Há dias, decidi visitar aquela tia que nos espreme as bochechas com saudade. Pelo caminho, reparei nas várias pessoas a injectar-se com a sua dose de mensagens para o amigo que não vê há duas horas. Quando cheguei, escutei um toque virtual vindo da sala. Até a minha longínqua tia tinha aderido à febre digital e, por isso, não apresentou o comportamento que era de esperar. Falou-me das trezentas mil funções do pequeno objecto e até do mais infrutífero jogo.
Em suma, os telemóveis já iniciaram a sua conquista do mundo; conduzem-nos à escravidão e colocam de parte o amigo sentado à nossa frente pelo agricultor no jogo do Facebook, que admiramos pelo pequeno ecrã colorido
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(Textos enviados por Hélder Moreira)

Livros do mês - Outubro

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Clicar na imagem para visualizar o booktrailer:
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domingo, 10 de outubro de 2010

Dia Europeu das Línguas



O Dia Europeu das Línguas (DEL) é comemorado todos os anos, desde 2001, em 26 de Setembro, por iniciativa do Conselho da Europa, com o objectivo de celebrar a diversidade das línguas e das culturas existentes no espaço europeu.
O Dia Europeu Das Línguas foi vivido, no nosso colégio, com grande azáfama, entusiasmo e alguma dose de gulodice, perfeitamente justificável! A resposta dos alunos, do 3º Ciclo Básico e Secundário, ao desafio lançado pelos professores ultrapassou o expectável – foi grande a quantidade de iguarias “amassadas e biscoitadas”, no dizer do nosso Gil Vicente, e que representaram os países, cujas línguas os alunos estudam: crêpes de França, scones e muffins de Inglaterra, apffelstrudel da Alemanha e as bolachinhas para o chá da Bisavó Matilde fizeram a delícia e a animação de muitos alunos, professores e funcionários.
O trabalho foi intenso. Desde o rigor da decoração das mesas de serviço, à artística criação de individuais que, nesse dia, deram um toque de cosmopolitismo aos tabuleiros da cantina, ao eficiente serviço de atendimento dos alunos de 12º Ano, à animação musical dos nossos talentosos artistas musicais, à colaboração dos professores de Línguas (e outros, os sempre atentos!) na organização do evento, tudo funcionou em pleno e, arrisco a afirmar, ultrapassou todas as expectativas!

As fotografias testemunham a animação do dia.



Destacamos, ainda, a receita ancestral das bolachinhas para a hora do chá, gentilmente cedida pelo António, aluno do 12º Ano D, e que se transcreve a seguir:

Ingredientes:

500g de farinha sem fermento
200g de açucar
200g de manteiga
2 ovos

Com a batedeira (varetas), misturar bem o açucar com a margarina (aconselho manteiga com sal [publicidade retirada]). Adicionar os ovos 1 a 1 até obter um creme fofo. Juntar a farinha de uma só vez. Estender a massa com o rolo de cozinha até ficar +/- com meio cm de espessura. Cortar com as formas que quisermos. Levar a cozer em forno pré-aquecido cerca de 10/15 minutos (cerca dos 200 graus).
O texto foi corrigido para actualidade, uma vez que esta receita é retirada de um livro de 1932 da minha Bisavó Dona Maria Matilde d'Orta Telles da França Machado.
Votos de sucesso para a confecção.
António Sanches Machado Baião Pinto

(Texto enviado por Auxília Ramos)

Texto de opinião

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A acção do homem sobre o planeta Terra
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Maya Lin - Unchopping a Tree from What is Missing? Foundation on Vimeo.

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Há cerca de uma semana, pelo twitter, Al Gore afirmava: "Em 1987 juntámo-nos e regulámos o uso dos CFCs, resolvendo a questão - o que acabou por resultar. Agora podemos fazer o mesmo com o CO2 e daqui a vinte anos vamos ver a crise climática como algo do passado."
É difícil fazer com que o Mundo perceba que tem de mudar comportamentos para salvar o futuro do nosso planeta. Porém, Al Gore tentou-o, quando percorreu cidades de todo o globo com uma famosa apresentação que tanto chocou as pessoas. E como se não bastasse o seu esforço, foi realizado o documentário "Uma Verdade Inconveniente", com o clima a assumir, claramente, o papel central. Em 2007 este documentário venceu o Óscar de "Melhor Documentário".
Infelizmente, o aquecimento global continuará a aumentar em ritmo galopante, caso nada seja feito para o contrariar. Ainda por cima, hoje em dia, a população mundial usa o equivalente a 1.5 planetas Terra para satisfazer as suas necessidades de consumo. Este panorama agrava-se, quando pensamos em países como os Camarões e a Mauritânia, que ainda não ultrapassaram o limite da biocapacidade, mas que para lá caminham; ou o caso alarmante do Congo, onde claramente se denota o papel que a desflorestação teve no enorme desfalque da sua biocapacidade. Mas o mais grave é quando um país tende a desenvolver necessidades de consumo superiores às desejadas, como acontece com os Estados Unidos ou a Espanha.
Seguindo o conselho de Al Gore, é melhor começar a pensar em algumas soluções para neutralizar as emissões de CO2. Até agora foram vários os países a afirmar o desejo de reduzir as emissões de dióxido de carbono, ou então a diminuir a sua quantidade na atmosfera, tanta quanto a que libertam. É o caso da Islândia e do Vaticano; o primeiro produz cerca de 99% da electricidade e quase 80% de toda a energia produzida, através de energias renováveis; já o segundo comprou uma área verde na Hungria onde diz que plantará as árvores necessárias para compensar as suas emissões.
Concluindo, torna-se cada vez mais urgente encontrar formas de combater o aquecimento global e evitar os desastres que este provoca, mas parece que o prazo está a encurtar e cada vez recebemos mais avisos alarmantes - tsunamis, terramotos e furacões. E como se todas estas catástrofes incontornáveis não bastassem, a BP veio contribuir com o maior derrame de petróleo da história dos Estados Unidos, que vai deixar grandes marcas destruidoras na biodiversidade da zona atingida.
Francisco Gomes, 12º D
(Enviado por Auxília Ramos)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010

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(Imagem retirada do portal da Wook)
Se clicarem, acedem a uma edição especial do El País sobre o escritor peruano.

domingo, 3 de outubro de 2010

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ainda Pessoa (ante)visto pelos alunos...

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Como vejo Pessoa? Não sei. Não vejo. Imagino, sim. Ver torna-se demasiado difícil quando nos referimos a alguém com uma percepção do mundo inatingível ao comum ser humano.
Uma pessoa faz, uma pessoa olha, uma pessoa compreende. Pessoa não. Pessoa sente, interpreta, Pessoa escreve e reescreve-se de tal modo que se reinventa em inúmeras pessoas diferentes.
Escondido atrás de uns óculos sóbrios e atentos e de um chapéu escuro e subtil, Pessoa observa o Mundo, taciturno, explodindo a fúria de viver, numa escrita inigualável e inexplicável. Uma mente tão complexa e profunda apenas encontra explicação no limite da sua loucura intelectual. Sim, “De poeta e louco, todos temos um pouco”, e ainda que considerado aforismo popular, este provérbio não perde a sua veracidade por o ser, nem Pessoa a caracterização. Cada um sabe gerir a sua veia de demência, cada um escolhe a importância a dar-lhe. Pessoa transformou-a no seu modo de vida, no seu modo de escrita.
“Não sou nada./ Nunca serei nada.” dizia Álvaro de Campos. Incompreendido por muitos e desprezado por outros, a penetração na alma e espírito do ser humano é levada ao auge com Pessoa, alguém que, privado da presença de quem o admire, se recria em novas personalidades, com dia de nascimento, profissão e terra natal, construindo o seu mundo, a sua vida socio-psicológica apenas nas profundezas da sua consciência e na superficialidade do papel.
De tantas formas que se pode idealizar alguém, imagino Pessoa perdido nos seus próprios devaneios e pensamentos, visões e introspecções. Imagino-o a vaguear por ruas infindáveis, sem destino nem propósito.
Pedras no seu Caminho? Guardou-as todas. Pessoa construiu muito mais que um castelo.
Ana Lúcia Rebelo, 12B
(Enviado por: Isabel Moreira)

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fernando Pessoa - olhares e expectativas

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A poesia nunca perderá sentido graças a Fernando Pessoa. A sua personalidade sempre reflectirá na eloquência e na excepcionalidade que figuram nas suas composições poéticas. Quando falamos de Pessoa, não falamos de uma simples pessoa, falamos de um fingidor que se entrega às palavras com um amor muito próprio, que sempre tocará todos os fingidores e todos os fingidos.
Luísa, 12º D

Fernando Pessoa. Pouco sei dele, mas muito posso adivinhar na sua maneira de se mostrar. A pose enigmática transborda mistério e inteligência. Veste sempre de preto, muito arranjado, aperaltado no bigode perfeito e nos sapatos cuidadosamente engraxados.
Simples pessoa, sentado num café, algures perdido nas letras da sua vida, encontrado por um mundo que, sentado ao seu lado, descobriu nele um grande escritor.
Rita Reis, 12ºE


Um pequeno génio, um intelectual sentado a uma mesa de madeira, escondido num rosto invulgar. Palavras transparentes que nascem em poemas grandes. O desassossego das mesmas, furtivas nas entrelinhas. Ler um poema de Fernando Pessoa, uma vez apenas, é como pintar com água em tela branca.
Sara Cardoso, 12º D


Gostava de ter sido eu. E dizer: imagino-te num café, sentado a um canto, rodeado de um barulho surdo que não te vê. Uma sombra escura que entra e sai.
Gostava de ter sido eu. Mas houve alguém que te viu primeiro e pediu-me que te imaginasse assim. Procuro. Vejo-te agora. E, nos ombros descaídos, carregas o peso da imaginação. Continuo a procurar. Descubro que me mentiste no nome, enganaste-me. Como te chamas? Fernando Pessoas.
Teresa Stingl, 12º A

Apesar de ainda nada conhecer da obra de Pessoa, vejo-o como um ícone, um convencional marco na história da literatura portuguesa. Artisticamente, preto no branco, é assim Pessoa.
Estou interessada em descobrir e perceber a mente de um génio da Língua Portuguesa (mais um convencionalismo!) que, durante anos, conquistou gerações. Espero que me conquiste também...
Matilde Horta, 12º E

Um lugar recôndito, uma paz alienante, talvez alcançada num dos cafés lisboetas. Este era o ambiente onde a inspiração tomava o poeta, lhe tocava suavemente na pena, escolhia uma das pessoas que Pessoa possuía e desmistificava a curiosidade do leitor. Caçava, então, verso a verso, numa arte e técnica que lhe eram tão características. E o poema ganhava forma.
Joana Nunes, 12º A
(Textos enviados por: Auxília Ramos)

domingo, 26 de setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Novo romance de José Luís Peixoto

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Chama-se Livro e é imperdível... Clicar na imagem para aceder ao booktrailer:
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Festival Internacional de Marionetas do Porto

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Consultar o Programa aqui. A não perder: os workshops!
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Danuta Wojciechowska e os clássicos da Porto Editora


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Notícia via LER:
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"A ilustradora Danuta Wojciechowska assina a nova imagem gráfica da colecção de clássicos da Porto Editora, na qual acabam de ser reeditados mais dez títulos: Os Maias, Contos, A Cidade e as Serras e A Relíquia (Eça de Queirós); Falar Verdade a Mentir e Frei Luís de Sousa (Almeida Garrett); Amor de Perdição (Camilo Castelo Branco); Os Lusíadas (Luís de Camões); A Morgadinha dos Canaviais (Júlio Dinis); e Poesias – Heterónimos (Fernando Pessoa)."

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Pessoa no Museu da Língua Portuguesa (Brasil)

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(Clicar na imagem para aceder à página do museu)
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Ver a notícia do Público AQUI.
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Morreu Ruy Duarte de Carvalho

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A notícia é do Público:
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Nascido em Portugal, naturalizou-se angolano em 1983 por motivos que, como explica no catálogo do ciclo que o Centro Cultural de Belém lhe dedicou em 2008, se prendem com o sentimento, de que teve consciência aos 12 anos, depois de a sua família ter emigrado para Moçâmedes (Angola), de que tinha ali a sua "matriz geográfica".
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No mesmo texto, reproduzido na página da sua editora de sempre, Livros Cotovia, explica: "Lembro-me de ter nascido, ou então de ter mudado inteiramente tanto de alma como de pele, pelo menos uma meia dúzia de vezes ao longo da vida e nenhuma delas foi lá onde terei, pela primeira vez, dado conta da luz do mundo. De que havia uma matriz geográfica que essa é que me dizia de facto muito intimamente respeito pela via quem sabe de uma qualquer memória genética, dei conta aos doze anos - lembro-me sempre de cada vez que ainda por lá passo e se calhar é para isso que ando sempre a ver se passo por lá – a comer pão e com um ataque de soluços no meio do deserto de Moçâmedes, por alturas do Pico do Azevedo. E de que havia uma razão de Angola que colidia com a razão de Portugal, disso dei definitivamente conta já a trabalhar nas matas do Uíge quando, em março de 1961, eclodiu a sublevação nacionalista no norte de Angola."
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O escritor e ensaísta explica a sua experiência da independência de Angola: "Acabei por voltar a Angola em 1974 e por passar a noite de 10 para 11 de Novembro de 1975 no município do Prenda, em Luanda, a filmar às zero horas, que foi uma hora zero, a bandeira portuguesa a ser arreada e a de Angola a subir no mastro". Em 1989 recebeu o Prémio Nacional de Literatura e o seu "Desmedida Luanda, São Paulo, São Francisco e Volta, Crónicas do Brasil" (Livros Cotovia), recebeu o Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do encontro Correntes d'Escritas na Póvoa de Varzim, em 2008.
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A sua formação passou pela Escola de Regentes Agrícolas de Santarém, pelo curso de realização de cinema e televisão em Londres (realizou filmes para a TV angolana e para o Instituto do Cinema de Angola) e pelo doutoramento pela École de Hautes Études en Sciences Sociales de Paris com uma tese dedicada aos pescadores da costa de Luanda, com o título "Ana a Manda" (1989).
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Foi professor das universidades de Luanda, Coimbra e São Paulo, além de ter sido professor convidado da Universidade de Berkeley, na Califórnia, e realizou dos filmes "Nelisita: narrativas nyaneka" (1982) e "Moia: o recado das ilhas" (1989).
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É autor de "Vou lá visitar pastores" (1999), da poesia de "Chão de Oferta" (1972) ou "A Decisão da Idade" (1976) - a sua poesia está reunida em "Lavra" (2005). Assinou ainda os diferentes estilos de "A Câmara, a Escrita e a Coisa Dita... Fitas, Textos e Palestras" (2008), "Actas da Maianga" (2003), "Os Papéis do Inglês", "As Paisagens Propícias" (2005) e descrevia a sua obra como "meia-ficção-erudito-poéticoviajeira".
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Musicografias

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Há coisas muito curiosas. Indeciso quanto a que música apresentar desta vez no Musicografias, de forma a mostrar ambiências e universos distintos, liguei o rádio - que está automaticamente sintonizado na TSF - e ouvi uma coisa que prendeu a atenção. o programa era o "pessoal e transmissível" e o entrevistado um senhor chamado António Zambujo de quem, até à data, eu nunca tinha ouvido falar. De tal forma achei curioso aquele fadista e aquela sonoridade do fado, que, mal cheguei a casa, fui tentar conhecê-lo, e a música que ele faz.
Deixo-vos um exemplo, curiosíssimo, em que o António - alentejano de Beja, canta uma música tradicional de S. Miguel - Açores, acompanhado pelas já nomeadas para um Grammy vozes búlgaras Angelite.
Uma fusão notável, com um resultado indescritível.
Joaquim Silva

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Alma mater

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Um projecto valioso da Universidade de Coimbra, um inestimável contributo para a divulgação do saber (clicar para aceder):
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terça-feira, 20 de julho de 2010

Sobre a leitura

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Esta sugestão foi-me enviada pela Drª Paula Raimundo. Uma entrevista interessantíssima a Alberto Manguel, sobre a leitura, o prazer da leitura, os livros, o acto intelectual e a cultura no mundo moderno. Imperdível, mesmo!
(Clicar na imagem para aceder)

domingo, 18 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ler - Julho

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A partir de sexta, dia 7, nas bancas. Uma edição especial dedicada a José Saramago. Deixo o texto de Francisco José Viegas, publicado no blogue da revista LER:
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"Agora, que passou o ruído, o que se espera da memória? Que seja como é. Infiel, fidelíssima, honesta, deturpada, o que for. Por isso era bom pensarmos que a memória dos escritores fica entregue – e bem entregue – aos seus livros. São eles o testemunho dessa passagem, por mais intensa ou marcante que tenha sido. No caso de José Saramago, certamente que o foi.
Para muitos dos seus leitores – restam os livros, o interesse renovado (ou não), a fidelidade a um título ou a outro. Tudo o mais, na vida dos escritores, está condenado a ser frágil, criticável e sujeito a escrutínio severo (político, pessoal e também literário) e inevitável. Sabe-se como são raros os consensos e como são perigosas as unanimidades. As honras nacionais, o testemunho dos seus contemporâneos, a dor expressa em público, a voracidade das repórteres de televisão que procuravam a polémica política (mas não o debate) – tudo isso desaparece quando a memória de um escritor (além do seu espólio, dos seus manuscritos) se sintetiza e se torna mais viva nas livrarias, nas bibliotecas, nas mesas de leitura. O resto não é literatura e não nos interessa.

A vida de revistas como a LER não é feita apenas de «planeamento rigoroso». Há uma parte do nosso trabalho diário que corresponde a essa exigência – e uma parte altamente improvisada. Esta edição sai com uma semana de atraso e a justificação é evidente: no passado dia 18 de Junho estava praticamente fechada, aguardando impressão. A notícia da morte de José Saramago obrigou-nos a redesenhá-la e a atrasar a sua edição.
José Saramago foi um amigo da LER e esteve presente em muitas das nossas edições. Recordamos neste número algumas dessas presenças – com isso, os seus livros nunca se ausentarão.
As dezenas de páginas que, por esse motivo, não se publicam agora, regressarão na próxima edição".
Francisco José Viegas

terça-feira, 6 de julho de 2010

Morreu Matilde Rosa Araújo

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Deixo, em jeito de homenagem, um texto de Teresa Maia Gonzalez:
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"As árvores morrem de pé. E ali permanecem erguidas, de pés agasalhados no berço onde nasceram. Morrem de mansinho sem fazer alarde. Ainda de braços elevados aos céus, deixam-se acariciar suavemente pelos últimos raios de sol. E saboreiam pela derradeira vez o afecto do vento, eterno companheiro desde a primeira hora, já sem folhas que estremeçam no gesto habitual do reconhecimento.

Então, despida e vazia de seiva e esperança a árvore olha os ramos, outrora cheios de folhagem, flores e frutos e recorda, por breves instantes o calor dos verões. E, se um pássaro jovem lhe pede abrigo, ela estica ainda um braço seco e magro, oferecendo-o sem nada pedir em troca. E o pássaro inquieto, alheio à proximidade da morte (tão perto já!), faz um trinado desafinado, um curto ensaio de canto. Depois, num ímpeto sem razão abre as asas e escapa-se para um telhado ou um banco de jardim.

E a árvore ali fica, finalmente, só. Os braços irremediavelmente erguidos, já não cansam. No tronco, o vazio deixado pelo último casal de esquilos já não faz saudade. Fecha os olhos e respira devagar. O ar imundo da cidade que amou já não a sufoca. Então, fitando o céu, percebe que apenas os pés a prendem à terra. E solta a alma como um grito mudo. As árvores morrem de pé. Por isso não nos apercebemos da sua morte..." Maria Teresa Gonzalez
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Mais informação, aqui.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Livros para África

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Entregámos (eu e a Drª Helena Calheiros), no dia 29 de Junho, às Irmãs representantes da Congregação das Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora em Moçambique o resultado da Campanha "Livros para África".
O montante angariado (2500 euros) e os livros serão encaminhados, seguindo a indicação das Irmãs, para uma Biblioteca, numa das províncias mais carenciadas de Moçambique.
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O projecto, iniciado em 2008, com a Feira do Livro Usado, culminou com a publicação em livro do blogue "Lusografias", no ano de 2009, e foi desenvolvido ao longo destes dois anos, na disciplina de Formação Cívica, tendo sido dinamizado pelas turmas 9ºA e 9ºC. Recordamos esses dois momentos marcantes:
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A Feira do Livro Usado (Dezembro de 2008)
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"Foi comovente assistir à venda dos livros usados. Reunimos mais de 2000 volumes e já vendemos largas centenas em apenas dois dias. É uma experiência surpreendentemente tocante a de ver crianças de 5 anos a pedir aos pais para comprar um livro para ajudar os meninos de Moçambique. Agradecemos o empenho, o carinho e o tempo de todos quantos têm ajudado a tornar esta experiência possível. Neste caso, não podemos de forma alguma falar de lucro ou de dinheiro... pelo contrário, enquanto arrumávamos e catalogávamos e vendíamos, a nossa imaginação atravessava dois oceanos e dois continentes para junto daqueles que ainda não têm o que ler. E esse lucro é inestimável e imensurável..."
Ver as fotos aqui: http://lusografias.blogspot.com/2008/12/ainda-feira-do-livro-usado.html
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A edição do blogue "Lusografias" (Maio de 2009)
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"O propósito desta edição é proporcionar a outras crianças o desenvolvimento do dom da escrita e da leitura, num país privado de quase tudo (Moçambique). A verdadeira Lusofonia passa pela(s) lusografia(s) e acreditamos que este é apenas um pequeno contributo para o sonho que se começou a desenhar com a Feira doLivro Usado, em Dezembro último. "
Ver as fotos aqui: http://lusografias.blogspot.com/2009/05/uma-noite-de-lusografias.html
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Prometemos publicar também, nos próximos meses, as fotografias do momento da entrega, em Moçambique.
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Agradecemos a colaboração activa e empenhada de toda a comunidade educativa e a dedicação inexcedível dos alunos envolvidos.

sexta-feira, 2 de julho de 2010